domingo, 23 de maio de 2010

Preços baixos levam milhares a tratar dentes nas faculdades

A crise faz com que mais pessoas procurem tratamentos dentários feitos por alunos a preços reduzidos nas faculdades. No ano passado, realizaram-se mais de 65 mil consultas só em Lisboa e no Porto.

Na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, o preço das consultas oscila entre os 15 e os 25 euros. Mas a mesma crise que leva mais gente a estes serviços faz com que muitos comecem a evitar também aqui os tratamentos mais caros.

No terceiro piso da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), quase só se ouve o barulho dos equipamentos. No gigante open space trabalham mais de cem alunos do 4.º e 5.º ano, que diariamente põem em prática o que já aprenderam. Os pacientes parecem descansados nas mãos dos estudantes: a intervenção só começa depois de uma avaliação da história clínica e cada novo passo só é dado após aval do professor.

Ali, realizam-se anualmente cerca de 40 mil consultas, segundo João Marques, diretor da faculdade.

«Todos os trabalhos são controlados. Ninguém pode passar para a fase seguinte sem ser controlado e assinado por nós. O paciente está salvaguardado e o aluno também», explica Rosário Mexia, uma das assistentes de Dentisteria da Faculdade em Lisboa. A professora fez parte da primeira turma de alunos daquela faculdade, na década de 70, e garante que «nunca assistiu a nada de grave».

No Porto, o diretor da clínica, Paulo Melo, lembra que os alunos «começam pelos atos mais simples e conforme vão ganhando experiência e conhecimento vão avançando». No ano passado, realizaram-se cerca de 25 mil consultas.

Nas faculdades existe a obrigação moral de «prestar um serviço de excelência à comunidade», diz o presidente da associação de estudantes da FMDUL, Diogo Monteiro. Sem a pressão comercial das clínicas, os futuros dentistas podem «discutir a história clínica e recorrer a vários especialistas que já são professores catedráticos, professores assistentes», sublinha o aluno do 4.º ano.

Maria do Carmo Silva, 48 anos, descobriu este serviço há três anos. «Já passei por várias mãos e não tenho razão de queixa. São simpáticos e muito preocupados. Já fiz aqui alguns tratamentos complicados e são tão cuidadosos que às vez ligam-me para saber como estou a reagir».

A questão do preço também é uma mais valia. «As consultas são bastante mais económicas e, em tempos de crise, isto também conta», admite.

«A ideia é que as consultas não resultem em prejuízo para a instituição mas também não é para tirar grande dividendo. Temos de ter um preço atrativo para as pessoas virem cá mas também temos de criar condições e matérias disponíveis para os alunos utilizarem», explica o diretor da clínica do Porto, Paulo Melo.

No final, e feitas as contas, «o prejuízo por consulta não é significativo, mas de forma alguma se consegue ter lucro».

Mas a crise também já se sente aqui, principalmente quando se trata de trabalhos mais onerosos, como colocação de próteses fixas ou implantes.

«Em algumas unidades curriculares há falta de pacientes, por causa da crise. As próteses fixas, por exemplo, são tratamentos mais caros e as pessoas não têm tanto desafogo económico para virem cá», lamenta Diogo Monteiro.

Nas clínicas das faculdades, os futuros dentistas tratam pessoas de todos os estratos sociais e «às vezes, famílias inteiras», acrescenta.


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Economista britânico ensina a viver sem dinheiro

Mark Boyle, economista britânico escolheu viver 18 meses sem dinheiro. Ele diz que nunca foi tão feliz e saudável e decidiu contar toda a sua experiência num livro - “The moneyless man” (O homem sem dinheiro), que será lançado em Junho – e que os lucros das vendas daqueles exemplares irão servir para comprar um terreno e criar uma comunidade que queira viver como ele, sem dinheiro.

Tudo começou no ano de 2008, quando o economista tinha 29 anos. Mudou-se para uma roulotte que ganhou gratuitamente num site de trocas na Internet.

Para começar o seu plano de autosubsistência, ele trabalhava dois/três dias por semana numa quinta em troca de um lugar para estacionar a “casa” e um pouco de terra para cultivar.

Hoje, continua a viver "sem dinheiro".



sábado, 22 de maio de 2010

Ordenada primeira mulher em Itália

Pela primeira vez em Itália, uma mulher foi, hoje, sábado, ordenada numa igreja do centro histórico de Roma, apenas a centenas de metros do Vaticano que, apesar de afectado por uma crise de vocações, nega o acesso das mulheres ao sacerdócio.

A nova sacerdotisa, Maria Vittoria Longhitano, uma italiana de 35 anos, casada e mãe de duas crianças, pertence à Igreja Vetero Católica Italiana, uma pequena congregação que abandonou o catolicismo romano no século XIX e juntou-se à União de Utreque, estreitamente ligada à Igreja Anglicana.

"Sem as mulheres, o catolicismo, que é sinónimo de universalidade, fica como que estropiado, porque metade da humanidade não participa na missão de Cristo", explicou à Imprensa italiana Vittoria Longhitano, que celebrará amanhã, domingo, em Milão, a sua primeira missa.

O bispo Fritz-Rene Müller, da União de Utreque (da Holanda), ordenou-a perante uma centena de pessoas, durante um ofício religioso de duas horas realizado na igreja anglicana de Todos os Santos, situada perto da célebre Praça de Espanha.

Vittoria Longhitano não foi ordenada segundo o rito anglicano, mas segundo o da sua Igreja, o vetero católico.

Para ela, o interesse do grande público e dos média pela sua ordenação demonstra que "as Igrejas cristãs e a Igreja Católica Romana em Itália dispõem de apoio popular para aceitar o sacerdócio das mulheres".

A Igreja Católica só aceita homens para seus padres e bispos, justificando que foi essa a prática instaurada por Cristo, que escolheu como seus apóstolos 12 homens.

Em 1984, a decisão da Igreja Anglicana de abrir o sacerdócio às mulheres constituiu um motivo de fricção entre as duas Igrejas e, em Julho de 2008, o Vaticano criticou a adopção pela Igreja de Inglaterra do princípio da ordenação de mulheres bispos.

O Vaticano classificou-a como um "contratempo para a tradição apostólica mantida por todas as Igrejas do primeiro milénio" e um "obstáculo à reconciliação" entre as duas Igrejas.


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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ortega mais uma época no River

Ariel Arnaldo Ortega, médio argentino de 36 anos recentemente convocado por Maradona para um particular, renovou com o River Plate por uma temporada.

O veterano jogador terá aceite uma redução de 15 por cento do ordenado para continuar ligado ao clube de Buenos Aires, segundo avança a imprensa local.

O presidente do River, Daniel Passarella, promete realizar um jogo de homenagem a Ortega quando este decidir pôr um ponto final na carreira.


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Band amplia rede de emissoras com sinal digital

A abertura da Copa do Mundo foi escolhida como marco para o início das transmissões do sinal digital em mais doze emissoras da Band em todo o Brasil. Somando-se às seis praças que já possuem o sinal digital (São Paulo, Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Londrina, Belo Horizonte e Belém) sobe para 17 o número total de emissoras da rede em HD.

Na manhã de 11 de junho, juntamente com o pontapé inicial do mundial, os canais Band em Campinas, Presidente Prudente, Taubaté, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Uberaba, Salvador, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Natal e Manaus inauguram a alta definição. “Planejamos com um ano de antecedência para fazer o lançamento no mundial da África, evento especialmente importante para a Band e com índices elevados de audiência”, conta Frederico Nogueira, vice-presidente da Band. “Vamos receber o sinal da África em alta definição, não fazia sentido não distribuí-lo com a mesma qualidade”, complementa.

Em cada nova praça com sinal digital, no dia 11, a Band vai promover simultaneamente um café da manhã com a presença da direção, elenco e convidados. “O Grupo já investiu mais de 90 milhões de reais na implementação do sistema digital e até o final do ano a tecnologia chegará a outras cidades”, revela o vice-presidente.


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Acordo entre a TV Globo e SIC

A TV Globo e a SIC acordaram uma parceria de co-produção de dramaturgia em Portugal.

Assim, ambas as operadoras estabeleceram um acordo que vai ser válido por dois anos e renováveis e o mesmo prevê a produção de duas novelas.

Esta parceria inclui o envolvimento das duas operadoras nos trabalhos da criação e produção, incluindo o guião, bem como o planeamento e definição de elementos artísticos.

Intelig quer ampliar parceria com as elétricas para ganhar mercado

Após o acordo com a AES, o que lhe permitiu lançar em São Paulo o serviço de banda larga e voz, a Intelig firmou uma parceria com a Copel e está em negociação com outras empresas de energia elétrica, com o objetivo de ampliar seu backbone de fibras ópticas por meio da rede das elétricas. A operadora, adquirida no ano passado pela TIM, tem hoje um backbone com menos de 15 mil quilômetros. "Nos próximos dois anos queremos aumentar em 30% a capacidade de nosso backbone nacional", disse hoje o presidente da Intelig, Antonino Ruggiero, em sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o comando da empresa. Nos planos de compartilhamento de infraestrutura, ele não descarta um acordo com a Telebrás, a estatal que vai operar a rede do Plano Nacional de Banda Larga recém anunciado pelo governo. "O grupo TIM é favorável ao PNBL e está aberto para uma parceria com o governo", destacou.

O acordo com a AES, no modelo de revenue share (divisão de receitas), possibilitou a Intelig entrar no mercado residencial em São Paulo, com uma oferta combinada de serviços de voz e banda larga. A tecnologia adotada -- Broadband Over Powerline Indoor -- usa a rede elétrica para a transmissão de dedos e está em teste até junho, quando o piloto será avaliado pela operadora e, se bem sucedido, a oferta será expandida para outras regiões. O serviço local, no entanto, não é o foco imediato da Intelig, tanto que a empresa considera como serviços convergentes voz fixa e móvel e dados. "Serviço de vídeo, como TV paga, é muito específico e não está no nosso foco", comentou o presidente da Intelig, cujos planos para este ano são voltados para os mercados corporativo e atacado. "Esperamos um crescimento grande no atacado e queremos ser o campeão no segmento corporativo", afirmou Ruggiero. O serviço local entrará no foco de atuação da companhia no próximo ano, informou.

Segundo ele, após o lançamento da campanha que anunciou a volta da Intelig ao mercado de longa distância, a empresa conseguiu triplicar o tráfego e conquistou clientes como Embraer e Pão de Açúcar. A campanha, que está sendo veiculada há duas semanas em todo o território nacional, tem como slogan "Intelig agora é TIM".

Código de seleção

Embora a oferta para os clientes inclua serviços convergentes (móvel, fixo e dados), Intelig e TIM manterão, por enquanto, os dois códigos de seleção de prestadora, o 23 e o 41, respectivamente. "Temos 18 meses para usar os dois códigos e queremos aproveitar esse período, pois são duas marcas fortes. Depois vamos avaliar qual a melhor opção", disse Ruggiero. A empresa não pretende reivindicar a manutenção dos dois números à Anatel, a exemplo do que fez a Oi após a aquisição da Brasil Telecom.

A expectativa do grupo é que a a Intelig contribua com dois pontos percentuais de margem Ebitda após 18 meses de integração, a contar do início deste ano. A meta é até 2012 triplicar a receita da Intelig que faturou, em 2009, R$ 650 milhões.


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Portugal é primeiro nos serviços online mas a adesão não corresponde

O relatório da Comissão Europeia sobre Competitividade Digital, com dados referentes a 2009, mostra que Portugal está no primeiro lugar do ranking europeu na disponibilização de serviços públicos online, com 100 por cento dos serviços básicos para cidadãos e empresas disponíveis por via electrónica.

Este valor não é, no entanto, acompanhado pela utilização dos mesmos. No caso da utilização dos serviços públicos online apenas 21 por cento dos cidadãos recorre a esta via, o que coloca Portugal no 21º posto entre os 27 países da União Europeia, mais a Islândia, a Noruega e a Croácia.

Esta descida pode ser explicada pelos valores apresentados quando se analisa os dados referentes ao uso da Internet. No que respeita ao uso regular da Internet, que aparece definido como o acesso à rede uma vez por semana, só 42 por cento os portugueses o fazem, colocando o país no 23º lugar. E quando se fala em utilização frequente, mais do que uma vez por semana, a percentagem desce para os 33 por cento, colocando Portugal em 24º lugar entre os 30 países analisados.

O estudo mostra ainda que, em 2009, 50 por cento dos portugueses não usa a Internet, o que coloca o país no 24º lugar. Relativamente à ligação à Internet a partir de casa, Portugal tem 48 por cento dos lares ligados, estando no 24º posto, sendo que, destes, 46 por cento têm ligações de banda larga.

Também na área do desenvolvimento da economia digital, a Comissão Europeia, apresentou a sua Agenda Digital, que apresenta as medidas a implementar até 2015.

A Agenda Digital, que contempla cerca de 100 medidas, irá ter entre as suas áreas prioritárias de actuação a criação de um mercado único digital, o aumento da interoperabilidade, o reforço da confiança na Internet e da segurança da rede, e um acesso mais rápido à mesma.

Outras das medidas previstas prendem-se com o aumento da literacia digital e com um maior investimento em I&D. O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação como forma de combater as alterações climáticas e o envelhecimento da população são outras das ideias inscritas neste projecto.


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A Virgin Games prepara-se para lançar um serviço de jogos online.

  • O grupo de Sir Richard Branson vai voltar ao mundo dos jogos de vídeo.

De acordo com o MCV, a Virgin irá apresentar durante a E3 um serviço de jogos online que, segundo comunicado oficial, abrangerá «as consolas dominantes e incluirá os mais populares jogos do mercado».

O negócio deverá estar a cargo da Virgin Games que, criada em 2004, conseguiu estabelecer parcerias com a Bethesda, a Capcom e a Disney.

Entre 1994 e 1998, a empresa disputou mesmo com a EA a liderança do mercado do Reino Unido. Mas desde 2004 que se dedica apenas a jogos de casino online.


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60% dos utilizadores do Facebook podem deixar a rede

As opções de privacidade do Facebook têm vindo a preocupar cada vez mais utilizadores da rede e, por esse motivo, muitos estão a ponderar cancelar as suas contas. Os resultados de um estudo da Sophos revelam que 60 por cento dos "facebookianos" inquiridos pode vir a abandonar a rede.

Se mais de metade está a pensar no assunto, 16 por cento afirma mesmo já ter desistido de manter um perfil na popular rede social, insatisfeitos com a política de protecção de dados adoptada.

Os resultados, baseados no inquérito a cerca de 2.000 pessoas, surgem numa altura em que as críticas ao Facebook sobem de tom, depois do recente anúncio que dá conta que o serviço irá partilhar informação pessoal com outros sites.

Os dados da Sophos mostram que a maioria das pessoas inquiridas estão desagradadas com a falta de controlo que o Facebook mostra relativamente aos seus próprios dados. Uma grande parte, todavia, não sabe configurar devidamente as suas opções de privacidade, considerando que o sistema é confuso.

A Sophos reconhece que um êxodo massivo do Facebook será pouco provável, mas salienta que os membros da rede social mais popular do momento estão cada vez mais interessados em controlar quem acede aos seus dados.

Os sinais de descontentamento com o serviço também se mostram de outra forma, como por exemplo nas pesquisas no Google, em que ao escrevermos o termo "delete", a primeira recomendação de busca é "delete facebook account".

Lembre-se também a recente proposta de um grupo de utilizadores de criar o "Dia de Não Utilizar o Facebook".


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