domingo, 8 de maio de 2011

Exportações de pêra rocha duplicam em 2010




As exportações de pêra rocha duplicaram em 2010, passando de 46 para 84 mil toneladas de fruta vendida no mercado externo, revelou hoje a Associação Nacional dos Produtores de Pêra Rocha (ANP).

Os dados da ANP referentes à campanha de 2009/2010, a que a agência Lusa teve acesso, referem que foram produzidas 171 mil toneladas de pêra rocha, tendo sido vendidas no estrangeiro 84 mil toneladas, o dobro da quota de exportação de 2008/2009.

Com o aumento 43 mil para 84 mil toneladas vendidas no mercado externo, Portugal alcançou um volume de exportações de 120 mil milhões de euros, tornando-se no quinto maior produtor europeu de pêra, depois da Itália, Espanha, Holanda, Bélgica e França.

“Como é uma pêra diferente e com grande aceitação quer pelos portugueses quer lá fora, em anos em que o consumo no mercado nacional é mais difícil temos de nos virar para outros mercados e conseguimos ter capacidade exportadora”, disse Armando Torres Paulo, presidente da ANP.

Apesar da conjuntura internacional desfavorável ao consumo, o aumento das exportações é justificada, entre outros factores, com o aumento de 24 por cento da capacidade de armazenamento dos sistemas de conservação em frio.

“Em vez dos cinco ou seis meses, passámos a ter pêra durante 11 meses de Agosto a Junho, o que nos permite estar presentes nos vários mercados durante muito tempo e concorrer com as pêras de outros países produtores”, explicou.

Inglaterra, Brasil e França são os principais países para onde a pêra rocha é exportada.

Os dados vão ser divulgados na segunda-feira no encontro anual ANP.

A ANP vai ainda lançar a campanha nacional “consumir português”, incentivando o consumo de produtos nacionais para ajudar os portugueses a “dar emprego a outros portugueses” em tempo de crise.

A pêra rocha nacional é produzida (99 por cento) nos concelhos da zona oeste de Lisboa entre Mafra a Leiria numa área de cultivo de 11 mil hectares.

Os concelhos de maior produção de pêra Rocha são o Cadaval e o Bombarral.

A pêra rocha do Oeste possui Denominação de Origem Protegida, um reconhecimento da qualidade do fruto português por parte da União Europeia.


Fonte: SOL

sábado, 7 de maio de 2011

Portugueses escolhem as 7 Maravilhas da Gastronomia nacional

Os portugueses podem, a partir de hoje, votar nas 7 Maravilhas da Gastronomia, que incluem pratos como coelho à caçador, chanfana, pastel de Belém, alheira de Mirandela, amêijoas à Bulhão Pato, bacalhau à Gomes de Sá ou açorda à alentejana.

Os 21 pratos seleccionados são apresentados por sete categorias – entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces -, cada uma das quais com três iguarias da gastronomia portuguesa, mas os votantes são convidados a escolher, até 07 de Setembro, os sete pratos que mais lhe agradam, independentemente da categoria.

Para a categoria “entradas”, a escolha recaiu na alheira de Mirandela (Trás-os-Montes e Alto Douro), pastel de bacalhau (Lisboa e Setúbal) e queijo da Serra da Estrela (Beira Interior/Beira Litoral).

As “sopas” escolhidas são açorda à alentejana (Alentejo), caldo verde (Entre Douro e Minho) e sopa da pedra (Ribatejo/Estremadura).

Os “mariscos” colocados a votação são amêijoas à Bulhão Pato (Lisboa e Setúbal), arroz de marisco (Estremadura e Ribatejo) e xarém com conquilhas (Algarve).

Já no “peixe”, as opções são bacalhau à Gomes de Sá (Entre Douro e Minho), polvo assado no forno (Açores) ou a popular sardinha assada (Lisboa e Setúbal).

Na categoria “carne”, os pratos colocados a votação são chanfana (Beira Litoral), leitão da Bairrada (Beira Litoral) e tripas à moda do Porto (Entre Douro e Minho).

Para “caça”, os 21 especialistas convidados pela organização do evento, escolheram coelho à caçador (Beira Litoral), coelho à Porto Santo à caçador (Madeira) e perdiz de escabeche de Alpedrinha (Beira Interior).

Os “doces” seleccionados foram pastel de Belém (Lisboa e Setúbal), pastel de Tentúgal (Beira Litoral) e pudim Abade Priscos (Entre Douro e Minho).

A selecção dos 21 finalistas culmina um processo iniciado a 07 de Fevereiro último e que passou pela apresentação de candidaturas (433 ao todo) e um primeiro processo de selecção, por um painel de 70 especialistas, cujo resultado (70 pré finalistas) foi anunciado a 07 de Abril.

Os 21 pratos seleccionados são apresentados hoje em Santarém, cidade escolhida como “anfitriã” da iniciativa.

Os interessados podem votar por telefone, SMS ou via Internet, neste caso no site do evento (www.7maravilhas.pt) ou através do Facebook (www.facebook.com/7MGastronomia), usando os códigos relativos ao prato da sua preferência.

A organização já disse que espera críticas, algo que considera “natural” e que até ajuda ao sucesso da iniciativa.

“Quanto mais tivermos mais sucesso terá, porque mais gente estará interessada em saber do que se trata”, disse Luís Segadães à Lusa na fase de pré-selecção, sublinhando que este concurso avalia os pratos, não pela sua confecção, mas “enquanto representantes culturais das suas regiões”.


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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deputado do partido de Merkel sugere que Portugal venda ouro para receber ajuda

A pressão para Portugal vender ouro está a crescer na Alemanha. Contudo, regras europeias impedem que recursos da operação sejam canalizados para baixar dívida pública.

 Os deputados alemães querem que Portugal explore todas as medidas para baixar o défice orçamental, antes de receber a ajuda externa da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

Norbet Barthle, deputado da CDU, o partido de Ângela Merkel, afirmou à Bloomberg ser “incontestável, do meu ponto de vista, que Portugal primeiro esgote todas as medidas para se ajudar a si próprio”.

O mesmo responsável salientou por isso as reservas de ouro de Portugal, que “poderiam ser parcialmente liquidadas”. A mesma opinião tem Klaus-Peter Flosbach, também deputado da CDU, que salienta a necessidade de Portugal olhar para as suas reservas de ouro e explorar a venda de outros activos.

Em declarações à Bloomberg, o deputado da CDU assinalou que à aprovação do pacote de ajuda “devem estar vinculadas condições muito rígidas” e um empréstimo só deve ser concedido em casos de emergência.

As declarações destes deputados são vistas como uma pressão sobre Ângela Merkel, para que a chanceler imponha a Portugal condições duras para aprovar a ajuda. A líder do Governo alemão afirmou hoje que a decisão sobre a ajuda a Portugal não está ainda na agenda.

Mas não só os deputados alemães estão a surgir com esta ideia. Algumas personalidades alemãs exigiram hoje, nas páginas do tablóide Bild, que Portugal venda as suas reservas de ouro, antes de recorrer à ajuda externa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia.

"Portugal deve primeiro ajudar-se a si mesmo, e vender também as reservas de ouro", exigiu Reiner Holznagel, vice-presidente da Federação dos Contribuintes Alemães, em declarações ao referido jornal, citadas pela Lusa.

O deputado liberal Frank Schaeffler, perito em assuntos financeiros, considerou, por sua vez, que "não seria solidário" Portugal pedir um empréstimo internacional sem vender as 385 toneladas de ouro que possui, avaliadas em 12 mil milhões de euros.

Também segundo a Lusa, o matutino Frankfurter Allgemeine, jornal do mundo dos negócios, já se tinha referido na quarta-feira à questão, advertindo, no entanto, que uma venda das reservas portuguesas seria problemática, já que todos os bancos centrais da Zona Euro se comprometeram, há alguns anos, a vender apenas pequenas quantidades de ouro, e Portugal já esgotou praticamente o contingente que lhe cabia.

Além disso, há um acordo entre os bancos centrais da Zona Euro, desde Setembro de 1999, que define que “as vendas de ouro serão realizadas através de um programa concertado de vendas ao longo de cinco anos. As vendas anuais não poderão exceder cerca de 400 toneladas e as vendas totais ao longo deste período não poderão exceder as 2.000 toneladas.”

A explicação é do Banco de Portugal à Agência Financeira.
Mas além disso, mesmo que venda reservas de ouro, o valor que se conseguirá com essa operação fica nos cofres do Banco de Portugal, não sendo possível serem transferidos para a redução da dívida pública por exemplo.

A única forma de o Estado receber dinheiro proveniente das reservas de ouro é através da distribuição de dividendos por parte do Banco de Portugal, o que ocorre com regularidade.


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