Um dos filhos de Osama bin Laden, Omar, apelou hoje, terça-feira, através de um comunicado, a que países como o Qatar ou os Emirados Árabes Unidos acolham uma vintena de membros da sua família que estão em residência vigiada no Irão desde 2001.
As autoridades iranianas libertaram nos últimos meses um dos seus irmãos e uma das suas irmãs, que partiram para a Síria, onde reside a sua mãe, que tem nacionalidade síria.
Omar, que assina o comunicado com a sua esposa, a britânica Zaina, afirma que "o governo iraniano não sabe para onde enviar as outras irmãs e os outros irmãos", qualificando-os de "vítimas inocentes".
"Pedimos a não importa qual país que nos ajude, seja oriental ou ocidental (...), pedimos nomeadamente aos Emirados e ao Qatar que os ajudem", especificam, referindo-se aos dois ricos países petrolíferos do Golfo.
O documento enumera os nomes de 23 pessoas residentes num complexo em Teerão onde a família está retida desde a sua fuga do Afeganistão em 2001, no seguimento dos atentados de 11 de setembro de 2001, reivindicados pela Al-Qaida.
O grupo inclui os filhos de Osama bin Laden, as suas esposas e as suas crianças, entre os quais alguns nascidos no Afeganistão ou, mais tarde, em Teerão.
Fonte: JN
terça-feira, 23 de março de 2010
Família Bin Laden procura um país que a acolha
Médico mata oito crianças na China
Um médico matou, com uma faca, oito crianças e feriu outras cinco numa escola primária da região sudeste da China. O ataque ocorreu, hoje, terça-feira, e o médico já foi preso.
O médico atacou as crianças no momento em que elas chegavam à escola e só parou quando foi interrompido pelos seguranças da escola, informa a agência oficial de notícias Xinhua.
Três crianças tiveram morte imediata e cinco faleceram já no hospital. As idades das vítimas não foram divulgadas, mas as escolas primárias na China costumam receber crianças de idade entre os seis e os 12 anos.
As cinco crianças feridas estão em situação grave.
Zheng Minsheng, de 41anos, trabalhava como médico numa clínica comunitária até ser demitido, em Junho do ano passado, segundo dados do porta-voz do Comité de Segurança Pública da cidade de Nanping, na Província de Fujian.
Segundo autoridades locais, Zheng sofre de transtornos psiquiátricos.
A China foi cenário de vários ataques contra escolas nos últimos anos, normalmente cometidos por desavenças pessoais ou pessoas com problemas psiquiátricos, o que tem levado a pedidos insistentes de melhor segurança nos estabelecimentos de ensino.
Visite a fonte da informação aqui
O médico atacou as crianças no momento em que elas chegavam à escola e só parou quando foi interrompido pelos seguranças da escola, informa a agência oficial de notícias Xinhua.
Três crianças tiveram morte imediata e cinco faleceram já no hospital. As idades das vítimas não foram divulgadas, mas as escolas primárias na China costumam receber crianças de idade entre os seis e os 12 anos.
As cinco crianças feridas estão em situação grave.
Zheng Minsheng, de 41anos, trabalhava como médico numa clínica comunitária até ser demitido, em Junho do ano passado, segundo dados do porta-voz do Comité de Segurança Pública da cidade de Nanping, na Província de Fujian.
Segundo autoridades locais, Zheng sofre de transtornos psiquiátricos.
A China foi cenário de vários ataques contra escolas nos últimos anos, normalmente cometidos por desavenças pessoais ou pessoas com problemas psiquiátricos, o que tem levado a pedidos insistentes de melhor segurança nos estabelecimentos de ensino.
Visite a fonte da informação aqui
Bolsas europeias impulsionadas pelo sector turístico e seguradoras
As bolsas europeias fecharam a subir, pela primeira vez em quatro dias, impulsionadas pelo sector de seguros e pelo sector turístico.
A Legal & General, a quarta maior seguradora do Reino Unido, subiu 4,8% depois de ter tido um resultado líquido, em 2009, de 863 milhões libras, superior às estimativas dos analistas.
No sector turístico, a Carnival Plc valorizou 2,1% depois de ter aumentado a sua previsão de lucro.
A exploradora de petróleo, Cairn Energy sobe para máximos de 21 anos, a valorizar 7,7%, depois da maior exploradora de petróleo na Índia ter anunciado que vai iniciar a perfuração no solo da Gronelândia e ter aumentado a sua previsão de saída do Rajasthan.
O Europe Stoxx apreciou 0,4% para os 261,03 dólares, impulsionado pelo optimismo de que a União Europeia vai ajudar a conter o défice da Grécia.
O espanhol IBEX e o holandês AEX, foram os índices que mais de se destacaram dos restantes índices europeus.
O IBEX avançou 1,24% para 1.0996,20 pontos, com o Banco Santander a valorizar 1,84% para 10,04 euros e a Telefónica a subir 0,85% para 17,75 euros.
O AEX apreciou 1,00% para 341,51 pontos com o ING Groep a ganhar 2,27% para 7,289 euros e a *Arcelormittal* a valorizar 1,74% para 31,55 euros.
O inglês FTSE progrediu 0,52% para 5673,63 pontos. O francês CAC avançou 0,63% para 3952,55 pontos. O DAX ganhou 0,50% para 6017,27 pontos.
Fonte: Jornal de Negócios
A Legal & General, a quarta maior seguradora do Reino Unido, subiu 4,8% depois de ter tido um resultado líquido, em 2009, de 863 milhões libras, superior às estimativas dos analistas.
No sector turístico, a Carnival Plc valorizou 2,1% depois de ter aumentado a sua previsão de lucro.
A exploradora de petróleo, Cairn Energy sobe para máximos de 21 anos, a valorizar 7,7%, depois da maior exploradora de petróleo na Índia ter anunciado que vai iniciar a perfuração no solo da Gronelândia e ter aumentado a sua previsão de saída do Rajasthan.
O Europe Stoxx apreciou 0,4% para os 261,03 dólares, impulsionado pelo optimismo de que a União Europeia vai ajudar a conter o défice da Grécia.
O espanhol IBEX e o holandês AEX, foram os índices que mais de se destacaram dos restantes índices europeus.
O IBEX avançou 1,24% para 1.0996,20 pontos, com o Banco Santander a valorizar 1,84% para 10,04 euros e a Telefónica a subir 0,85% para 17,75 euros.
O AEX apreciou 1,00% para 341,51 pontos com o ING Groep a ganhar 2,27% para 7,289 euros e a *Arcelormittal* a valorizar 1,74% para 31,55 euros.
O inglês FTSE progrediu 0,52% para 5673,63 pontos. O francês CAC avançou 0,63% para 3952,55 pontos. O DAX ganhou 0,50% para 6017,27 pontos.
Fonte: Jornal de Negócios
PT e Galp ajudam bolsa lisboeta a consolidar-se acima dos 8.000 pontos
A bolsa nacional encerrou em alta, a acompanhar a tendência do resto da Europa, estimulada sobretudo pela Portugal Telecom e pela Galp. A contribuir para travar os ganhos estiveram as duas empresas do universo EDP.
O PSI-20 fechou a ganhar 0,98%, para se fixar nos 8.080,23 pontos, com apenas quatro títulos em baixa, numa sessão em que mudaram de mãos 38,9 milhões de acções.
No resto do Velho Continente, cuja negociação termina pelas 17h de Lisboa, o movimento é igualmente positivo, pela primeira vez em quatro sessões.
Depois da queda de ontem, muito à conta da incerteza que paira em torno da ajuda financeira à Grécia, as praças europeias estão a ser sustentadas pelos lucros acima do esperado do Legal & General Group e pela revisão em alta das estimativas dos resultados da Carnival. Além disso, o Banco da China reportou ganhos superiores ao previsto pelos analistas, o que também está a contribuir para a tendência.
Por cá, a Portugal Telecom foi a empresa que mais sustentou o índice de referência, ao fechar em alta de 1,91% para 8,357 euros.
O CEO da PT, Zeinal Bava, esteve hoje reunido com o Goldman Sachs e, após o encontro, o banco emitiu uma nota de análise reforçando a sua visão positiva para a operadora, mantendo a recomendação de “comprar” e o preço-alvo de 8,20 euros para as acções. Bava está actualmente em Londres, num “road-show” de promoção da empresa.
No mesmo sector, a Zon registou uma subida de 0,80% para 3,777 euros, ao passo que a Sonaecom cedeu 1,26% para 1,642 euros.
Na restante família Sonae, a tónica foi mista. A Sonae SGPS fechou a ganhar 0,45% para 0,885 euros, a Sonae Indústria avançou 1,02% para 2,38 euros e a Sonae Capital manteve-se inalterada nos 0,63 euros – cotação que mantém desde a passada quinta-feira.
Outro dos títulos que mais ajudou à subida do PSI-20 foi a Galp Energia. A empresa comandada por Ferreira de Oliveira terminou a valorizar 1,34% para 12,865 euros, num dia em que o banco nipónico Nomura elegeu a Galp como uma das suas petrolíferas preferidas na Europa.
No restante sector energético, a tendência foi mista. Tal como ontem, a EDP foi o título que mais pesou do lado das perdas. A empresa liderada por António Mexia cedeu 0,11% para 2,852 euros. A EDP Renováveis não fugiu ao movimento e resvalou 0,07% para 5,739 euros. A REN, por seu lado, conseguiu terminar em alta de 0,13% para 3 euros, anulando assim o efeito de queda de ontem.
A banca foi outro dos sectores em destaque, num dia em que o BES anunciou o lançamento de uma emissão de obrigações convertíveis em acções do Bradesco, no valor de 950 milhões de dólares (700 milhões de euros), e em que o BCP referiu que pretende realizar uma emissão de títulos de dívida em euros com uma maturidade de três anos.
O BCP fechou a ganhar 0,24% para 0,821 euros, o BES terminou a pular 0,65% para 4,017 euros e o BPI escalou 1,50% para nos 1,96 euros.
Na construção, o bom desempenho foi generalizado . A cimenteira Cimpor avançou 0,39% para 5,534 euros, depois de o ministro dos Transportes da Índia, Kamal Nath, ter dito que o país quer atrair investimentos de 41 mil milhões de dólares nos próximos três a quatro anos. Os analistas do Caixa BI consideraram esta notícia “potencialmente positiva” para a cimenteira.
Recorde-se também que o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos vai decidir amanhã quem irá substituir Bayão Horta como “chairman” da Cimpor. Em cima da mesa estão dois nomes: Mário Lino e Eduardo Catroga.
Por seu lado, a Mota-Engil valorizou 0,40%, para 3,253 euros. Fora do PSI-20, a Teixeira Duarte registou um acréscimo de 1%, para 1,01 euros, e a Soares da Costa apreciou-se 0,95% para 1,06 euros.
Consenso não parece haver no sector da pasta e papel, que continua a revelar-se bastante díspar. A Portucel, que ontem disparou 3,40%, fechou a ganhar 0,64% para 2,048 euros, tendência em que foi seguida pela Semapa, que subiu 2,02% para 7,87 euros. “Performance” muito diferente teve a Altri, que registou um decréscimo de 1,06% para 5,04 euros. Ainda no papel, a Inapa recuperou 1,45%para 0,631 euros.
A Brisa foi o terceiro título que mais contribuiu para o bom desempenho da bolsa lisboeta, animada pelas perspectivas de recuperação económica. A concessionária de autoestradas pulou 2,70% para 6,418 euros.
A Impresa, que está entre as “small e mid caps” europeias “menos favoritas” para o UBS, avançou 0,71% para 1,41 euros. A 15 de Março, o UBS tinha actualizado as estimativas para a Impresa, após conhecer os resultados de 2009. O “target” foi revisto em alta, praticamente duplicando até 1 euro, mas a recomendação para a empresa liderada por Pinto Balsemão manteve-se em “vender”.
Fonte: Jornal de Negócios
O PSI-20 fechou a ganhar 0,98%, para se fixar nos 8.080,23 pontos, com apenas quatro títulos em baixa, numa sessão em que mudaram de mãos 38,9 milhões de acções.
No resto do Velho Continente, cuja negociação termina pelas 17h de Lisboa, o movimento é igualmente positivo, pela primeira vez em quatro sessões.
Depois da queda de ontem, muito à conta da incerteza que paira em torno da ajuda financeira à Grécia, as praças europeias estão a ser sustentadas pelos lucros acima do esperado do Legal & General Group e pela revisão em alta das estimativas dos resultados da Carnival. Além disso, o Banco da China reportou ganhos superiores ao previsto pelos analistas, o que também está a contribuir para a tendência.
Por cá, a Portugal Telecom foi a empresa que mais sustentou o índice de referência, ao fechar em alta de 1,91% para 8,357 euros.
O CEO da PT, Zeinal Bava, esteve hoje reunido com o Goldman Sachs e, após o encontro, o banco emitiu uma nota de análise reforçando a sua visão positiva para a operadora, mantendo a recomendação de “comprar” e o preço-alvo de 8,20 euros para as acções. Bava está actualmente em Londres, num “road-show” de promoção da empresa.
No mesmo sector, a Zon registou uma subida de 0,80% para 3,777 euros, ao passo que a Sonaecom cedeu 1,26% para 1,642 euros.
Na restante família Sonae, a tónica foi mista. A Sonae SGPS fechou a ganhar 0,45% para 0,885 euros, a Sonae Indústria avançou 1,02% para 2,38 euros e a Sonae Capital manteve-se inalterada nos 0,63 euros – cotação que mantém desde a passada quinta-feira.
Outro dos títulos que mais ajudou à subida do PSI-20 foi a Galp Energia. A empresa comandada por Ferreira de Oliveira terminou a valorizar 1,34% para 12,865 euros, num dia em que o banco nipónico Nomura elegeu a Galp como uma das suas petrolíferas preferidas na Europa.
No restante sector energético, a tendência foi mista. Tal como ontem, a EDP foi o título que mais pesou do lado das perdas. A empresa liderada por António Mexia cedeu 0,11% para 2,852 euros. A EDP Renováveis não fugiu ao movimento e resvalou 0,07% para 5,739 euros. A REN, por seu lado, conseguiu terminar em alta de 0,13% para 3 euros, anulando assim o efeito de queda de ontem.
A banca foi outro dos sectores em destaque, num dia em que o BES anunciou o lançamento de uma emissão de obrigações convertíveis em acções do Bradesco, no valor de 950 milhões de dólares (700 milhões de euros), e em que o BCP referiu que pretende realizar uma emissão de títulos de dívida em euros com uma maturidade de três anos.
O BCP fechou a ganhar 0,24% para 0,821 euros, o BES terminou a pular 0,65% para 4,017 euros e o BPI escalou 1,50% para nos 1,96 euros.
Na construção, o bom desempenho foi generalizado . A cimenteira Cimpor avançou 0,39% para 5,534 euros, depois de o ministro dos Transportes da Índia, Kamal Nath, ter dito que o país quer atrair investimentos de 41 mil milhões de dólares nos próximos três a quatro anos. Os analistas do Caixa BI consideraram esta notícia “potencialmente positiva” para a cimenteira.
Recorde-se também que o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos vai decidir amanhã quem irá substituir Bayão Horta como “chairman” da Cimpor. Em cima da mesa estão dois nomes: Mário Lino e Eduardo Catroga.
Por seu lado, a Mota-Engil valorizou 0,40%, para 3,253 euros. Fora do PSI-20, a Teixeira Duarte registou um acréscimo de 1%, para 1,01 euros, e a Soares da Costa apreciou-se 0,95% para 1,06 euros.
Consenso não parece haver no sector da pasta e papel, que continua a revelar-se bastante díspar. A Portucel, que ontem disparou 3,40%, fechou a ganhar 0,64% para 2,048 euros, tendência em que foi seguida pela Semapa, que subiu 2,02% para 7,87 euros. “Performance” muito diferente teve a Altri, que registou um decréscimo de 1,06% para 5,04 euros. Ainda no papel, a Inapa recuperou 1,45%para 0,631 euros.
A Brisa foi o terceiro título que mais contribuiu para o bom desempenho da bolsa lisboeta, animada pelas perspectivas de recuperação económica. A concessionária de autoestradas pulou 2,70% para 6,418 euros.
A Impresa, que está entre as “small e mid caps” europeias “menos favoritas” para o UBS, avançou 0,71% para 1,41 euros. A 15 de Março, o UBS tinha actualizado as estimativas para a Impresa, após conhecer os resultados de 2009. O “target” foi revisto em alta, praticamente duplicando até 1 euro, mas a recomendação para a empresa liderada por Pinto Balsemão manteve-se em “vender”.
Fonte: Jornal de Negócios
segunda-feira, 22 de março de 2010
Maior cobertura de saúde nos EUA anima farmacêuticas em Wall Street
As principais bolsas dos Estados Unidos encerraram a sessão de hoje em alta, sustentadas pela forte valorização dos títulos associados aos cuidados de saúde, depois da maior reforma em quatro décadas no sistema de saúde norte-americano.
O índice industrial Dow Jones terminou a ganhar 0,41%, fixando-se nos 10.785,74 pontos. O S&P 500 avançou 0,51% para se estabelecer nos 1.165,80 pontos.
Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,88% para 2.395,40 pontos.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a mais profunda reforma dos cuidados de saúde das últimas quatro décadas, assegurando que dezenas de milhões de norte-americanos sem seguro de saúde possam ter cobertura médica.
Este factor contribuiu para o bom desempenho dos índices norte-americanos, que tinham aberto a sessão em baixa devido aos receios em torno da crescente dívida pública de muitos países e dos aumentos das taxas de juro (conforme aconteceu na Índia na semana passada), que poderão fazer descarrilar a economia global.
A Merck e a Pfizer subiram perto de 2% e a Tenet Healthcare disparou 10%, liderando os ganhos dos títulos farmacêuticos no Standard & Poor’s 500.
As seguradoras, por seu turno, registaram uma queda generalizada, com destaque para a WellPoint e a Humana Inc.
A Boeing avançou 1,8%, ajudando às subidas do Dow Jones.
O Citigroup fechou em alta de 3,3%, animado por um “upgrade” das suas acções por parte da Rochdale Securities.
Fonte: Jornal de Negócios
O índice industrial Dow Jones terminou a ganhar 0,41%, fixando-se nos 10.785,74 pontos. O S&P 500 avançou 0,51% para se estabelecer nos 1.165,80 pontos.
Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,88% para 2.395,40 pontos.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a mais profunda reforma dos cuidados de saúde das últimas quatro décadas, assegurando que dezenas de milhões de norte-americanos sem seguro de saúde possam ter cobertura médica.
Este factor contribuiu para o bom desempenho dos índices norte-americanos, que tinham aberto a sessão em baixa devido aos receios em torno da crescente dívida pública de muitos países e dos aumentos das taxas de juro (conforme aconteceu na Índia na semana passada), que poderão fazer descarrilar a economia global.
A Merck e a Pfizer subiram perto de 2% e a Tenet Healthcare disparou 10%, liderando os ganhos dos títulos farmacêuticos no Standard & Poor’s 500.
As seguradoras, por seu turno, registaram uma queda generalizada, com destaque para a WellPoint e a Humana Inc.
A Boeing avançou 1,8%, ajudando às subidas do Dow Jones.
O Citigroup fechou em alta de 3,3%, animado por um “upgrade” das suas acções por parte da Rochdale Securities.
Fonte: Jornal de Negócios
Natal 2 já em produção?
É estranho termos uma notícia onde fala sobre uma nova tecnologia que está em produção, quando a anterior está ainda a meses do seu lançamento.
É assim mesmo o mundo da tecnologia.
O Natal, da Microsoft, será lançado já no próximo Outono, mas de acordo com o director do departamento de investigação da Microsoft na Ásia, Hsiao-Wuen Hon, já existe um grupo de pessoas a investigar sobre um possível Natal 2.
Em conversa com o site Smh.com.au, Hsiao-Wuen Hon, admite que a Microsoft foi lenta a adoptar a tecnologia de consumo.
Mas as coisas parecem estar a mudar, e Hsiao-Wuen Hon continua, "Quando inventamos algo como o Natal, enquanto temos um pesquisador a trabalhar com o grupo de produtos da primeira versão, já temos outro pesquisador a pensar na segunda versão. E certamente espero que continuemos a explorar essa tecnologia. Eu realmente adoro o que a Microsoft está a fazer"
Como referido o Natal será lançado já neste Outono, e iremos poder ver os primeiros jogos já na próxima E3 em Junho, onde iremos acompanhar directamente desde Los Angeles.
É assim mesmo o mundo da tecnologia.
O Natal, da Microsoft, será lançado já no próximo Outono, mas de acordo com o director do departamento de investigação da Microsoft na Ásia, Hsiao-Wuen Hon, já existe um grupo de pessoas a investigar sobre um possível Natal 2.
Em conversa com o site Smh.com.au, Hsiao-Wuen Hon, admite que a Microsoft foi lenta a adoptar a tecnologia de consumo.
Mas as coisas parecem estar a mudar, e Hsiao-Wuen Hon continua, "Quando inventamos algo como o Natal, enquanto temos um pesquisador a trabalhar com o grupo de produtos da primeira versão, já temos outro pesquisador a pensar na segunda versão. E certamente espero que continuemos a explorar essa tecnologia. Eu realmente adoro o que a Microsoft está a fazer"
Como referido o Natal será lançado já neste Outono, e iremos poder ver os primeiros jogos já na próxima E3 em Junho, onde iremos acompanhar directamente desde Los Angeles.
Fonte: Eurogamer
Carta de Bento XVI sobre pedofilia "mostra coragem"
A carta pastoral que o Papa enviou aos católicos irlandeses sobre o escândalo de pedofilia envolvendo sacerdotes daquele país "mostra coragem", afirmou hoje, segunda-feira, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa. Manuel Morujão considera ainda que este não é um "assunto incómodo" para a Igreja Católica portuguesa.
"É um assunto que mostra a coragem do nosso santo padre que nós louvamos", disse o padre Manuel Morujão, considerando que este não é um assunto incómodo para a Igreja portuguesa. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) explicou que os bispos vão estar reunidos em Fátima em abril, no âmbito da assembleia plenária, e nesta ocasião ou noutra "reflectirão sobre a carta do santo padre e em geral as linhas que a lei promove, como sejam o clarificar a verdade, o fazer a justiça às vítimas, o reforço da prevenção e o colaborar construtivamente com as autoridades".
"A agenda já foi enviada há oito dias para os senhores bispos. Não vem lá, mas os senhores bispos têm toda a liberdade de reflectir sobre este assunto, e o que foi concluído com o presidente e o senhor presidente da Conferência é que seria levado a uma das próximas reuniões, não a dizer que era a reunião de Abril", esclareceu em declarações aos jornalistas no final da reunião do Grupo de Reflexão Pastoral da CEP, em Fátima.
Por outro lado, o padre Manuel Morujão explicou que durante o ano e meio em que está a trabalhar na CEP "nunca" foram abordadas questões de pedofilia. "Nem dossier, nem sequer uma simples carta", disse, considerando que este é um assunto completamente novo para a Igreja Católica portuguesa.
O Papa Bento XVI exprimiu "vergonha" e "remorso" de toda a Igreja face ao escândalo de pedofilia no clero irlandês, anunciando iniciativas para promover "a cicatrização e a renovação", numa carta aos católicos irlandeses publicada na passada sexta-feira.
Na carta, destinada a ser lida no próximo domingo a todos os paroquianos irlandeses, Bento XVI afirmou que os homens da Igreja culpados dos actos de pedofilia deverão responder não só diante de Deus, mas também diante da Justiça comum.
Entre as medidas anunciadas pelo Papa na carta, figura o anúncio de uma "visita apostólica", isto é, uma investigação "em várias dioceses da Irlanda", assim como "nos seminários e congregações religiosas".
Fonte: JN
"É um assunto que mostra a coragem do nosso santo padre que nós louvamos", disse o padre Manuel Morujão, considerando que este não é um assunto incómodo para a Igreja portuguesa. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) explicou que os bispos vão estar reunidos em Fátima em abril, no âmbito da assembleia plenária, e nesta ocasião ou noutra "reflectirão sobre a carta do santo padre e em geral as linhas que a lei promove, como sejam o clarificar a verdade, o fazer a justiça às vítimas, o reforço da prevenção e o colaborar construtivamente com as autoridades".
"A agenda já foi enviada há oito dias para os senhores bispos. Não vem lá, mas os senhores bispos têm toda a liberdade de reflectir sobre este assunto, e o que foi concluído com o presidente e o senhor presidente da Conferência é que seria levado a uma das próximas reuniões, não a dizer que era a reunião de Abril", esclareceu em declarações aos jornalistas no final da reunião do Grupo de Reflexão Pastoral da CEP, em Fátima.
Por outro lado, o padre Manuel Morujão explicou que durante o ano e meio em que está a trabalhar na CEP "nunca" foram abordadas questões de pedofilia. "Nem dossier, nem sequer uma simples carta", disse, considerando que este é um assunto completamente novo para a Igreja Católica portuguesa.
O Papa Bento XVI exprimiu "vergonha" e "remorso" de toda a Igreja face ao escândalo de pedofilia no clero irlandês, anunciando iniciativas para promover "a cicatrização e a renovação", numa carta aos católicos irlandeses publicada na passada sexta-feira.
Na carta, destinada a ser lida no próximo domingo a todos os paroquianos irlandeses, Bento XVI afirmou que os homens da Igreja culpados dos actos de pedofilia deverão responder não só diante de Deus, mas também diante da Justiça comum.
Entre as medidas anunciadas pelo Papa na carta, figura o anúncio de uma "visita apostólica", isto é, uma investigação "em várias dioceses da Irlanda", assim como "nos seminários e congregações religiosas".
Fonte: JN
Grécia reitera que não pediu ajuda financeira à UE
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, afirmou hoje que o seu país não pediu para ser resgatado, mas salientou que a União Europeia deve dispor das ferramentas necessárias para travar os ataques especulativos contra um dos seus Estados-membros. Nomeadamente, "uma arma carregada em cima da mesa".
Papandreou (na foto) sublinhou que deseja um apoio sólido da UE, não de dinheiro. “Seria muito útil se fosse evidente que a União Europeia tem uma arma carregada em cima da mesa, capaz de travar os especuladores e a especulação, algo que vai além dos nossos poderes, dos poderes de uma economia com a nossa dimensão”, afirmou o primeiro-ministro grego, citado pela Reuters, ao salientar que a UE tem de deter os ataques dos especuladores contra os Estados-membros com forte nível de endividamento.
A chanceler alemã, Angela Merkel, voltou hoje a dizer que não há necessidade de debater uma eventual ajuda financeira à Grécia, pois não foi feito qualquer pedido formal de resgate. A Alemanha tem-se mostrado contra a eventualidade deste tipo de resgates, aludindo à possibilidade de o FMI dar essa ajuda, refere a Reuters
As incertezas em torno da necessidade de ajuda financeira da Grécia e de quem, nesse caso, a financiará, têm estado a penalizar os mercados accionistas, que hoje perderam generalizadamente terreno em toda a Europa.
Recorde-se que a Grécia tem estado sob forte pressão por parte da UE e dos mercados financeiros para reduzir o seu défice orçamental que, de acordo com os dados do seu banco central, atingiu 12,9% do PIB no ano passado – ligeiramente acima dos 12,7% estimados pelo governo, relembra o "The Wall Street Journal".
A Grécia, que culpa os especuladores pelo aumento dos seus custos com a obtenção de empréstimos, aludiu à possibilidade de a UE ponderar, na cimeira desta semana, sobre a criação de um pacote de resgate – a ser utilizado com qualquer Estado-membro em apuros.
Fonte: Jornal de Negócios
Papandreou (na foto) sublinhou que deseja um apoio sólido da UE, não de dinheiro. “Seria muito útil se fosse evidente que a União Europeia tem uma arma carregada em cima da mesa, capaz de travar os especuladores e a especulação, algo que vai além dos nossos poderes, dos poderes de uma economia com a nossa dimensão”, afirmou o primeiro-ministro grego, citado pela Reuters, ao salientar que a UE tem de deter os ataques dos especuladores contra os Estados-membros com forte nível de endividamento.
A chanceler alemã, Angela Merkel, voltou hoje a dizer que não há necessidade de debater uma eventual ajuda financeira à Grécia, pois não foi feito qualquer pedido formal de resgate. A Alemanha tem-se mostrado contra a eventualidade deste tipo de resgates, aludindo à possibilidade de o FMI dar essa ajuda, refere a Reuters
As incertezas em torno da necessidade de ajuda financeira da Grécia e de quem, nesse caso, a financiará, têm estado a penalizar os mercados accionistas, que hoje perderam generalizadamente terreno em toda a Europa.
Recorde-se que a Grécia tem estado sob forte pressão por parte da UE e dos mercados financeiros para reduzir o seu défice orçamental que, de acordo com os dados do seu banco central, atingiu 12,9% do PIB no ano passado – ligeiramente acima dos 12,7% estimados pelo governo, relembra o "The Wall Street Journal".
A Grécia, que culpa os especuladores pelo aumento dos seus custos com a obtenção de empréstimos, aludiu à possibilidade de a UE ponderar, na cimeira desta semana, sobre a criação de um pacote de resgate – a ser utilizado com qualquer Estado-membro em apuros.
Fonte: Jornal de Negócios
FMI e banca pressionam bolsas europeias
A maioria das bolsas europeias caíram pressionadas pela banca e pelas declarações do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que as economias enfrentam “sérios” desafios. O FMI acabou também, por ofuscar a subida do sector da saúde.
No sector da banca, o ICAP, o maior corrector de títulos, teve a sua maior queda de um mês depois de ter anunciado que vai encerrar uma unidade de negociação de acções. O Allied Irish Banks caiu 4,5%, liderando a queda entre o sector financeiro.
No sector da saúde, as farmacêuticas Elekta AB e a Elan subiram mais de 2% depois da Casa dos Representantes dos EUA ter aprovado a reforma da saúde.
O Europe Stoxx cedeu 0,1% para 260,12 euros, depois de ter acumulado perdas nos dois primeiros meses do ano por causa da preocupação em relação à capacidade da Grécia em conter o défice público.
A subida inesperada das taxas de juros na Índia, anunciada na sexta-feira, é outra das razões que está a pressionar o Europe Stoxx.
A razão que hoje está a influenciar mais os mercados europeus, é o alerta do número dois do FMI, John Lipsky, para o facto das economias enfrentarem “sérios” desafios, para reduzirem os respectivos défices orçamentais e, ainda mais, as dívidas públicas que atingiram "níveis preocupantes" e duradouros na maioria dos países do Grupo dos 7 (G7).
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse aos investidores que não podem ter expectativas que esta semana sejam decididas medidas concretas de ajuda à Grécia. Os líderes da União Europeia não devem criar “ilusões” para os mercados. Estas declarações surgem depois do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ter afirmado que a União Europeia deve ajudar a resgatar a Grécia.
Dos índices europeus, o espanhol IBEX foi o que mais cedeu com uma queda de 1,17% para 1.0861,90 pontos, pressionado pelo Banco Santander que caiu 1,70% para 9,859 euros e pela Telefónica que recuou 0,98% para 17,60 euros.
O inglês FTSE depreciou 0,10% para 5644,54 pontos e o holandês AEX depreciou 0,15% para 338,13 pontos.
Já o francês CAC valorizou 0,07% para 3928,00 pontos e o DAX avançou 0,08% para 5987,50 pontos, contrariando a tendência de queda dos principais congéneres. O alemão beneficiou da subida da Basf e da Saab e o francês foi impulsionado pelo Société Général e Air Liquide.
Fonte: Jornal de Negócios
No sector da banca, o ICAP, o maior corrector de títulos, teve a sua maior queda de um mês depois de ter anunciado que vai encerrar uma unidade de negociação de acções. O Allied Irish Banks caiu 4,5%, liderando a queda entre o sector financeiro.
No sector da saúde, as farmacêuticas Elekta AB e a Elan subiram mais de 2% depois da Casa dos Representantes dos EUA ter aprovado a reforma da saúde.
O Europe Stoxx cedeu 0,1% para 260,12 euros, depois de ter acumulado perdas nos dois primeiros meses do ano por causa da preocupação em relação à capacidade da Grécia em conter o défice público.
A subida inesperada das taxas de juros na Índia, anunciada na sexta-feira, é outra das razões que está a pressionar o Europe Stoxx.
A razão que hoje está a influenciar mais os mercados europeus, é o alerta do número dois do FMI, John Lipsky, para o facto das economias enfrentarem “sérios” desafios, para reduzirem os respectivos défices orçamentais e, ainda mais, as dívidas públicas que atingiram "níveis preocupantes" e duradouros na maioria dos países do Grupo dos 7 (G7).
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse aos investidores que não podem ter expectativas que esta semana sejam decididas medidas concretas de ajuda à Grécia. Os líderes da União Europeia não devem criar “ilusões” para os mercados. Estas declarações surgem depois do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ter afirmado que a União Europeia deve ajudar a resgatar a Grécia.
Dos índices europeus, o espanhol IBEX foi o que mais cedeu com uma queda de 1,17% para 1.0861,90 pontos, pressionado pelo Banco Santander que caiu 1,70% para 9,859 euros e pela Telefónica que recuou 0,98% para 17,60 euros.
O inglês FTSE depreciou 0,10% para 5644,54 pontos e o holandês AEX depreciou 0,15% para 338,13 pontos.
Já o francês CAC valorizou 0,07% para 3928,00 pontos e o DAX avançou 0,08% para 5987,50 pontos, contrariando a tendência de queda dos principais congéneres. O alemão beneficiou da subida da Basf e da Saab e o francês foi impulsionado pelo Société Général e Air Liquide.
Fonte: Jornal de Negócios
domingo, 21 de março de 2010
Uma Igreja de dois pesos e duas medidas
Intolerante face aos desvios ao seu padrão moral, encobriu, até agora, abusos sexuais de padres.
Finalmente, Bento XVI falou sobre os abusos sexuais de menores cometidos por padres. Numa carta pastoral dirigida aos católicos irlandeses, expressou perdão e vergonha e prometeu uma investigação rigorosa de todos casos.
O Papa dirigiu-se à Irlanda, mas ignorou os milhares de queixas idênticas na Áustria, Holanda, Suíça, Espanha, Brasil e Alemanha, onde, só desde Janeiro, surgiram mais de 300 denúncias de abusos em escolas católicas.
A indignação atingiu tal dimensão que até o Governo já se insurgiu contra o "muro de silêncio" do Vaticano e alguns movimentos de leigos reclamam o afastamento de Bento XVI, que tarda em assumir responsabilidades e pedir perdão às vítimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.
A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secreDtimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.
A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secretas dos seus.
Se impressiona saber que elementos eclesiásticos molestam crianças, a política de ocultação seguida pelo Vaticano, para muitos, é igualmente chocante e censurável. Porque significa dissimular e proteger quem atenta contra aqueles que devia proteger.
Se é certo que a imagem da Igreja Católica está conjunturalmente beliscada, querer associar o escândalo da pedofilia a uma profunda crise, quer em temos organizacionais quer em termos de crédito dos seguidores, parece prematuro.
Escrutínio global obriga Igreja a confessar abusos
A Igreja Católica sobreviveu a dois milénios de muitos escândalos e controvérsias, mas nunca, como agora, esteve sob um escrutínio tão global e mediatizado como agora. Foi obrigada a admitir que, entre 2001 e 2010, a justiça do Vaticano tratou de três mil acusações de abusos sexuais contra padres, e tornou-se pública a cultura de encobrimento destas situações prosseguida durante décadas.
Se é certo que se assiste a uma crise de credibilidade da Igreja, é muito cedo para vaticinar rupturas ou mudanças de fundo, considera Helena Vilaça, professora de Sociologia das Religiões na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. "Da mesma forma que, mesmo com todas as mudanças sociais que têm ocorrido, não se pode falar do fim da família – a instituição mais antiga do Mundo –, mas de uma reconfiguração; em relação à Igreja Católica, o fenómeno é semelhante", defende a especialista em Religiões.
Por outro lado, não é possível estabelecer uma relação entre a grandeza de escândalos e a diminuição do número de fiéis. Veja-se o que aconteceu nos EUA: entre 1992 e 2008, mais de dez mil pessoas denunciaram abusos sexuais por padres, o que levou ao pagamento de indemnizações bilionárias. Ainda assim, a queda do número de católicos explica-se mais pela forte concorrência do mercado religioso americano do que pelo impacto dos escândalos, na opinião de Helena Vilaça.
Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra, é "intolerável" que a gestão do Vaticano desta crise tenha remetido para segundo plano as vítimas, tanto mais que são crianças que devia proteger e cuidar.
Igreja esqueceu-se das vítimas
"Na Igreja, segue-se muito esta política do silêncio. Parece que o mais importante, por vezes, é que se não saiba. Pretende-se salvaguardar a todo o custo o bom nome da instituição. É mesmo possível que nalguns casos, com boa intenção, se tivesse querido ajudar os abusadores. Mas esqueceu-se o que é decisivo: as vítimas", sublinha o teólogo.
A Igreja, diz, "esqueceu a palavra de Jesus": "Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar" (Mateus 18, 6).
"A Igreja, que se apresentou no domínio sexual sempre tão moralista, tem agora de penitenciar-se e repensar muita coisa", como a admissão dos candidatos a padres, defende Anselmo Borges, para quem é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Igreja Católica aceite "ordenar homens e mulheres casados". Mais uma vez, cita Cristo para opinar que "a Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade", alertando que, "enquanto se mantiver a lei do celibato, a Igreja estará sob o fogo da suspeita".
Inquisição e pedofilia: as nódoas
A pedofilia, a par da Inquisição, são as grandes nódoas da Igreja Católica, na opinião de Joaquim Carreira das Neves, padre e catedrático jubilado de Teologia Bíblica. Assumindo que "a imagem da Igreja fica muito prejudicada" e que há uma "perda de prestígio" associada a escândalos desta natureza, considera, porém, que está a dar "uma grande lição à sociedade" ao resolver os mais polémicos dossiês, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Portugal, com o processo Casa Pia.
O teólogo questiona as motivações de "tão grande investida contra a Igreja", sabendo-se que "80% dos casos de abuso acontecem no seio da família", e também da justiça de incriminar actos que "há 30, 40 anos não eram crime". Dando como exemplo a escravatura que durante séculos foi legal, Joaquim Carreira das Neves afirma: "A pedofilia não era crime. Não sei se é justo incriminar quem a praticou, porque infelizmente não era crime". Anselmo Borges assume uma posição distinta – compete à Igreja vedar o ministério sacerdotal e colaborar com a Justiça do Estado para a punição de tais crimes.
Em Portugal, a Conferência Episcopal vai discutir eventuais casos de abusos sexuais por membros do Clero na próxima assembleia plenária, marcada para Abril. O anúncio dos bispos portugueses surgiu no mesmo dia em que o jornal "i" noticiou que, entre 2003 e 2007, dez padres foram indiciados por agressões sexuais a menores.
Ao JN, Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse que "além da óbvia condenação, não há muito mais a dizer" sobre o assunto. Defendeu, porém, que o Vaticano tem "gerido bem" a questão e que "a imagem da Igreja Católica não sai afectada".
Recorde-se que um dos primeiros casos de abusos sexuais a menores julgados em Portugal envolveu um padre – Frederico Cunha, em 1993, na Madeira – que, mesmo depois de ser condenado por homicídio e práticas pedófilas e ter fugido da prisão, continuou a ser defendido pela hierarquia da Igreja Católica.
Visite a fonte da informação aqui
Finalmente, Bento XVI falou sobre os abusos sexuais de menores cometidos por padres. Numa carta pastoral dirigida aos católicos irlandeses, expressou perdão e vergonha e prometeu uma investigação rigorosa de todos casos.
O Papa dirigiu-se à Irlanda, mas ignorou os milhares de queixas idênticas na Áustria, Holanda, Suíça, Espanha, Brasil e Alemanha, onde, só desde Janeiro, surgiram mais de 300 denúncias de abusos em escolas católicas.
A indignação atingiu tal dimensão que até o Governo já se insurgiu contra o "muro de silêncio" do Vaticano e alguns movimentos de leigos reclamam o afastamento de Bento XVI, que tarda em assumir responsabilidades e pedir perdão às vítimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.
A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secreDtimas que não as irlandesas – perdão, apesar de tudo, inédito por parte do Papa, mas que, enquanto arcebispo de Munique e Freising, autorizou a transferência de um padre abusador.
A história da Igreja Católica é pródiga em polémicas, crises e escândalos. Muitos crimes hediondos se acobertaram sob o manto denso de uma moralidade de duplo padrão, num passado não tão longínquo. Os casos agora divulgados constituem, assim, exemplos do cariz paradoxal de uma instituição que se mostra tão lesta a castigar os desvios ao padrão moral que advoga publicamente como a encobrir, demasiadas vezes, as transgressões secretas dos seus.
Se impressiona saber que elementos eclesiásticos molestam crianças, a política de ocultação seguida pelo Vaticano, para muitos, é igualmente chocante e censurável. Porque significa dissimular e proteger quem atenta contra aqueles que devia proteger.
Se é certo que a imagem da Igreja Católica está conjunturalmente beliscada, querer associar o escândalo da pedofilia a uma profunda crise, quer em temos organizacionais quer em termos de crédito dos seguidores, parece prematuro.
Escrutínio global obriga Igreja a confessar abusos
A Igreja Católica sobreviveu a dois milénios de muitos escândalos e controvérsias, mas nunca, como agora, esteve sob um escrutínio tão global e mediatizado como agora. Foi obrigada a admitir que, entre 2001 e 2010, a justiça do Vaticano tratou de três mil acusações de abusos sexuais contra padres, e tornou-se pública a cultura de encobrimento destas situações prosseguida durante décadas.
Se é certo que se assiste a uma crise de credibilidade da Igreja, é muito cedo para vaticinar rupturas ou mudanças de fundo, considera Helena Vilaça, professora de Sociologia das Religiões na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. "Da mesma forma que, mesmo com todas as mudanças sociais que têm ocorrido, não se pode falar do fim da família – a instituição mais antiga do Mundo –, mas de uma reconfiguração; em relação à Igreja Católica, o fenómeno é semelhante", defende a especialista em Religiões.
Por outro lado, não é possível estabelecer uma relação entre a grandeza de escândalos e a diminuição do número de fiéis. Veja-se o que aconteceu nos EUA: entre 1992 e 2008, mais de dez mil pessoas denunciaram abusos sexuais por padres, o que levou ao pagamento de indemnizações bilionárias. Ainda assim, a queda do número de católicos explica-se mais pela forte concorrência do mercado religioso americano do que pelo impacto dos escândalos, na opinião de Helena Vilaça.
Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra, é "intolerável" que a gestão do Vaticano desta crise tenha remetido para segundo plano as vítimas, tanto mais que são crianças que devia proteger e cuidar.
Igreja esqueceu-se das vítimas
"Na Igreja, segue-se muito esta política do silêncio. Parece que o mais importante, por vezes, é que se não saiba. Pretende-se salvaguardar a todo o custo o bom nome da instituição. É mesmo possível que nalguns casos, com boa intenção, se tivesse querido ajudar os abusadores. Mas esqueceu-se o que é decisivo: as vítimas", sublinha o teólogo.
A Igreja, diz, "esqueceu a palavra de Jesus": "Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar" (Mateus 18, 6).
"A Igreja, que se apresentou no domínio sexual sempre tão moralista, tem agora de penitenciar-se e repensar muita coisa", como a admissão dos candidatos a padres, defende Anselmo Borges, para quem é inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Igreja Católica aceite "ordenar homens e mulheres casados". Mais uma vez, cita Cristo para opinar que "a Igreja não pode impor como lei aquilo que Jesus entregou à liberdade", alertando que, "enquanto se mantiver a lei do celibato, a Igreja estará sob o fogo da suspeita".
Inquisição e pedofilia: as nódoas
A pedofilia, a par da Inquisição, são as grandes nódoas da Igreja Católica, na opinião de Joaquim Carreira das Neves, padre e catedrático jubilado de Teologia Bíblica. Assumindo que "a imagem da Igreja fica muito prejudicada" e que há uma "perda de prestígio" associada a escândalos desta natureza, considera, porém, que está a dar "uma grande lição à sociedade" ao resolver os mais polémicos dossiês, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Portugal, com o processo Casa Pia.
O teólogo questiona as motivações de "tão grande investida contra a Igreja", sabendo-se que "80% dos casos de abuso acontecem no seio da família", e também da justiça de incriminar actos que "há 30, 40 anos não eram crime". Dando como exemplo a escravatura que durante séculos foi legal, Joaquim Carreira das Neves afirma: "A pedofilia não era crime. Não sei se é justo incriminar quem a praticou, porque infelizmente não era crime". Anselmo Borges assume uma posição distinta – compete à Igreja vedar o ministério sacerdotal e colaborar com a Justiça do Estado para a punição de tais crimes.
Em Portugal, a Conferência Episcopal vai discutir eventuais casos de abusos sexuais por membros do Clero na próxima assembleia plenária, marcada para Abril. O anúncio dos bispos portugueses surgiu no mesmo dia em que o jornal "i" noticiou que, entre 2003 e 2007, dez padres foram indiciados por agressões sexuais a menores.
Ao JN, Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse que "além da óbvia condenação, não há muito mais a dizer" sobre o assunto. Defendeu, porém, que o Vaticano tem "gerido bem" a questão e que "a imagem da Igreja Católica não sai afectada".
Recorde-se que um dos primeiros casos de abusos sexuais a menores julgados em Portugal envolveu um padre – Frederico Cunha, em 1993, na Madeira – que, mesmo depois de ser condenado por homicídio e práticas pedófilas e ter fugido da prisão, continuou a ser defendido pela hierarquia da Igreja Católica.
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