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sábado, 11 de janeiro de 2014

Atlético-Barça. Um clássico de argentinos e portugueses

Separados por cinco golos, os dois primeiros decidem hoje o título de campeão de Inverno (19h00 SportTV 2)
 
França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Escócia. Nenhum destes países dá uma para a caixa neste fim-de-semana, o que está a dar é a Península Ibérica. Antes do Benfica-Porto de amanhã, o Atlético-Barcelona de hoje. Aí está o triunfo do futebol argentino. Como? Simeone de um lado, Tata Martino do outro. É só a segunda vez na história da Liga que dois argentinos discutem o primeiro lugar, depois de Herrera (Barça) e Carniglia (Real Madrid) em 1958-59.

Além dos dois treinadores, um outro argentino intromete-se. É ele Messi, de regresso aos relvados ao fim de 59 dias. Mais golos fora de Camp Nou: Real Madrid 9, Atlético 8. Mais hat-tricks: Atlético Madrid 3 (e a guarda-redes diferentes: Coupet, De Gea e Courtois). Mais golos: Atlético Madrid, 20.

Estamos aqui a falar de argentinos e mais argentinos mas é Portugal quem está a dar. Através de Tiago, capitão do Atlético. Fora da selecção desde 2010, há quem insista no regresso à equipa de Paulo Bento. "Se eu fosse o seleccionador, falava com ele e levava-o ao Mundial do Brasil. Imprime uma rotação ao meio-campo muito alta", justifica Futre.

Com dois golos (Rayo e Almería) em 18 jogos esta época, Tiago tem o futebol na ponta da bota. É elegante a passar a bola e é intransigente no bloqueio (legal) aos adversários. Tem um lugar no coração dos adeptos, como outros portugueses do antigamente que, inclusive, têm golos ao Barcelona pelo Atlético. Ei-los.

MENDONÇA (seis golos) Eis o primeiro português a jogar na 1ª divisão lá fora. Em nove épocas de Atlético Madrid (1958-67), o avançado marca seis golos em 13 jogos.

No Verão de 1967, transfere-se para o Barça. "O presidente Vicente Calderón chamou-me a casa dele, onde encontrei o presidente do Barça [Llaudet]. Eles já tinham negociado e só faltava a minha assinatura. Na altura, estava lesionado e não foi uma negociação muito ética. Para cúmulo, o primeiro jogo do campeonato seguinte foi com o Atlético, em Madrid. Fui apelidado de tudo e mais alguma coisa. Traidor e essas coisas." Em Camp Nou, nunca marcaria ao Atlético em quatro jogos.

futre (dois) Contratação de peso de Gil y Gil nas eleições de 1987. Consumada a vitória, oferece um Porsche amarelo ao extremo do Porto e abre-se caminho para seis épocas de intenso fulgor, com dois golos ao Barça, ambos no Vicente Calderón. Um a garantir a vitória (2-1) em Outubro de 1990, outro com direito a expulsão (1-4) em Setembro de 1992.

figo (dois) Presente naquele inesquecível 5-4 para o Barça na Taça do Rei, o 7 catalão marca um dos golos e ainda assina um outro, no Vicente Calderón, em Abril desse ano de 1998.

hugo leal (um) É o rei da eficácia. No único Atlético-Barça, um golo (3-0 para a primeira mão da meia-final da Taça do Rei). No mesmo dia em que Gil y Gil reassume a presidência, após ter sido afastado há seis meses para dar lugar a um administrador judicial, o Atlético de Antic joga com os suplentes e Hugo Leal fixa o 3-0 de cabeça.

simão (um) Pelo Barça, nenhum golo do Atlético. Pelo Atlético, um golo ao Barça, de livre directo, em Fevereiro de 2010. Ganha o Atlético (2-1), a impor à 21.ª jornada a primeira derrota ao Barça de Pep Guardiola na Liga espanhola. O Atlético, esse, sobe ao 11.º lugar, a 28 pontos do líder.

tiago (zero) O capitão do Atlético está a zeros. É para durar? "A verdade é que não nos focamos no individual, e sim no colectivo. As coisas sai-nos todas bem, quer na Liga espanhola, quer na Liga dos Campeões." Ao todo, 23 vitórias, cinco empates e só uma derrota em 29 jogos versão 2013/14. "É uma loucura", desabafa Tiago, para quem o Barça é o favorito. "São líderes, actuais campeões e todos jogam bem à bola. Messi? Messi joga e finta como... Messi."



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