segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sindicatos da TAP mantêm greve para o final do ano

Irredutíveis, os 12 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP apenas aceitam cancelar os quatro dias de greve agendados para o final do ano se o Governo recuar na decisão de privatizar a companhia.

Três dias depois do encontro com o ministro da Economia, e na sequência da proposta do Governo para a criação de um Grupo de Trabalho, "a Plataforma de Sindicatos apresentou ao Governo um memorando visando a suspensão do processo de reprivatização e da greve convocada para os dias 27 a 30 de Dezembro do corrente ano".

Com esta declaração, depreende-se que os sindicatos apenas cancelarão a greve caso o processo de reprivatização da TAP seja interrompido. O Negócios tentou obter mais esclarecimento junto dos sindicatos, mas de momento ainda não foi possível.

Recorde-se que o ministro da Economia, António Pires de Lima, disse, na passada sexta-feira, que o Governo não recua na decisão de privatizar a companhia aérea.

A 13 de Novembro, o Governo relançou o processo de privatização da companhia aérea. Em Conselho de Ministros, o Executivo decidiu vender 66% do capital da transportadora: 61% através de um modelo de venda directa a um ou mais investidores e 5% ficam reservados a trabalhadores da TAP. Os restantes 34% ficam, por enquanto, do lado do Governo.

Na passada sexta-feira, 12 de Dezembro, o Governo este reunido com os sindicatos da transportadora aérea e propôs a constituição de um grupo de trabalho que responda às preocupações dos trabalhadores.

"O Governo abriu a possibilidade, mediante o cancelamento da greve, de se constituir um grupo de trabalho liderado por Sérgio Monteiro que procure trabalhar esses pontos de preocupação dos trabalhadores", anunciou o ministro da Economia António Pires de Lima, à saída de uma reunião de mais de três horas com os trabalhadores da TAP. Para esta segunda-feira, 15 de Dezembro, ficou agendada a resposta dos sindicatos. 

O governante admitiu que as preocupações dos trabalhadores "são legítimas" e que o motivo para os quatro dias de greve não está relacionado com a privatização da companhia.

O Governo está "a acompanhar a situação com atenção", garantiu Pires de Lima, reiterando que a privatização da TAP é do interesse de todos, uma vez que está em causa o crescimento da empresa.



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