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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Jerónimo, Grupo EDP e BCP dão quarta sessão positiva para o PSI-20

A praça de Lisboa voltou a ganhar terreno na sexta-feira, apesar de dez empresas terem perdido terreno. A EDP Renováveis subiu mais de 3% e foi a maior subida, num dia em que o BES voltou a recuar. Na Europa, o dia foi misto.
 
A bolsa nacional voltou a encerrar em terreno positivo, num comportamento que se deveu, sobretudo, às subidas da EDP e da Jerónimo Martins. Depois de seis semanas consecutivas a perder terreno, o PSI-20 voltou a avançar esta semana. A valorização do índice de referência ficou-se nos 1,9% durante a semana, com quatro sessões em alta e apenas uma em baixa.

Especificamente na sexta-feira, o PSI-20 somou 0,44% para os 5.556,80 pontos. Das 20 cotadas que o compõem, até foram mais as empresas que perderam terreno do que as que ganharam: oito em relação a dez. Duas (Cofina e Semapa) ficaram inalteradas.

Na Europa e em Wall Street, o dia foi misto. As bolsas europeias e americanas seguem uma tendência indefinida, seguindo os dados económicos mistos que foram divulgados esta tarde nos EUA. Os investidores continuam sem tomar grandes decisões antes de ser estabelecida uma estratégia clara do papel da Reserva Federal norte-americana no que diz respeito aos estímulos monetários à maior economia do mundo.

Nas bolsas europeias, o dia foi, em parte, de perdas mas algumas inverteram para terreno positivo a meio da tarde. Contudo, os recuos foram mesmo predominantes na Europa, com o Stoxx Europe 600 a ceder 0,5%.

Grupo EDP anima PSI-20
 
Também no índice nacional, houve alguma variação entre ganhos e perdas durante o dia, com um avanço intenso no fecho. A justificação para a subida do PSI-20 na última fase da sessão deveu-se, essencialmente, ao comportamento do Grupo EDP. Tanto a EDP como a Renováveis ganharam força pelas 15h30 e marcaram algumas das maiores subidas em Lisboa.

A eléctrica liderada por António Mexia somou 1,19% para fechar nos 2,475 euros. Já a EDP Renováveis encerrou nos 3,943 euros, ganhando 3,19%. Como parte da parceria com a China Three Gorges, a EDP Renováveis anunciou a venda de participações minoritárias em parques eólicos nacionais à CITIC CWEI Renewables.

A Jerónimo Martins somou 2,66% para os 16,19 euros e esteve a liderar as valorizações em Lisboa, contrariando a outra cotada do retalho, Sonae, cuja descida de 0,54% conduziu as acções aos 0,731 euros.

BCP soma terreno, BES desvaloriza-se

A banca continuou sob pressão, apesar do alívio que se verificou esta sexta-feira nas taxas de juro associadas à dívida pública nacional. O BCP foi a grande excepção. O banco liderado por Nuno Amado subiu 2,13% para encerrar nos 9,6 cêntimos, acumulando um ganho de 4% na semana.

Já o BES evidenciou-se no sentido contrário, ao cair pelo segundo dia seguido. O banco sob o comando de Ricardo Salgado caiu 2,84% e está nos 0,615 euros. O BPI também recuou 1,52% para os 0,908 euros.

O Banif terminou a valer 9,3 cêntimos por acção, com uma quebra de 2,11%. Foi o elemento do PSI-20 que mais recuou esta semana. O Estado perdeu a sua participação superior a 99% no Banif, alcançada depois do processo de capitalização, com os accionistas de referencia Rentipar Financeira e Auto Industrial a injectarem 100 milhões de euros no banco. A posição estatal deslizou para 87% ao passo que estes accionistas passaram a ter 13%. A instituição dirigida por Jorge Tomé ainda precisa de um investimento de 350 milhões de euros, que espera conseguir, nomeadamente, com um novo investidor de referência (banco sul-americano).
 
Galp impede maior subida do PSI-20
 
A empresa que mais impediu uma subida expressiva da praça nacional foi a Galp Energia. Com os preços do petróleo sem uma tendência definida nos mercados internacionais, a petrolífera resvalou 1,69% para cada acção cotar nos 11,375 euros. A descida ocorreu apesar de o Société Générale ter emitido uma nota em que manteve a recomendação de “comprar” os títulos da Galp Energia, a que atribuem um preço-alvo de 14,44 euros para os próximos 12 meses.

A contribuir para as perdas esteve, igualmente, a Portugal Telecom, apesar de um declínio ligeiro. A operadora cedeu 0,10% para fechar nos 2,99 euros.


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