Os principais índices bolsistas norte-americanos fecharam a valorizar, a beneficiar do sector mineiro, que está a ser impulsionado pela subida dos preços das matérias-primas. O facto da Fed ter dito que ponderam aumentar os estímulos económicos também contribuiu para a tendência.
O Dow Jones subiu 0,02% para 10.573,68 pontos e o S&P500 avançou 0,05% para 1.137,14 pontos. O Nasdaq caiu 0,33% para 2.301,09 pontos numa sessão em que empresas como a Google (que perdeu mais de 2%) e como a Intel (deslizou 0,34%) pressionaram.
No entanto a valorização das “commodites”, como o petróleo que sobe mais de 1% nos mercados internacionais levou o sector mineiro a fechar em terreno positico, impulsionando os restantes índices norte-americanos.
As acções da Alcoa dispararm mais de 5% para os 16,97 dólares e a Exxon Mobil apreciou 0,86% para os 70,02 dólares.
Paralelamente, os membros da Reserva Federal dos Estados Unidos discutiram, na última reunião, o aumento e extensão do programa de compra de activos associados ao crédito hipotecário para ajudar a estimular a economia.
Esta notícia, hoje revelada através das minutas da Fed, animou os mercados accionistas.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Celular próprio do Google já foi testado no Brasil
As operadoras de telefonia no Brasil afirmam que o Google ainda não apresentou o Nexus One, seu celular lançado oficialmente nos Estados Unidos nesta terça-feira (5). Mas também afirmam que, caso os planos comerciais sejam interessantes, elas passarão a desenvolver pacotes específicos para esse celular.
Nesse caso, as negociações envolvem o Google. É disso que depende a abertura da loja da companhia no Brasil e nos demais países.
Nesse caso, as negociações envolvem o Google. É disso que depende a abertura da loja da companhia no Brasil e nos demais países.
Essa estratégia é diferente da adotada pela Apple, que preferiu definir regiões geográficas prioritárias para o lançamento do seu iPhone.
Países da América Latina, incluindo o Brasil, só furaram esse "bloqueio" porque as matrizes das operadoras brasileiras na Europa conseguiram negociar com a Apple quando o iPhone foi lançado por lá, há dois anos.
Tecnicamente, nada impede os brasileiros de já utilizarem o Nexus One na rede das operadoras móveis do país, desde que adquiram o aparelho no exterior. Além de a frequência em que o telefone opera ser a mesma, o próprio Google já vende o celular desbloqueado.
A Folha apurou que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda não recebeu pedido para a homologação do aparelho. Mas o Google já fez testes do celular no país, e seu funcionamento está de acordo com as especificações do Brasil.
Não adianta, do Brasil, tentar comprar o aparelho Nexus One diretamente no www.google.com/phone. A companhia reconhece o IP (Internet Protocol), "RG" de cada computador, e sua origem. Se um usuário tentar adquiri-lo fora da área de cobertura, o site bloqueia a compra.
Fonte: Folha Online
Sem preço definido, LG leva TV 3D ao mercado dos EUA em maio
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6), na Consumers Electronics Show (CES), feira de tecnologia que ocorre em Las Vegas nesta semana.
Anúncios semelhantes são esperados de outras fabricantes de televisão na feira.
A indústria está fazendo uma grande manobra para a inserção dos aparelhos 3D em residências, enquanto os consumidores estão animados com a tecnologia 3D nas salas de cinema.
Tim Alessi, diretor de desenvolvimento de produtos da LG nos EUA, disse que os aparelhos de televisão 3D devem ter um custo entre US$ 200 e US$ 300 a mais do que os equipamentos que não possuem a tecnologia.
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Gerente do Facebook faz pedido de casamento "off-line" à gerente do Google
O gerente sênior do Facebook David Morin pediu a gerente de marketing de produto Brittany Bohnet em casamento durante as férias.
A informação foi dada pelo site TechCrunch na terça-feira (5).
A informação foi dada pelo site TechCrunch na terça-feira (5).
Pedido de casamento feito pelo gerente do Facebook Dave Morin à gerente do Google Brittany Bohnet nas férias
Mas, para tristeza dos "geeks", o pedido não aconteceu on-line --mas nas ensolaradas ilhas Maldivas, bem distante de telas de computadores ou outros dispositivos.
O casal de noivos, no entanto, confirmou o noivado posteriormente, a partir do serviço de microblogs Twitter (veja aqui e aqui).
O site informa ainda que o casal "estrelou" um vídeo que marca a "morte da web 2.0", e que foi gravado quando a economia global entrava em crise econômica.
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Fed discute aumento e prolongamento do programa de compra de activos
Os membros da Reserva Federal dos Estados Unidos discutiram, na última reunião, o aumento e extensão do programa de compra de activos associados ao crédito hipotecário para ajudar a estimular a economia. Esta medida não reúne, no entanto, consenso dentro da autoridade monetária norte-americana.
Os responsáveis da Reserva Federal também divergiram quanto aos riscos de uma aceleração da inflação ou, pelo contrário, do seu abrandamento, revelam as minutas da última reunião da Fed, citadas pela Bloomberg. Alguns membros da Fed consideram que existem riscos de uma aceleração da taxa de inflação devido aos estímulos económicos extraordinários.
Entre as principais preocupações da Reserva Federal está, actualmente, a melhor forma e a melhor altura para retirar os programas de estímulo económico e os programas de empréstimos de emergência sem que isso afecte a recuperação da economia.
"Para manter as expectativas de inflação estáveis, todos os membros concordaram que a política monetária deve responder a qualquer melhoria ou deterioração das previsões económicas. A Fed vai continuar a comunicar claramente a sua capacidade e intenção de começar a retirar as medidas de estímulo económico na hora e no local apropriado", referem as minutas da Fed.
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Os responsáveis da Reserva Federal também divergiram quanto aos riscos de uma aceleração da inflação ou, pelo contrário, do seu abrandamento, revelam as minutas da última reunião da Fed, citadas pela Bloomberg. Alguns membros da Fed consideram que existem riscos de uma aceleração da taxa de inflação devido aos estímulos económicos extraordinários.
Entre as principais preocupações da Reserva Federal está, actualmente, a melhor forma e a melhor altura para retirar os programas de estímulo económico e os programas de empréstimos de emergência sem que isso afecte a recuperação da economia.
"Para manter as expectativas de inflação estáveis, todos os membros concordaram que a política monetária deve responder a qualquer melhoria ou deterioração das previsões económicas. A Fed vai continuar a comunicar claramente a sua capacidade e intenção de começar a retirar as medidas de estímulo económico na hora e no local apropriado", referem as minutas da Fed.
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Remax apresenta campanha de saldos 2010
Depois do sucesso alcançado nos últimos três anos, a imobiliária Remax voltou a lançar mais uma campanha de saldos que se estende até ao final de Fevereiro. Os descontos variam entre os 5% e os 71%.
Este ano a campanha de saldos da Remax conta com 4011 imóveis para venda e arrendamento, que correspondem a 9% do total de imóveis que a empresa dispõe em carteira. As principais tipologias com descontos são os apartamentos, mas também existem terrenos, moradias, garagens, quintas, entre outros.
“Temos um mix de imóveis que vão desde os 100 mil aos 4 milhões de euros”, afirmou Beatriz Rubio, presidente-executiva da Remax, durante o lançamento da campanha de descontos.
A campanha de saldos “entra em vigor numa época do ano em que as vendas normalmente caem”, referiu Beatriz Rubio, salientando que em 2007 esta campanha fez disparar em 47% as vendas da empresa e em 2008 o crescimento foi de 17%. Já no inicio do ano passado, altura em que o sector apresentava uma quebra acentuada, os descontos abrandaram o ritmo de queda dos negócios da empresa.
O sucesso dos saldos entre os vendedores e compradores já levou a que a ideia fosse exportada para outros países. “As Remax de Espanha e Itália já aderiram a esta campanha de saldos e a República Checa também a quer lançar”, disse ainda responsável.
Do número total de imóveis que aderiram à campanha, 1296 encontram-se na Grande Lisboa, 559 no Algarve e 492 no Grande Porto, os restantes imóveis encontram-se espalhados por todos o país.
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Este ano a campanha de saldos da Remax conta com 4011 imóveis para venda e arrendamento, que correspondem a 9% do total de imóveis que a empresa dispõe em carteira. As principais tipologias com descontos são os apartamentos, mas também existem terrenos, moradias, garagens, quintas, entre outros.
“Temos um mix de imóveis que vão desde os 100 mil aos 4 milhões de euros”, afirmou Beatriz Rubio, presidente-executiva da Remax, durante o lançamento da campanha de descontos.
A campanha de saldos “entra em vigor numa época do ano em que as vendas normalmente caem”, referiu Beatriz Rubio, salientando que em 2007 esta campanha fez disparar em 47% as vendas da empresa e em 2008 o crescimento foi de 17%. Já no inicio do ano passado, altura em que o sector apresentava uma quebra acentuada, os descontos abrandaram o ritmo de queda dos negócios da empresa.
O sucesso dos saldos entre os vendedores e compradores já levou a que a ideia fosse exportada para outros países. “As Remax de Espanha e Itália já aderiram a esta campanha de saldos e a República Checa também a quer lançar”, disse ainda responsável.
Do número total de imóveis que aderiram à campanha, 1296 encontram-se na Grande Lisboa, 559 no Algarve e 492 no Grande Porto, os restantes imóveis encontram-se espalhados por todos o país.
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Administrador do BES aliena 5 mil acções do banco
O administrador do Banco Espírito Santo, Amílcar Morais Pires, alienou, em bolsa, cinco mil acções por 4,55 euros, o que representa um encaixe de 22.750 euros.
O administrador Amílcar Morais Pires alienou, no passado dia 31 de Dezembro, cinco mil acções do BES ao preço unitário de 4,55 euros.
Após esta operação, o administrador passou a deter de 42.889 acções do BES, de acordo com o comunicado enviado pelo banco à CMVM.
As acções do BES encerraram a subir 1,06% para os 4,75 euros.
Fonte: Jornal de Negócios
O administrador Amílcar Morais Pires alienou, no passado dia 31 de Dezembro, cinco mil acções do BES ao preço unitário de 4,55 euros.
Após esta operação, o administrador passou a deter de 42.889 acções do BES, de acordo com o comunicado enviado pelo banco à CMVM.
As acções do BES encerraram a subir 1,06% para os 4,75 euros.
Fonte: Jornal de Negócios
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Descoberto túmulo gigante perto do Cairo
Arqueólogos acreditam que túmulo tem mais de 2500 anos e contém artefactos importantes.
Um novo túmulo gigante foi descoberto na antiga necrópole de Sakkara, perto do Cairo.
Um novo túmulo gigante foi descoberto na antiga necrópole de Sakkara, perto do Cairo.
Os arqueólogos egípcios garantem que o túmulo tem mais de 2500 anos e contém artefactos importantes, entre os quais águias mumificadas.
Este é um dos dois túmulos descobertos recentemente por esta equipa de arqueólogos que está a trabalhar junto à entrada de Sakkara.
O túmulo consiste num longo corredor escavado na pedra. Tem ainda inúmeras salas e passagens onde foram descobertos caixões, esqueletos e vasos bem conservados, bem como as águias mumificadas.
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O tempo todo numa imagem
O Hubble obteve uma sensacional imagem que abrange 12 mil milhões de anos da História cósmica
O telescópio espacial Hubble obteve uma imagem panorâmica do céu que resume 12 mil milhões de anos de História do cosmos. A foto, apresentada ontem na reunião da Sociedade Astronómica Americana, mostra 7500 galáxias.Imagine-se um museu de História natural onde todo o tempo pode ser visto em simultâneo.
O telescópio espacial Hubble obteve uma imagem panorâmica do céu que resume 12 mil milhões de anos de História do cosmos. A foto, apresentada ontem na reunião da Sociedade Astronómica Americana, mostra 7500 galáxias.Imagine-se um museu de História natural onde todo o tempo pode ser visto em simultâneo.
O universo está em expansão e, por isso, quanto mais longínquo o objecto, mais antigo ele será. Este é o caso da imagem acima: as galáxias que se avistam nesta parte do céu (um campo tão profundo que corresponde apenas a 600 mil anos depois do Big Bang) eram tão jovens que tinham ainda uma forma relativamente difusa. As galáxias mais próximas, portanto mais recentes, possuem espirais ou elípses bem desenhadas.
Os astrónomos calculam que o universo tenha mais de 13,7 mil milhões de anos e a imagem agora divulgada ilustra o passado de forma inédita.
O telescópio espacial está agora a estudar estes campos ultra-profundos do universo e espera-se a obtenção de novas imagens sobre o passado distante.
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Lucian Bebchuk e Jesse Fried: Como dominar o jogo de opções sobre acções
As remunerações dos executivos são, actualmente, uma preocupação central dos conselhos de administração e dos reguladores. Mas há, no entanto, um aspecto deste debate que merece um maior escrutínio: a liberdade dos executivos para escolherem o momento...
As remunerações dos executivos são, actualmente, uma preocupação central dos conselhos de administração e dos reguladores. Mas há, no entanto, um aspecto deste debate que merece um maior escrutínio: a liberdade dos executivos para escolherem o momento em que querem vender a parte da sua remuneração composta por acções. Os acordos de remuneração normais oferecem aos executivos uma grande liberdade sobre o momento de vender acções e exercer o direito de opção que lhes foi concedido. Tal liberdade é desnecessária e indesejável.
A liberdade para escolher o momento de liquidar as suas acções permite aos executivos usar a informação que têm sobre as suas empresas e vender antes dos preços caírem. Apesar das leis sobre o uso de informação privilegiada impedirem os executivos de usarem informação "concreta", estes têm ao seu dispor outro tipo de informação que lhes dá vantagem sobre o mercado. É um facto bem documentado que os executivos têm lucros "anormais" consideráveis - ou seja, acima do retorno do mercado - quando transaccionam as acções próprias da empresa.
Em segundo lugar, esta liberdade é um incentivo para os executivos influenciarem a informação divulgada sobre a empresa para manipularem o preço das acções antes de realizarem as suas operações. Estudos empíricos identificaram uma relação entre o nível de transacções e a manipulação de receitas - tanto legais como ilegais.
O que deve ser feito? Para começar, as remunerações em acções não devem depender de um preço único das acções mas, sim, de uma média do preço das acções durante um período significativo.
Primeira hipótese: os executivos que quisessem liquidar as suas participações poderiam vendê-las à empresa em troca de um preço baseado no preço médio, por exemplo, dos seis meses subsequentes. Em alternativa, os executivos que quisessem liquidar as suas acções podiam vendê-las no mercado gradualmente, de acordo com um plano automático de auto-execução pré-definido (vender um sexto das acções no primeiro dia de operações de cada um dos seis meses subsequentes).
Esta opção permitiria, ainda assim, que os executivos escolhessem o período de venda das acções mas não o dia exacto. Para melhorar ainda mais a relação entre pagamento e desempenho e limitar a capacidade dos executivos de a enfraquecerem usando o seu acesso a informação privilegiada e o controlo sobre a informação que é revelada, os executivos deviam ser obrigados a anunciar, com muita antecipação, o período escolhido.
Com um acordo de divulgação prévio, um executivo que quisesse vender um determinado número de acções teria que o anunciar com antecedência. Por exemplo, mais de seis meses antes. Assim, para um executivo poder vender 100 mil acções entre Julho e Dezembro de um determinado ano e receber o preço médio das acções durante esse período, teria que anunciar a venda antes do ano começar.
Com esta divulgação antecipada, qualquer informação privilegiada que o executivo tenha no momento em que decide vender será incorporada no preço das acções antes de ser determinado o retorno da venda. Além disso, o preço do mercado incluiria as deduções feitas a partir da notificação de venda prevista pelo executivo. Assim, o preço médio das acções durante o período de pagamento reflectirá com mais precisão o valor real das acções, melhorando a relação entre pagamento e desempenho.
Uma alternativa a esta opção passa por adoptar um acordo de "não intervenção" que impeça os executivos de decidir quando é que as acções vão ser liquidadas. Com este acordo, as participações e as opções sobre acções dadas num determinado ano só serão liquidadas em anos futuros de acordo com um calendário fixo, gradual e previamente anunciado, estabelecido no momento em que as participações e as opções sobre acções são concedidas.
O conselho de administração deveria estabelecer o calendário de forma a que o executivo conserve sempre o nível desejado de propriedade das acções. Dado que a opção de "não intervenção" deixa o executivo sem hipótese de decidir quando liquidar a sua compensação composta por acções, é o método mais eficaz para evitar que os executivos manipulem o mercado e para garantir que não recebem benefícios pela informação privilegiada de que dispõem.
Não há nenhuma razão para permitir que os retornos dos executivos se baseiem nos caprichos dos preços das acções num determinado dia e muito menos na sua capacidade de usar informação privilegiada e controlar a informação divulgada. Ao acabar com essa possibilidade, melhoramos substancialmente os benefícios das remunerações compostas por acções para o desempenho das empresas - e para os seus accionistas.
Lucian Bebchuk e Jesse Fried são professores da Harvard Law School e co-autores de "Pay without Performance: The Unfulfilled Promise of Executive Compensation". Este artigo baseia-se no seu estudo "Equity Compensation for Long-term Performance." Apesar de Bebchuk ser conselheiro do organismo de remunerações da administração dos Estados Unidos, as opiniões expressas neste artigo não reflectem necessariamente as deste organismo ou as de outros indivíduos ligados a este organismo.
Para visitar a fonte da informação, click aqui
As remunerações dos executivos são, actualmente, uma preocupação central dos conselhos de administração e dos reguladores. Mas há, no entanto, um aspecto deste debate que merece um maior escrutínio: a liberdade dos executivos para escolherem o momento em que querem vender a parte da sua remuneração composta por acções. Os acordos de remuneração normais oferecem aos executivos uma grande liberdade sobre o momento de vender acções e exercer o direito de opção que lhes foi concedido. Tal liberdade é desnecessária e indesejável.
A liberdade para escolher o momento de liquidar as suas acções permite aos executivos usar a informação que têm sobre as suas empresas e vender antes dos preços caírem. Apesar das leis sobre o uso de informação privilegiada impedirem os executivos de usarem informação "concreta", estes têm ao seu dispor outro tipo de informação que lhes dá vantagem sobre o mercado. É um facto bem documentado que os executivos têm lucros "anormais" consideráveis - ou seja, acima do retorno do mercado - quando transaccionam as acções próprias da empresa.
Em segundo lugar, esta liberdade é um incentivo para os executivos influenciarem a informação divulgada sobre a empresa para manipularem o preço das acções antes de realizarem as suas operações. Estudos empíricos identificaram uma relação entre o nível de transacções e a manipulação de receitas - tanto legais como ilegais.
O que deve ser feito? Para começar, as remunerações em acções não devem depender de um preço único das acções mas, sim, de uma média do preço das acções durante um período significativo.
Primeira hipótese: os executivos que quisessem liquidar as suas participações poderiam vendê-las à empresa em troca de um preço baseado no preço médio, por exemplo, dos seis meses subsequentes. Em alternativa, os executivos que quisessem liquidar as suas acções podiam vendê-las no mercado gradualmente, de acordo com um plano automático de auto-execução pré-definido (vender um sexto das acções no primeiro dia de operações de cada um dos seis meses subsequentes).
Esta opção permitiria, ainda assim, que os executivos escolhessem o período de venda das acções mas não o dia exacto. Para melhorar ainda mais a relação entre pagamento e desempenho e limitar a capacidade dos executivos de a enfraquecerem usando o seu acesso a informação privilegiada e o controlo sobre a informação que é revelada, os executivos deviam ser obrigados a anunciar, com muita antecipação, o período escolhido.
Com um acordo de divulgação prévio, um executivo que quisesse vender um determinado número de acções teria que o anunciar com antecedência. Por exemplo, mais de seis meses antes. Assim, para um executivo poder vender 100 mil acções entre Julho e Dezembro de um determinado ano e receber o preço médio das acções durante esse período, teria que anunciar a venda antes do ano começar.
Com esta divulgação antecipada, qualquer informação privilegiada que o executivo tenha no momento em que decide vender será incorporada no preço das acções antes de ser determinado o retorno da venda. Além disso, o preço do mercado incluiria as deduções feitas a partir da notificação de venda prevista pelo executivo. Assim, o preço médio das acções durante o período de pagamento reflectirá com mais precisão o valor real das acções, melhorando a relação entre pagamento e desempenho.
Uma alternativa a esta opção passa por adoptar um acordo de "não intervenção" que impeça os executivos de decidir quando é que as acções vão ser liquidadas. Com este acordo, as participações e as opções sobre acções dadas num determinado ano só serão liquidadas em anos futuros de acordo com um calendário fixo, gradual e previamente anunciado, estabelecido no momento em que as participações e as opções sobre acções são concedidas.
O conselho de administração deveria estabelecer o calendário de forma a que o executivo conserve sempre o nível desejado de propriedade das acções. Dado que a opção de "não intervenção" deixa o executivo sem hipótese de decidir quando liquidar a sua compensação composta por acções, é o método mais eficaz para evitar que os executivos manipulem o mercado e para garantir que não recebem benefícios pela informação privilegiada de que dispõem.
Não há nenhuma razão para permitir que os retornos dos executivos se baseiem nos caprichos dos preços das acções num determinado dia e muito menos na sua capacidade de usar informação privilegiada e controlar a informação divulgada. Ao acabar com essa possibilidade, melhoramos substancialmente os benefícios das remunerações compostas por acções para o desempenho das empresas - e para os seus accionistas.
Lucian Bebchuk e Jesse Fried são professores da Harvard Law School e co-autores de "Pay without Performance: The Unfulfilled Promise of Executive Compensation". Este artigo baseia-se no seu estudo "Equity Compensation for Long-term Performance." Apesar de Bebchuk ser conselheiro do organismo de remunerações da administração dos Estados Unidos, as opiniões expressas neste artigo não reflectem necessariamente as deste organismo ou as de outros indivíduos ligados a este organismo.
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