O papa Bento XVI denunciou, este
sábado, a corrupção, considerando que pode levar a "vinganças por vezes
violentas" e pediu aos líderes mundiais para não privarem as pessoas de
esperança, durante a sua segunda viagem a África.
"Neste momento, existem muitos escândalos e injustiças, muita corrupção e ganância, muito desprezo e mentiras, muita violência que levam à miséria e à morte", declarou o papa num discurso no palácio presidencial de Cotonu, capital económica do Benim, onde chegou na sexta-feira.
B ento XVI sublinhou que aqueles males afligem África "mas também o resto do mundo".
"Cada povo quer compreender as escolhas políticas e económicas que são feitas em seu nome. Ele compreende a manipulação e a sua vingança é por vezes violenta", alertou Bento XVI, que se dirigia a responsáveis políticos, diplomatas e representantes de outras regiões.
"Desta tribuna, lanço um apelo a todos os responsáveis políticos e económicos dos países africanos e do resto do mundo. Não privem os vossos povos da esperança. Não amputem o seu futuro ao mutilarem o seu presente", disse.
O papa referiu-se ainda à designada primavera árabe e à recente independência da parte sul do Sudão, que se tornou o Sudão do Sul.
"Nos últimos meses, numerosos povos manifestaram o seu desejo de liberdade, a sua necessidade de segurança material e a sua vontade de viver harmoniosamente na diferença das etnias e das regiões. Até nasceu um novo Estado no vosso continente", referiu.
O papa chegou na sexta-feira ao Benim para uma viagem de três dias, a sua segunda deslocação a África em seis anos e meio de pontificado, depois da que realizou aos Camarões e a Angola em 2009.
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