segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Obama pressiona banca para emprestar mais dinheiro às empresas

Barack Obama afirmou hoje que o sistema bancário norte-americano recebeu ajudas “extraordinárias” do Estado e que agora, que a banca já começa a registar lucros e a economia a recuperar, é hora de retribuir. Por isso os bancos têm agora a obrigação de “ajudar”.

O presidente dos EUA reuniu hoje com os presidentes executivos das 12 maiores instituições financeiras norte-americanas. Obama afirmou, em conferência de imprensa, que lhes pediu para irem a Washington para “discutir onde estivemos, o que esperamos deles daqui para a frente, e como podemos trabalhar para acelerar a recuperação económica”, pode ler-se no discurso publicado no “site” oficial da Casa da Branca.

“Hoje, devido aos empréstimos dos americanos, o nosso sistema financeiro estabilizou, o mercado bolsista regressou à vida, a nossa economia está a crescer, e os nossos bancos voltaram a registar lucros”, salientou Barack Obama, que acrescentou que “há um ano, muitos duvidavam que conseguíssemos recuperar estes investimentos”.

Obama recordou que o Citigroup juntou-se hoje a outras instituições financeiras ao anunciar que vai pagar os empréstimos concedidos pela Administração para evitarem a falência, aumentando para 60% a percentagem de dinheiro já recuperado das ajudadas dadas à banca. E “com juros”, salientou.

“Por isso, a minha principal mensagem na reunião de hoje foi muito simples: os bancos americanos receberam uma assistência extraordinária dos contribuintes americanos para reconstruírem a sua indústria”, e agora que recuperaram “esperamos um compromisso extraordinário deles para ajudarem a reconstruir a nossa economia”, adiantou.

E “isso começa com encontrar formas de ajudar pequenas e médias empresas a conseguir empréstimos de que precisam para abrir as suas portas, crescer as suas operações, e criar novos postos de trabalho”, sublinhou, acrescentando que uma das queixas dos empresários é precisamente, “apesar dos melhores esforços, não conseguirem conseguir empréstimos”.

Obama salientou esperar que “eles [bancos] explorem todas as formas responsáveis para ajudar a nossa economia a mexer outra vez”.

Fonte: Jornal de Negócios

Cadbury diz que OPA da Kfrat tem rivais

A Cadbury, ao fazer hoje a sua defesa da rejeição da OPA hostil de que foi alvo por parte da Kraft Foods, no valor de cerca de 11 mil milhões de euros, revelou que há outros potenciais interessados, sem referir nomes. Mas sabe-se que a empresa terá sido abordada pela Hershey e pela Ferrero International.

O “chairman” da Cadbury, Roger Carr, afirmou que as declarações de intenções da Hershey e da Ferrero são ainda demasiado preliminares para serem iniciadas as devidas conversações e alertou os seus accionistas para não deixarem que a Kraft “roube a empresa com uma oferta irrisória”, salienta a Associated Press (AP).

A fabricante britânica de chocolate e pastilhas elásticas (como o Dairy Milk e a Trident) aproveitou também para rever em alta as suas metas de desempenho no longo prazo, a nível de lucros e vendas, sublinha a “Business Week”.

Recorde-se que a perspectiva de a empresa, com 195 anos, poder cair em mãos de estrangeiros causou alguma consternação no Reino Unido, onde é uma marca muito apreciada, refere a AP. Mas Carr deixou em aberto a possibilidade de se dar alguma ligação, dizendo que a Cadbury está receptiva a conversações com qualquer potencial comprador – Kfrat incluída – que faça uma oferta atractiva que avalie devidamente a empresa.

“Até ao momento, apenas tivemos uma oferta, que está longe de ser atractiva (...), é irrisória (...) e recebemos uma declaração de intenções por parte de duas pessoas que ainda vão apresentar as suas ofertas”, declarou Carr, citado pela AP.

A oferta lançada pela Kraft Foods avalia a Cadbury em 727 pence por acção. As acções da empresa britânica seguiam em alta, nos 794 pence por acção, o que corresponde a mais 9,2% do que o valor da oferta.

A Kfrat tem até 19 de Janeiro para elevar a sua oferta e até 2 de Fevereiro para ser aceite por uma maioria de investidores da Cadbury. A maioria dos analistas considera que a Kfrat terá de pagar entre 820 e 850 pence para conseguir comprar a Cadbury.

A norte-americana Hershey e a italiana Ferrero referiram que estão a rever as opções para a Cadbury, apesar de nenhuma das empresas ter ainda lançado uma oferta, diz a “Business Week”. A Hershey e um fundo de beneficência que a controla estão perto de decidir se vão lançar uma oferta isolada, revelou na semana passada o “The Wall Street Journal”. Segundo duas fontes próximas do assunto, a Hershey terá mantido contactos com a Nestlé a propósito da Cadbury.

Fonte: Jornal de Negócios

Energia eólica nos EUA deverá parar de crescer em 2015

O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) estima que as fontes de energia limpa irão corresponder a 40% da nova capacidade energética a instalar no país até 2035, mas o crescimento da potência eólica deverá parar daqui a cinco anos.

São estimativas que constam das projecções mais recentes do Departamento de Energia dos EUA, hoje apresentadas pela US Energy Information Administration. Segundo o documento “Annual Energy Outlook 2010”, a potência eólica, que hoje soma nos EUA cerca de 31 gigawatts (GW), deverá crescer nos próximos anos, atingindo 64,9 GW em 2013 e 65,7 GW em 2015. Mas entre 2016 e 2023 não deverá sair da casa dos 66 GW.

A estabilização do recurso eólico será a nota dominante das próximas duas décadas e meia. De acordo com o documento hoje apresentado, depois do elevado crescimento dos próximos cinco anos, o reforço de capacidade eólica nos EUA será ligeiro, chegando a potência eléctrica a partir do vento a 71 GW em 2035.

A EDP Renováveis, através da Horizon Wind Energy, é hoje um dos ‘players’ de referência no mercado norte-americano. No mês passado o presidente da EDP, António Mexia, levou a Washington o compromisso do grupo de investir 4 mil milhões de dólares nos EUA até 2012. Isto porque a EDP Renováveis prevê passar dos actuais 2,5 GW de capacidade instalada neste mercado para 4,5 GW em 2012 (para esse ano o estudo estima uma capacidade nacional de 59,5 GW em parques eólicos).

Embora seja o terceiro operador eólico dos EUA (atrás da NextEra Energy Resources e da espanhola Iberdrola), a EDP não tenciona manter-se única e exclusivamente na energia eólica. O recurso solar está também nos planos do grupo, que tem dois projectos em estudo para os EUA.

Nas projecções agora reveladas pela US Energy Information Administration, a energia solar será a que apresentará maior crescimento relativo entre as fontes renováveis, até 2035. Mas o seu peso no sistema continuará a ser diminuto. O organismo vinculado ao Governo de Barack Obama prevê que em 2035 a energia solar tenha uma potência instalada de 14,5 GW (abaixo dos 78 GW da energia hídrica, dos 71 GW da eólica e dos 36 GW da biomassa). Actualmente o recurso solar não chega aos 2 GW de potência nos EUA.

No seu panorama até 2035, as autoridades norte-americanas prevêem a adição de 250 GW à capacidade dos EUA (que estava em 2008 nos 1.008 GW). Desse acréscimo de potência o carvão responderá por 12%, o gás natural assumirá 46%, o nuclear 3% e as outras renováveis 37%.

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Uma avó bailarina deixa Espanha de boca aberta

Com 75 anos, Sarah Paddy Jones, de origem inglesa, mas residente em Espanha, mais especificamente em Marbella, sagrou-se vencedora do concurso, transmitido pela Telecinco.

Alça a perna e rodopia com uma bailarina profissional, sem descurar a coreografia, e foi assim que surpreendeu o público espanhol que assistia ao programa "Tú sí que vales", versão do inglês "Britain's got talent", onde se deu a conhecer Susan Boyle.

Na sua décima edição, o popular programa premiou agora a salsa executada com acrobacias à mistura da invulgar concorrente. Avó de sete netos, Sarah Paddy Jones nem sequer pratica este género de dança há muito tempo. Vai para quatro, cinco anos que resolveu aventurar-se neste ritmo mais mexido.

"A dança mantém-me jovem e muita gente me diz que pareço mais nova do que realmente sou", declarou à Imprensa. "Como muita fruta e não tenho hipertensão, o baile mantém-me em forma e muita gente jovem assinala que sou uma inspiração para eles".

Video: http://www.youtube.com/watch?v=_ETKnG7rzhg

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Outro Canal: Globo dá mais espaço para atuação de Alinne Moraes

A direção da novela "Viver a Vida", da Globo, resolveu dar mais destaque para as cenas de recuperação da personagem Luciana, interpretada por Alinne Moraes. A atriz, que dá vida a uma modelo que está tetraplégica, tem feito uma interpretação "magistral", na opinião do autor, Manoel Carlos.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Sílvia Corrêa e publicada na Folha deste domingo --a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Segundo a colunista, "Viver a Vida" aumentou o tempo de reprise do capítulo anterior no início da novela em alguns dias da semana passada. O tempo de reprise, que gira em torno de um minuto, chegou a quase quatro.

Manoel Carlos explicou à Folha que "houve uma repetição longa porque achamos que a cena da Luciana sentando-se na cama e depois exibindo mais um grande progresso merecia ser reprisada, pois foi presa de grande emoção e comoveu as pessoas". "Foi um trabalho magistral da Alinne [Moraes] e quisemos mesmo enfatizá-lo", afirmou o novelista.

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Igreja quer fazer tocar 350 sinos no mundo por causa do clima

A Igreja Católica pretende fazer tocar 350 sinos por todo o mundo por causa do clima às 14:00 de Lisboa. Os toques, que surgem durante a cimeira do clima, de Copenhaga, simbolizam o máximo de 350 partes por milhão de dióxido de carbono que podem ser lançados para a atmosfera.
A Igreja Católica quer fazer tocar 350 sinos um pouco por todo o mundo por causa do clima exactamente às 14:00 (hora de Lisboa), algo que se pode assemelha ao toque a rebate dos sinos quando a morte se aproxima ou o perigo espreita.

Os 350 toques, que surgem numa altura em que decorre a cimeira do clima, em Copenhaga, simbolizam as 350 partes por milhão que os cientistas dizem ser a medida máxima aceitável para o dióxido de carbono a lançar na atmosfera.

Com esta iniciativa, a Igreja pretende ser cúmplice do combate contra as alterações climáticas, que se não for vencido vai ensombrar a felicidade de todos.

A Igreja Católica diz que as pessoas que não tenham um sino se poderão juntar a esta iniciativa tocando tambores, apitos ou outros instrumentos.

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Ex-advogado de Saddam quer processar Blair por guerra «ilegal»

O antigo advogado de Saddam Hussein quer processar o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair por guerra «ilegal». Giovanni di Stefano diz que Blair confirmou que a «verdadeira motivação para atacar o Iraque era a de mudar o regime».
O antigo advogado de Saddam Hussein quer processar Tony Blair por guerra «ilegal», depois de o ex-primeiro-ministro britânico ter dito que o Reino Unido entraria em guerra com o Iraque mesmo que Bagdad não tivesse armas de destruição maciça.

Numa carta enviada ao Attorney General, principal conselheiro jurídico do governo britânico, o advogado italiano Giovanni di Stefano endereçou um «pedido de consentimento para processar» o antigo primeiro-ministro britânico.

Para este advogado do Studio Legale Internazionale, Tony Blair, em recentes declarações feitas à BBC1, desrespeitou a Convenção de Genebra de 1957 em colocar o seu país numa guerra «não justificada por uma necessidade militar e feita de forma ilegal e gratuita».

Ainda de acordo com o actual conselheiro de Tarek Aziz, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Saddam, isto «confirma que a verdadeira motivação para atacar o Iraque era a de mudar o regime e não a declarada ao eleitorado britânico, ao Parlamento e aos meios de comunicação social em 2003».

Questionado pela AFP, nem o Ministério britânico da Justiça nem o Attorney General quiseram comentar esta intenção do antigo advogado de Saddam Hussein.

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Real Madrid: Pepe pode parar entre três e seis meses

Cenário mais pessimista colocaria em risco o Mundial 2010

Más notícias para o Real Madrid, e também para a Selecção Nacional. Pepe lesionou-se o joelho direito, no jogo entre o Real Madrid e o Valência, e pode ficar alguns meses afastados da competição. As primeiras avaliações apontam para uma paragem entre três e seis meses. A confirmar-se o cenário mais pessimista, o Mundial 2010 estaria em risco para o internacional português.

Pepe lesionou-se no final da primeira parte. O central saltou com David Villa, e apoiou mal a perna ao voltar ao solo. Ficou logo pelo chão, com evidentes sinais de dor, e acabou por ser substituído. O jogador será avaliado com mais pormenor no domingo, mas as principais indicações apontam para uma lesão no ligamento cruzado, e porventura também no menisco.

Fonte: TVI 24

40% das pessoas vacinadas travam nova onda da gripe

O director-geral da Saúde, Francisco George, quer travar um novo pico da gripe através da vacinação. Por isso, estima que "com a imunização de 40% e 50% das pessoas é possível travar uma eventual segunda onda da gripe A", revela ao DN. Apesar de não se saber quando e se poderá haver nova onda da doença, a Direcção--Geral da Saúde está preocupada, "porque ainda não houve a actividade gripal do Inverno", época por excelência da gripe sazonal.

Mário Carreira, da Direcção-Geral da Saúde (DGS), admite que, neste momento, entre as pessoas que já tiveram gripe e as que foram vacinadas, "cerca de 20% da população já esteja protegida". O que significa que, no pior cenário, dois a três milhões de portugueses teriam de ser vacinados.

Além destes grupos, há pessoas parcialmente imunes à doença, "geralmente porque contactaram com estirpes semelhantes do vírus (casos das pessoas com mais de 30 anos). Mas não sabemos quantas estão nesta situação", afirma.

"Nem nós nem os Estados Unidos, localizados no hemisfério norte, tivemos a gripe pandémica de Inverno. Não sabemos se a vamos ter e não podemos antecipar o que vai acontecer. Mas temos de admitir essa eventualidade", refere o responsável.

Se, para já, foram usadas 240 mil das 311 mil doses entregues a Portugal, é possível chegar mais longe. "Seria um sucesso con- seguirmos fazê-lo para o caso de haver nova onda. Se o fizermos, podemos estar protegidos", garante ao DN.

Vítor Faustino, sociólogo e responsável pelo gripenet, duvida que se consiga uma cobertura tão elevada, "até porque estamos a reparar que o cepticismo das pessoas em relação à vacina está a aumentar". Se for cumprido, "interfere-se com o mecanismo de transmissão da gripe", admite, apesar de a medida poder contribuir para que o vírus H1N1 sofra uma mutação mais depressa.

Com 7% a 10% da população afectada, os especialistas dizem que a infecção ficou muito abaixo dos cenários mais pessimistas (de 30%). Com um pico epidémico tão suave, "é possível que uma segunda seja mais agressiva, até porque ainda não vivemos a fase intensa da gripe sazonal", diz o sociólogo. Mário Carreira diz que, como a epidemia chegou mais tarde ao País, foi possível programar a vacinação e medidas de contenção. "É por isso que hoje já podemos equacionar uma segunda onda moderada ou mesmo nula."

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Alterações climáticas já afectam as pescas

Aumento da temperatura e mudanças nos ventos actuam sobre espécies.

Os impactos das alterações climáticas nas pescas na costa continental portuguesa já são óbvios. Com a temperatura da água do mar a subir e o regime de ventos a mudar, muitas espécies vão continuar a emigrar.

Dos efeitos "óbvios" das alterações, destaca-se a deslocação para Norte de espécies marinhas de águas mais quentes, nomeadamente da Mauritânia, segundo o biólogo Paulo Talhadas dos Santos, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigador em Biologia Marinha e Estuarina do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental.

"Cientistas galegos têm publicado trabalhos sobre dezenas de espécies que aparecem agora na sua região e pescadores portugueses referem a captura de espécies que não existiam nas nossas", diz. O peixe-lua (Mola-mola), que habita as águas temperadas e quentes do Atlântico e do Pacífico, tem sido observado com frequência e até pescado na nossa costa. "Nos últimos anos, a temperatura da água do mar tem subido várias décimas", explica Paulo Talhadas dos Santos.

Um grau muda tudo

"Muitos estudos mostram, que o aumento da temperatura da água do mar em mais um grau centígrado é suficiente para alterar tudo", afirma. O projecto científico SIAM II - Alterações Climáticas em Portugal - Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação admite que esse aumento na costa continental portuguesa poderá ser de um a dois graus até ao final deste século (ver ficha e "caixas").

Vários estudos, nomeadamente em França, mostram que o limite sul de várias espécies se deslocou 200 ou 300 quilómetros para norte nos últimos dez ou 15 anos, recorda o biólogo. Uma das espécies mais sensíveis é a marinha - ou peixe-pau, familiar do cavalo-marinho. Embora sem interesse comercial, é um bom indicador biológico das alterações no habitat: bastante rara e de sensibilidade forte, desaparecerá da nossa costa se a temperatura subir um ou dois graus, avisa o investigador.

O próprio bacalhau, que é uma espécie de água fria, está a migrar para norte, encontrando-se já além do Círculo Polar Árctico, mas com populações menos robustas e com menor disponibilidade alimentar, devido às condições fundo do oceano ("Basta que as espécies de que se alimenta sejam diferentes", nota).

As alterações da temperatura e do regime de ventos são particularmente decisivas para espécies importantes para as pescas portuguesas. É o caso da sardinha, que depende muito do fitoplâncton, cuja abundância está fortemente dependente das correntes de afloramento. Estas correntes são massas de águas frias que vêm do fundo do mar para a superfície muito ricas em nutrientes, mas cuja ascensão é determinada pelo regime de ventos. Se forem nortadas fortes, a corrente ascendente é maior; caso contrário, é prejudicada e a disponibilidade alimentar é menor.

O SIAMII indica também que teremos mais agitação no mar e mais tempestades, o que pode ser suficiente para fazer desaparecer espécies de zonas onde a agitação e a força da energia do mar serão maiores. É o caso dos búzios das zonas entre marés, exemplifica.

As alterações climáticas vêm acentuar os problemas de escassez de recursos nas nossas águas devido à sobre-exploração, alerta, recordando que populações de tamboril, lagostim e pescada já estão em declínio por causa do excesso de pesca.

Impactos projectados

Afloramento

Redução significativa do afloramento costeiro (subida de massas de água frias e ricas nutrientes azotados), devido ao enfraquecimento dos ventos de Norte e ao aumento da temperatura à superfície.

Migrações

Com aumento da temperatura da água do mar e reduções nos afloramentos costeiros, espécies de águas frias deslocam-se mais para Norte e as de águas africanas vão continuar a subir.

Reprodução

O aumento da temperatura associado a maturação sexual precoce (antecipada por esse aumento) e tamanho menor de adultos de algumas espécies, bem como alterações nas disponibilidades alimentares podem fazer diminuir o potencial reprodutor. Enfraquecimento no afloramento na Primavera e Verão afecta espécies que se reproduzem no final destas estações.

Mortalidade

Com o aquecimento, aumentará o metabolismo de espécies de peixes e invertebrados marinhos, gerando maior actividade e maior contacto entre presas e predadores, conduzindo a aumento de mortalidade. Esta alteração será mais sensível na camada superficial.


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