Durante o Carnaval de 2010, o Ministério da Saúde vai priorizar a campanha de prevenção à Aids no grupo de meninas de 13 a 19 anos. O motivo é o crescimento de casos entre as garotas dessa faixa etária nos últimos anos.
Segundo o último Boletim Epidemiológico da Aids e de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), divulgado em novembro, foram registrados mais casos entre as garotas dessa idade em relação aos meninos desde 1998. Atualmente, a cada 8 meninos infectados existem 10 casos de meninas. Antes, a proporção eram 10 mulheres para cada grupo de 15 homens.
Segundo o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, a maioria dos jovens busca o preservativo na primeira relação sexual. Mas quando o relacionamento fica estável, o uso da camisinha é deixado de lado. “Na medida que vão tendo confiança no companheiro abandonam o preservativo”, disse Barbosa, em entrevista à Agência Brasil.
Com veiculação nas emissoras de televisão e rádio, a campanha vai orientar os jovens sobre as formas de contágio da doença e os cuidados para a prevenção, além da distribuição de camisinhas nos sambódromos e blocos de rua. O Ministério da Saúde já encomendou 1,2 bilhão de preservativos para ações da pasta no decorrer dos próximos dois anos, conforme Barbosa.
Uma das políticas do ministério para o público de 13 a 24 anos de idade é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, em que o estudante recebe orientações sobre o contágio, sintomas, prevenção, tratamento e como viver com o vírus HIV. Conforme Barbosa, 50.214 escolas públicas e particulares já integram o programa. Em 10 mil, o aluno pega o preservativo no próprio colégio. A decisão de distribuir ou não é tomada pela comunidade escolar.
Segundo a representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, em São Paulo, Micaela Cyrino, poucas escolas da capital paulista entraram no programa. Ela atribui a baixa adesão às diferenças sociais na metrópole e o preconceito da sociedade em falar de sexo com adolescentes. “As pessoas encaram como incentivo ao sexo e não como prevenção”, afirmou. A estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no Brasil.
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Projeto espacial esbarra em comunidades quilombolas no MA
A empresa estatal binacional ACS (Alcântara-Cyclone Space), criada para unir Brasil e Ucrânia na busca por espaço no mercado internacional de lançamento de satélites, enfrenta barreiras para seus planos de longo prazo na área de Alcântara, no Maranhão.
Após ceder numa disputa por terras com comunidades quilombolas da região, a ACS deverá se instalar numa área da Aeronáutica dentro do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), pagando aluguel de R$ 113 mil. A área é suficiente para desenvolver a plataforma de lançamentos do Cyclone-4, diz a empresa, mas compromete o projeto de desenvolvimento que o governo pensava para a região: transformar a península em um parque tecnológico.
Rediscutindo
"Isso vai ter de ser discutido de novo com a comunidade local", diz Roberto Amaral, diretor da contraparte brasileira da ACS. Segundo ele, a entrada do Brasil nesse ramo de negócio traz uma perspectiva nova para a região. Para que outras empresas de tecnologia se instalem, porém, será preciso convencer quilombolas a abrirem mão de algumas de suas áreas.
Por conta das dificuldades, a AEB (Agência Espacial Brasileira) já tinha cogitado sair do Maranhão. Contudo, o presidente da agência, Carlos Ganem, diz que ainda não desistiu. Ele pretende levar a Alcântara o mesmo modelo de desenvolvimento da Guiana Francesa, hoje lar da maior base equatorial de foguetes do mundo.
"Compare o que era Kourou antes de a ESA [Agência Espacial Europeia] tratar aquela população de 6.000 negros desdentados, sem salários e sem previdência social, com os hoje 21 mil negros e brancos, com dentes, com o maior salário mínimo da Europa, a melhor previdência social", diz Ganem.
"Hoje os negros desdentados e completamente excluídos naquela região são na verdade os brasileiros que atravessam a fronteira para se beneficiar das vantagens incorporadas ao desenvolvimento local e social."
Os quilombolas de Alcântara, contudo, mostram desconfiança em relação aos benefícios trazidos pelo Programa Espacial Brasileiro. Sinal disso é que, no dia 18 de dezembro, uma audiência pública do Ibama, de apresentação do relatório de impacto ambiental do projeto da ACS, abriu espaço para discursos de gente que critica os interesses da empresa.
Aconteceu quando o microfone foi aberto a perguntas. Em vez delas, surgiu o presidente da Câmara Municipal da cidade, Benedito Barbosa, exaltado, dizendo que os técnicos contratados pela ACS eram mentirosos. Foi aplaudido. Outros fizeram discursos parecidos.
Boa parte da resistência se deve à experiência traumática causada pela criação do CLA, na década de 1980. Na época, comunidades quilombolas inteiras foram transferidas para regiões afastadas.
Sem peixe
A Folha visitou as terras que os transferidos receberam da Aeronáutica e onde estão desde então. Peixes eram a sua base alimentar, mas os quilombolas foram retirados de perto do litoral. Agora, a pé, levam cinco horas para chegar aos lugares onde costumavam pescar.
Além disso, reclamam que os lotes recebidos são pequenos demais e pouco férteis. Nesses lugares, é possível ver várias casas abandonadas.
Os moradores se dizem pouco convencidos sobre os empregos que a ACS prevê --900 durante as obras e 300 quando os foguetes estiverem sendo lançados do centro.
Mesmo com a ACS desistindo de construir as suas instalações onde hoje estão os quilombolas, existirão impactos.
Um deles se relaciona com as normas de segurança para lançar foguetes. Toda vez que isso vai ser feito, é necessário fechar a costa para evitar o risco de que destroços caiam na cabeça de alguém -nada de gente pescando, portanto.
"Dizem que é muito seguro, mas todo mundo sabe que isso já explodiu", diz um dos quilombolas, referindo-se à explosão que acabou matando 21 técnicos no centro em 2003.
Visite a fonte da informação aqui
Após ceder numa disputa por terras com comunidades quilombolas da região, a ACS deverá se instalar numa área da Aeronáutica dentro do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), pagando aluguel de R$ 113 mil. A área é suficiente para desenvolver a plataforma de lançamentos do Cyclone-4, diz a empresa, mas compromete o projeto de desenvolvimento que o governo pensava para a região: transformar a península em um parque tecnológico.
Rediscutindo
"Isso vai ter de ser discutido de novo com a comunidade local", diz Roberto Amaral, diretor da contraparte brasileira da ACS. Segundo ele, a entrada do Brasil nesse ramo de negócio traz uma perspectiva nova para a região. Para que outras empresas de tecnologia se instalem, porém, será preciso convencer quilombolas a abrirem mão de algumas de suas áreas.
Por conta das dificuldades, a AEB (Agência Espacial Brasileira) já tinha cogitado sair do Maranhão. Contudo, o presidente da agência, Carlos Ganem, diz que ainda não desistiu. Ele pretende levar a Alcântara o mesmo modelo de desenvolvimento da Guiana Francesa, hoje lar da maior base equatorial de foguetes do mundo.
"Compare o que era Kourou antes de a ESA [Agência Espacial Europeia] tratar aquela população de 6.000 negros desdentados, sem salários e sem previdência social, com os hoje 21 mil negros e brancos, com dentes, com o maior salário mínimo da Europa, a melhor previdência social", diz Ganem.
"Hoje os negros desdentados e completamente excluídos naquela região são na verdade os brasileiros que atravessam a fronteira para se beneficiar das vantagens incorporadas ao desenvolvimento local e social."
Os quilombolas de Alcântara, contudo, mostram desconfiança em relação aos benefícios trazidos pelo Programa Espacial Brasileiro. Sinal disso é que, no dia 18 de dezembro, uma audiência pública do Ibama, de apresentação do relatório de impacto ambiental do projeto da ACS, abriu espaço para discursos de gente que critica os interesses da empresa.
Aconteceu quando o microfone foi aberto a perguntas. Em vez delas, surgiu o presidente da Câmara Municipal da cidade, Benedito Barbosa, exaltado, dizendo que os técnicos contratados pela ACS eram mentirosos. Foi aplaudido. Outros fizeram discursos parecidos.
Boa parte da resistência se deve à experiência traumática causada pela criação do CLA, na década de 1980. Na época, comunidades quilombolas inteiras foram transferidas para regiões afastadas.
Sem peixe
A Folha visitou as terras que os transferidos receberam da Aeronáutica e onde estão desde então. Peixes eram a sua base alimentar, mas os quilombolas foram retirados de perto do litoral. Agora, a pé, levam cinco horas para chegar aos lugares onde costumavam pescar.
Além disso, reclamam que os lotes recebidos são pequenos demais e pouco férteis. Nesses lugares, é possível ver várias casas abandonadas.
Os moradores se dizem pouco convencidos sobre os empregos que a ACS prevê --900 durante as obras e 300 quando os foguetes estiverem sendo lançados do centro.
Mesmo com a ACS desistindo de construir as suas instalações onde hoje estão os quilombolas, existirão impactos.
Um deles se relaciona com as normas de segurança para lançar foguetes. Toda vez que isso vai ser feito, é necessário fechar a costa para evitar o risco de que destroços caiam na cabeça de alguém -nada de gente pescando, portanto.
"Dizem que é muito seguro, mas todo mundo sabe que isso já explodiu", diz um dos quilombolas, referindo-se à explosão que acabou matando 21 técnicos no centro em 2003.
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Suécia autoriza caça de lobos pela primeira vez após 45 anos
O governo da Suécia autorizou, a partir deste sábado, a caça de lobos no país pela primeira vez depois de 45 anos, após a decisão do Parlamento de que a população desses animais precisa ser reduzida.
Os caçadores interessados têm de obter uma licença, e cerca de 10 mil pessoas já teriam entrado com o pedido de permissão.
A autorização, no entanto, é para que se mate 27 lobos até o dia 15 de fevereiro, o que deve deixar a Suécia com uma população estimada em 210 animais.
Segundo a rádio estatal sueca, no condado de Dalarna, no centro do país, foram mortos nove lobos neste primeiro dia, o que fez com que a permissão fosse suspensa na região.
Regras
Pelas regras do Parlamento sueco, cada vez que um caçador atinge um lobo com um tiro, ele tem que se reportar às autoridades locais, para que se mantenha o rastreamento da matança.
Mas entidades que reúnem caçadores reclamaram da maneira como o abate está sendo feito.
"Há muitas regras e, a cada hora, os caçadores têm que ficar verificando qual é a quota permitida", disse Gunnar Gloersson, da Associação dos Caçadores Suecos, à Rádio Suécia.
"Temos vários problemas por causa dos lobos, pois eles atacam renas, fazendas de criação de animais e até nossos cães", afirmou.
Críticas
Grupos de defesa do meio ambiente também criticaram a medida, dizendo que a população de lobos no país ainda não havia chegado a um nível saudável.
A caçada está programada para terminar antes da época de acasalamento, que começa no início de fevereiro.
Os lobos quase foram extintos pela caça no sul da Escandinávia até a atividade ser proibida, em meados dos anos 70.
Os governos da Suécia e da Noruega trabalharam juntos para reintroduzir espécies nas florestas ao longo da sua fronteira em comum.
Em 1991, a Noruega autorizou o abate de alguns animais, o que na época gerou críticas por parte da Suécia.
Mas o Parlamento sueco recentemente decidiu que o país deve ter no máximo 210 lobos.
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Os caçadores interessados têm de obter uma licença, e cerca de 10 mil pessoas já teriam entrado com o pedido de permissão.
A autorização, no entanto, é para que se mate 27 lobos até o dia 15 de fevereiro, o que deve deixar a Suécia com uma população estimada em 210 animais.
Segundo a rádio estatal sueca, no condado de Dalarna, no centro do país, foram mortos nove lobos neste primeiro dia, o que fez com que a permissão fosse suspensa na região.
Regras
Pelas regras do Parlamento sueco, cada vez que um caçador atinge um lobo com um tiro, ele tem que se reportar às autoridades locais, para que se mantenha o rastreamento da matança.
Mas entidades que reúnem caçadores reclamaram da maneira como o abate está sendo feito.
"Há muitas regras e, a cada hora, os caçadores têm que ficar verificando qual é a quota permitida", disse Gunnar Gloersson, da Associação dos Caçadores Suecos, à Rádio Suécia.
"Temos vários problemas por causa dos lobos, pois eles atacam renas, fazendas de criação de animais e até nossos cães", afirmou.
Críticas
Grupos de defesa do meio ambiente também criticaram a medida, dizendo que a população de lobos no país ainda não havia chegado a um nível saudável.
A caçada está programada para terminar antes da época de acasalamento, que começa no início de fevereiro.
Os lobos quase foram extintos pela caça no sul da Escandinávia até a atividade ser proibida, em meados dos anos 70.
Os governos da Suécia e da Noruega trabalharam juntos para reintroduzir espécies nas florestas ao longo da sua fronteira em comum.
Em 1991, a Noruega autorizou o abate de alguns animais, o que na época gerou críticas por parte da Suécia.
Mas o Parlamento sueco recentemente decidiu que o país deve ter no máximo 210 lobos.
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Grâ-Bretanha e Espanha encerram embaixadas no Iémen devido a ameaças terroristas
A Grã-Bretanha e a Espanha seguiram este domingo o exemplo dos EUA e decidiram fechar as embaixadas na capital do Iémen devido às ameaças de atentado da Al-Qaida. Um conselheiro de Segurança do presidente americano Barack Obama, revelou em declarações ao canal CNN, que existem indicações de que a Al-Qaida estaria a planear um ataque na capital do Iémen.
A representação diplomática norte-americana foi a primeira a fechar as portas perante as ameaças de atentados contra interesses norte-americanos no Iémen e na Península Arábica.
A embaixada anunciou o encerramento através de um comunicado em que avisa os norte-americanos para que se mantenham alerta e tomem medidas de segurança.
«A embaixada dos Estados Unidos em Sana encerrou hoje, 3 de Janeiro de 2010 devido a ameaças da Al-Qaida na Península Arábica contra interesses norte-americanos no Iémen», refere o comunicado da embaixada, divulgado no seu sítio de Internet.
No comunicado, não são dadas mais informações sobre o tipo de ameaças nem sobre quanto tempo a representação diplomática vai estar encerrada.
«A embaixada dos Estados Unidos recorda aos seus cidadãos que devem manter um nível elevado de alerta e que devem pôr em prática medidas de segurança», pode ainda ler-se no documento.
Um conselheiro de Segurança do presidente dos EUA Barack Obama, em declarações à estação CNN, informou que há indicações de que a Al-Qaida estaria a planear um ataque na capital do Iémen.
A decisão surge depois de uma notícia da televisão norte-americana CBS ter atribuído aos EUA os recentes ataques contra posições da Al-Qaida no Iémen.
Antes deste encerramento destaca-se também a acusação de Barack Obama, sábado, de que a Al-Qaida treinou e armou o homem que tentou fazer explodir um avião com destino a Detroit, no dia de Natal.
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A representação diplomática norte-americana foi a primeira a fechar as portas perante as ameaças de atentados contra interesses norte-americanos no Iémen e na Península Arábica.
A embaixada anunciou o encerramento através de um comunicado em que avisa os norte-americanos para que se mantenham alerta e tomem medidas de segurança.
«A embaixada dos Estados Unidos em Sana encerrou hoje, 3 de Janeiro de 2010 devido a ameaças da Al-Qaida na Península Arábica contra interesses norte-americanos no Iémen», refere o comunicado da embaixada, divulgado no seu sítio de Internet.
No comunicado, não são dadas mais informações sobre o tipo de ameaças nem sobre quanto tempo a representação diplomática vai estar encerrada.
«A embaixada dos Estados Unidos recorda aos seus cidadãos que devem manter um nível elevado de alerta e que devem pôr em prática medidas de segurança», pode ainda ler-se no documento.
Um conselheiro de Segurança do presidente dos EUA Barack Obama, em declarações à estação CNN, informou que há indicações de que a Al-Qaida estaria a planear um ataque na capital do Iémen.
A decisão surge depois de uma notícia da televisão norte-americana CBS ter atribuído aos EUA os recentes ataques contra posições da Al-Qaida no Iémen.
Antes deste encerramento destaca-se também a acusação de Barack Obama, sábado, de que a Al-Qaida treinou e armou o homem que tentou fazer explodir um avião com destino a Detroit, no dia de Natal.
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Gripe A: França coloca à venda vacinas que sobraram
A França decidiu colocar à venda a outros países um lote de vacinas contra a Gripe A H1N1, depois de ter constatado que as doses que tem em stock são demais em relação às necessidades do país, segundo avança o jornal Le Parisien.
A venda das doses, que se faz através das embaixadas francesas no mundo, tem como objectivo recuperar algum do dinheiro investido para combater a epidemia.
O Ministério da Saúde francês decidiu esta medida depois de constatar que uma dose da vacina era suficiente e não as duas inicialmente recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A França adquiriu um Julho passado 94 milhões de doses, parte das quais pretende agora vender a preço de compra.
Segundo o jornal Le Parisien, a França assinou já acordos de venda com o Qatar e com o Egipto e está a negociar com a Ucrânia e com o México.
As vendas não incluem os 9,4 milhões de doses que o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu dar aos países mais pobres.
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A venda das doses, que se faz através das embaixadas francesas no mundo, tem como objectivo recuperar algum do dinheiro investido para combater a epidemia.
O Ministério da Saúde francês decidiu esta medida depois de constatar que uma dose da vacina era suficiente e não as duas inicialmente recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A França adquiriu um Julho passado 94 milhões de doses, parte das quais pretende agora vender a preço de compra.
Segundo o jornal Le Parisien, a França assinou já acordos de venda com o Qatar e com o Egipto e está a negociar com a Ucrânia e com o México.
As vendas não incluem os 9,4 milhões de doses que o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu dar aos países mais pobres.
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Infidelidade: A culpa também é das hormonas
A infidelidade tem razões químicas. Não sendo a única causa para o adultério, certas substâncias que o organismo produz estão associadas a comportamentos infiéis. A culpa é da testosterona, mas não só.
"Homens com menor tendência para o casamento, ou com maior tendência para o adultério, ou ainda com maior propensão para o divórcio, demonstram frequentemente um nível médio e alto de testosterona", escreve Madalena Pinto, no seu livro "Química do Amor e do Sexo".
Em entrevista à Agência Lusa, esta professora de Química Orgânica e Química Farmacêutica e Medicinal na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto explicou que a obra, editada pela Lidel, teve como principal objectivo "aproximar a química de aspectos e de situações do dia-a-dia".
Segundo a autora, são muitas as situações e, principalmente, os comportamentos que têm uma justificação química, existindo muita "culpa no cartório" das hormonas e de neuroquímicos em algumas condutas.
Com este livro, Madalena Pinto espera contribuir com um instrumento de interpretação de alguns comportamentos.
"Existem componentes - como as hormonas e os neuroquímicos - que justificam, por exemplo, que após o sexo o homem queira dormir e a mulher prefira ser mimada", disse.
Essa opção pelo sono após o sexo, que a mulher pode interpretar como uma forma de rejeição, não é, afinal, mais do que "um efeito de algumas substâncias químicas cerebrais", explicou.
"A culpa é da química", assegura Madalena Pinto, que investigou a forma como o organismo humano produz moléculas e como estas estão associadas a fenómenos emocionais ou a comportamentos sócio-emocionais.
A investigadora faz, contudo, uma ressalva: "Esses comportamentos não têm apenas uma justificação química, esta é uma entre várias".
No caso da infidelidade, "há, na verdade, uma série de factores - genéticos, psicológicos, ambientais ou educacionais - pois, caso contrário, tudo seria muito fácil de resolver".
Se assim fosse, os comportamentos e sentimentos poderiam ser "produzidos" em laboratório, o que, para Madalena Pinto, "está longe de acontecer".
"Não perspectivo isso. Seria muito fácil se fosse meramente um aspecto químico, mas não é", disse.
Cientificamente provado está o efeito da química cerebral no amor e no sexo.
"Há uma química cerebral, que tem várias substâncias químicas que jogam entre si, que tem a ver com certos tipos de fenómenos, como estar apaixonado e não ver mais nada além do ser amado", explicou.
Apesar desta equação já ter sido revelada, Madalena Pinto considera praticamente impossível que alguma vez se consiga criar um comprimido para o enamoramento.
"Não acredito que se possa criar uma pílula que a pessoa tome e que, olhando para outro, se enamore dela", avançou.
"Não devemos ser tentados a reproduzir os sentimentos ligados ao amor numa base de química de laboratório, mas que no amor há química, lá isso há"", escreve Madalena Pinto no livro "Química do Amor e do Sexo".
A autora deixa ainda um conselho: "talvez fosse útil aos conselheiros matrimoniais fazerem um curso de química orgânica... quem sabe?".
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"Homens com menor tendência para o casamento, ou com maior tendência para o adultério, ou ainda com maior propensão para o divórcio, demonstram frequentemente um nível médio e alto de testosterona", escreve Madalena Pinto, no seu livro "Química do Amor e do Sexo".
Em entrevista à Agência Lusa, esta professora de Química Orgânica e Química Farmacêutica e Medicinal na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto explicou que a obra, editada pela Lidel, teve como principal objectivo "aproximar a química de aspectos e de situações do dia-a-dia".
Segundo a autora, são muitas as situações e, principalmente, os comportamentos que têm uma justificação química, existindo muita "culpa no cartório" das hormonas e de neuroquímicos em algumas condutas.
Com este livro, Madalena Pinto espera contribuir com um instrumento de interpretação de alguns comportamentos.
"Existem componentes - como as hormonas e os neuroquímicos - que justificam, por exemplo, que após o sexo o homem queira dormir e a mulher prefira ser mimada", disse.
Essa opção pelo sono após o sexo, que a mulher pode interpretar como uma forma de rejeição, não é, afinal, mais do que "um efeito de algumas substâncias químicas cerebrais", explicou.
"A culpa é da química", assegura Madalena Pinto, que investigou a forma como o organismo humano produz moléculas e como estas estão associadas a fenómenos emocionais ou a comportamentos sócio-emocionais.
A investigadora faz, contudo, uma ressalva: "Esses comportamentos não têm apenas uma justificação química, esta é uma entre várias".
No caso da infidelidade, "há, na verdade, uma série de factores - genéticos, psicológicos, ambientais ou educacionais - pois, caso contrário, tudo seria muito fácil de resolver".
Se assim fosse, os comportamentos e sentimentos poderiam ser "produzidos" em laboratório, o que, para Madalena Pinto, "está longe de acontecer".
"Não perspectivo isso. Seria muito fácil se fosse meramente um aspecto químico, mas não é", disse.
Cientificamente provado está o efeito da química cerebral no amor e no sexo.
"Há uma química cerebral, que tem várias substâncias químicas que jogam entre si, que tem a ver com certos tipos de fenómenos, como estar apaixonado e não ver mais nada além do ser amado", explicou.
Apesar desta equação já ter sido revelada, Madalena Pinto considera praticamente impossível que alguma vez se consiga criar um comprimido para o enamoramento.
"Não acredito que se possa criar uma pílula que a pessoa tome e que, olhando para outro, se enamore dela", avançou.
"Não devemos ser tentados a reproduzir os sentimentos ligados ao amor numa base de química de laboratório, mas que no amor há química, lá isso há"", escreve Madalena Pinto no livro "Química do Amor e do Sexo".
A autora deixa ainda um conselho: "talvez fosse útil aos conselheiros matrimoniais fazerem um curso de química orgânica... quem sabe?".
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Angola: Bispo apela maior envolvimento dos cristãos na protecção do ambiente
O bispo da Igreja Católica no Kwanza Norte, dom Almeida Kanda, apelou sexta-feira, em Ndalatando, para a necessidade de um maior envolvimento dos cristãos em acções que contribuam para a protecção e preservação do ambiente, com
vista a se evitarem consequências desastrosas para o futuro da humanidade.
Na sua homilia, durante a missa de ano novo, o prelado solicitou aos cristãos o reforço da relação entre a humanidade e o ambiente através da observância do respeito à natureza, em que a defesa ecológica deverá constituir um desafio para todos os integrantes da sociedade.
O bispo recordou que as atitudes humanas que lesam o ambiente representam uma degradação da moral social , sendo urgente o despertar das pessoas em entenderem que tais acções têm graves consequências para a humanidade, sobretudo para os povos mais pobres do mundo.
"Trata-se de um desafio urgente que deverá envolver toda a sociedade, com vista a garantia de um futuro sadio para as próximas gerações", enfatizou o bispo.
Apelou ainda aos fieis a contribuírem para o surgimento de novos espaços verdes, a colaborar no saneamento básico, a absterem-se da poluição dos rios e de outras atitudes lesivas ao ambiente, visando evitar que a fúria da natureza se vingue dos homens.
Dom Almeida Kanda revelou que a referida preocupação é resultado da encíclica do Papa Bento XVI para 2010, em que o Santo Padre alerta aos fiéis para a necessidade da comunhão de esforços com vista a preservação do ambiente.
Ainda na sua homilia, o bispo informou que a Igreja Católica adoptou o dia 1 de Janeiro como sendo o dia mundial da paz, um dia que deve ser aproveitado para os cristãos para o reforço do sentimento de perdão, de reconciliação e unidade entre as famílias.
O prelado insistiu na recomendação dos cristãos terem de assumir os desafios da preservação da paz e protecção do ambiente como uma das apostas para 2010, visando a garantia de um ambiente onde impere a elevação da qualidade de vida dos homens.
Da celebração decorrida na Sé Catedral local participaram mais de quatrocentos fiéis.
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vista a se evitarem consequências desastrosas para o futuro da humanidade.
Na sua homilia, durante a missa de ano novo, o prelado solicitou aos cristãos o reforço da relação entre a humanidade e o ambiente através da observância do respeito à natureza, em que a defesa ecológica deverá constituir um desafio para todos os integrantes da sociedade.
O bispo recordou que as atitudes humanas que lesam o ambiente representam uma degradação da moral social , sendo urgente o despertar das pessoas em entenderem que tais acções têm graves consequências para a humanidade, sobretudo para os povos mais pobres do mundo.
"Trata-se de um desafio urgente que deverá envolver toda a sociedade, com vista a garantia de um futuro sadio para as próximas gerações", enfatizou o bispo.
Apelou ainda aos fieis a contribuírem para o surgimento de novos espaços verdes, a colaborar no saneamento básico, a absterem-se da poluição dos rios e de outras atitudes lesivas ao ambiente, visando evitar que a fúria da natureza se vingue dos homens.
Dom Almeida Kanda revelou que a referida preocupação é resultado da encíclica do Papa Bento XVI para 2010, em que o Santo Padre alerta aos fiéis para a necessidade da comunhão de esforços com vista a preservação do ambiente.
Ainda na sua homilia, o bispo informou que a Igreja Católica adoptou o dia 1 de Janeiro como sendo o dia mundial da paz, um dia que deve ser aproveitado para os cristãos para o reforço do sentimento de perdão, de reconciliação e unidade entre as famílias.
O prelado insistiu na recomendação dos cristãos terem de assumir os desafios da preservação da paz e protecção do ambiente como uma das apostas para 2010, visando a garantia de um ambiente onde impere a elevação da qualidade de vida dos homens.
Da celebração decorrida na Sé Catedral local participaram mais de quatrocentos fiéis.
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Programação Rede TV - Brasil para hoje, (Domingo)
06:00 Ultrafarma
08:00 Programação IURD
08:30 Avanti Mídia
09:30 Pé na Estrada
10:00 Interligado
11:00 Avanti Mídia
12:00 Médico de Almas e Corpos
13:00 Tempo de Avivamento
13:30 Avanti Mídia
13:55 Super Papo
14:00 Auto Mais
14:45 Caçadores de Aventuras
15:15 Easy Rider
15:45 Olhar Digital
16:15 Interligado
17:15 Planeta Turismo
18:15 Ritmo Brasil
18:45 Bola na Rede
20:45 Pânico na TV
23:15 Dr. Hollywood
00:15 É Noticia
01:00 A Hora e a Vez da Pequena Empresa
01:15 Super Papo
02:30 Igreja Da Graça
04:30 Super Papo
08:00 Programação IURD
08:30 Avanti Mídia
09:30 Pé na Estrada
10:00 Interligado
11:00 Avanti Mídia
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13:00 Tempo de Avivamento
13:30 Avanti Mídia
13:55 Super Papo
14:00 Auto Mais
14:45 Caçadores de Aventuras
15:15 Easy Rider
15:45 Olhar Digital
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18:45 Bola na Rede
20:45 Pânico na TV
23:15 Dr. Hollywood
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01:15 Super Papo
02:30 Igreja Da Graça
04:30 Super Papo
Queda de autocarro faz 14 mortos no México
Pelo menos 14 pessoas morreram e 21 ficaram feridas quando o autocarro em que viajavam caiu numa ravina no estado mexicano de Baixa Califórnia, fronteiriço com os Estados Unidos.
De acordo com o director estatal da Defesa Civil, Alfredo Escobedo Ortiz, o acidente com a viatura, que fazia a ligação entre as localidades mexicanas de Tecate e Mexicali, ocorreu durante a madrugada, cerca das 05:00 locais, numa zona montanhosa.
O veículo, onde seguiam pessoas de todas as idades, caiu de uma ravina com cerca de 40 metros, no quilómetro 44 no sentido Tecate-Mexicali, depois de sair do povoado de San Quintin, a sul de Ensenada, onde se concentram trabalhadores agrícolas, oriundos sobretudo do estado de Oaxaca.
Escobedo Ortiz adiantou que, segundo relatos iniciais, o autocarro da Auto Transport Tierra del Sol Turismo estaria a circular em excesso de velocidade. Aparentemente, o veículo fazia um serviço especial, já que não costumava percorrer a rota que fazia na altura do acidente.
Segundo fontes das equipas de resgaste e do exército, que estão no local do desastre, os corpos das vítimas, inclusive de menores, foram projectados do autocarro, que capotou várias vezes durante a queda.
Os feridos foram transportados para vários hospitais locais, em particular de Mexicali.
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De acordo com o director estatal da Defesa Civil, Alfredo Escobedo Ortiz, o acidente com a viatura, que fazia a ligação entre as localidades mexicanas de Tecate e Mexicali, ocorreu durante a madrugada, cerca das 05:00 locais, numa zona montanhosa.
O veículo, onde seguiam pessoas de todas as idades, caiu de uma ravina com cerca de 40 metros, no quilómetro 44 no sentido Tecate-Mexicali, depois de sair do povoado de San Quintin, a sul de Ensenada, onde se concentram trabalhadores agrícolas, oriundos sobretudo do estado de Oaxaca.
Escobedo Ortiz adiantou que, segundo relatos iniciais, o autocarro da Auto Transport Tierra del Sol Turismo estaria a circular em excesso de velocidade. Aparentemente, o veículo fazia um serviço especial, já que não costumava percorrer a rota que fazia na altura do acidente.
Segundo fontes das equipas de resgaste e do exército, que estão no local do desastre, os corpos das vítimas, inclusive de menores, foram projectados do autocarro, que capotou várias vezes durante a queda.
Os feridos foram transportados para vários hospitais locais, em particular de Mexicali.
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Carro colhe grupo de pessoas no Dakar
Várias pessoas ficaram hoje feridas, uma delas com gravidade, ao serem atropeladas pelo carro do piloto alemão Mirco Schultis durante a primeira etapa do Dakar2010, informou a organização da prova rainha de todo-o-terreno.
A mesma fonte não precisou o número exacto de feridos, que foram transportados de ambulância para o centro médico, ao contrário do que inspirava mais cuidados, que foi evacuado de helicóptero para o hospital central de Rio Cuarto.
O acidente ocorreu aos 75 quilómetros da "especial" entre Buenos Aires a Córdoba, quando o carro de Schultis colheu um grupo de pessoas que estavam a assistir à prova num local situado fora da zona destinada aos espectadores.
Fonte: Jornal de Notícias
A mesma fonte não precisou o número exacto de feridos, que foram transportados de ambulância para o centro médico, ao contrário do que inspirava mais cuidados, que foi evacuado de helicóptero para o hospital central de Rio Cuarto.
O acidente ocorreu aos 75 quilómetros da "especial" entre Buenos Aires a Córdoba, quando o carro de Schultis colheu um grupo de pessoas que estavam a assistir à prova num local situado fora da zona destinada aos espectadores.
Fonte: Jornal de Notícias
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