terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Luzes vão apagar-se por um novo acordo climático

A cidade de Copenhaga vai ficar às escuras durante uma hora na próxima quarta-feira, numa iniciativa da associação ambientalista WWF para pressionar os líderes mundiais a alcançarem um novo acordo climático.

Este apagão simbólico decorre apenas na cidade dinamarquesa onde decorre a Cimeira das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e pretende ser um alerta para a importância de um novo acordo que combata eficazmente o problema do aquecimento global, que afecta a vida de todos os seres vivos do Planeta, anunciou hoje a associação ambientalista WWF.

Antecipando a Hora do Planeta 2010, o apagão ocorrerá apenas nesta cidade no dia 16 de Dezembro pelas 19:00 (hora local) durante um período de uma hora.

Trata-se de uma iniciativa conjunta de dois movimentos: a campanha da WWF - Hora do Planeta e o movimento Hopenhagen, a que a organização global de conservação apelidou de Earth Hour Hopenhagen (Hora do Planeta de Esperança em Copenhaga, numa tradução mais livre).

Na base desta aliança está o crescendo de movimentos que têm surgido um pouco por todo o mundo, "verdadeiros barómetros da forte vontade do mundo em fazer face ao problema das alterações climáticas, a favor da vida no Planeta", explica a WWF em comunicado.

Além do apagão, está prevista uma série de outras iniciativas para quarta-feira na cidade de Copenhaga.

"s 16:00 decorre um workshop para crianças de execução de lanternas, no Planetário da cidade dinamarquesa, seguido de um concerto infantil, uma hora depois.

"s 18:00 há um desfile de lanternas e cinco minutos antes das 19:00 começa a contagem decrescente para o apagão, que poderá ser visto da praça principal, seguido da apresentação do "The People's Orb", uma esfera metálica com as mensagens de todo o mundo a favor de um Planeta Vivo.

Apesar desta iniciativa, mantém-se para 2010 a iniciativa Hora do Planeta, como acontece todos os anos.

No dia 27 de Março, em todo o mundo, Portugal incluído, a WWF encorajará cidadãos, governos, empresas e comunidades a desligarem as luzes durante uma hora, como uma forma de luta contra o aquecimento global e uma sequência do que se espera vir a ser um momento histórico decisivo: a Cimeira de Copenhaga.

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Ásia a caminho de uma "recuperação mais rápida"

O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) reviu hoje em alta as suas previsões de crescimento para o conjunto das economias da região, mostrando-se confiante numa “recuperação mais rápida” do que a esperada, quer para este ano quer para o próximo.

As novas previsões apontam para que as 14 economias emergentes do leste asiático, onde se encaixam, por exemplo, a China, a Coreia do Sul e Singapura (esta última duramente castigada pela crise financeira), cresçam em média 4,2% neste ano e 6,8% em 2010. Estes valores comparam com 3,6% e 6,5%, respectivamente, antecipados pelo BAD em Setembro.

“O Leste asiático está a recuperar fortemente e as taxas de crescimento no próximo ano deverão mesmo ultrapassar, ainda que ligeiramente, as registadas em 2008 na maioria dos seus países”, sustenta Jong-Wha Lee, economista-chefe do BAD.

No caso da China, as previsões mantiveram-se inalteradas em 8,2% e 8,9% para 2009 e 2010, respectivamente. O Banco prevê ainda que os 45 países asiáticos classificados como estando em fase desenvolvimento façam igualmente melhor do que o esperado, tendo revisto em alta as previsões de crescimento para 4,5% neste ano e 6,6% em 2010.

"Não obstante parecer estarmos numa recessão do tipo ‘V’ (com uma queda acentuada da actividade, seguida de uma rápida e robusta recuperação), é fundamental que as políticas orçamentais e monetárias permaneçam acomodatícias”, adverte Jong-Wha Lee.

“O maior desafio é escolher o momento e o ritmo adequados para retirar progressivamente os estímulos, assegurando que a trajectória de um crescimento sustentado está lançada e evitando, em simultâneo, taxas excessivas de inflação ou défices orçamentais pesados”, acrescenta o economista-chefe do BAD.


Fonte: Jornal de Negócios

Ban Ki-moon: "Selem um acordo" porque "a natureza não negoceia connosco"

“Selem um acordo”. Foi este o apelo deixado por Ban Ki-moon, o director-geral das Nações Unidas, aos países que estão em conversações sobre as alterações climáticas em Copenhaga, salientando que “a natureza não negoceia connosco”.

Ban Ki-moon recorreu a um “slogan” já popularizado numa campanha para apelar a que os países cheguem a um acordo sobre as medidas a tomar para reduzir emissões de CO2.

O responsável afirmou aos delegados que estes têm a oportunidade de fazer história, mas salientou que “não temos outro ano para deliberar; a natureza não negoceia connosco”, de acordo com a BBC online.

Este apelo chega numa altura em que o impasse impera. Os países ainda não chegaram a acordo sobre nenhum texto, numa altura em que os chefes de Estado começam a chegar a Copenhaga, limitando assim o tempo disponível para se conseguir chegar a acordo.

“Durante três anos, tentei trazer os líderes mundiais para a mesa”, afirmou Ban Ki-moon que acrescentou que “três anos de esforço convergem em três dias de acção”.

“Ninguém vai conseguir tudo o que quer. Mas se trabalharmos juntos, então todos vão ter o que precisam”, alertou.

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BCP pede mais 10 dias para analisar proposta à Papelaria Fernandes

O plano de recuperação financeira para a Papelaria Fernandes apresentado por José Morgado Henriques, actual presidente da retalhista, foi hoje aprovado por 95% do votantes presentes na assembleia de credores, apurou o Negócios.

No entanto, o destino da Papelaria Fernandes volta a estar nas mãos do seu principal credor, o BCP. E ainda não será este ano que a companhia verá a sua situação resolvida.

De acordo com fonte conhecedora do processo, o banco, que detém 58% da dívida reclamada à Papelaria Fernandes, pediu mais 10 dias para a analisar as alterações que foram apresentadas no âmbito do plano de recuperação financeira da companhia e para apresentar o seu voto por escrito.

A assembleia de credores da gestora da cadeia de retalho com o mesmo nome foi retomada ontem, dia 15 de Dezembro, depois de se ter iniciado no passado dia 2 de Dezembro. Na altura, o administrador da insolvência decidiu suspender a assembleia, por considerar que necessitava de mais tempo para analisar, ele próprio, as duas propostas que lhe foram apresentadas.

Uma era de José Morgado Henriques, presidente e dono de 25,13% do capital da empresa. Outra era de um grupo de investidores liderado por Rui Delgado, vice-presidente da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários.

A Papelaria Fernandes, actualmente com uma dívida reclamada de 62,7 milhões de euros, apresentou o plano de insolvência no primeiro trimestre deste ano ao Tribunal do Comércio, que o aceitou. A dívida da retalhista especializada em papelaria está em quase 60% nas mãos do BCP (36,58 milhões de euros), seguindo-se o Banif (3,5 milhões de euros), o Tesouro (3,2 milhões de euros) e João Lourenço Estrada (2,5 milhões de euros).

A companhia é controlada em 33,19% pela Fundação Ernesto Lourenço Estrada e em 20,05% pelo empresário Joe Berardo.

Trabalhadores apoiam direcção

Quem deu já o seu apoio à proposta do grupo de investidores liderado pelo actual presidente da companhia foram os colaboradores e os respectivos representantes, em sede de comissão de trabalhadores, além de alguns fornecedores e credores, apurou o Negócios.

A companhia, que há cerca de um ano tinha 380 empregados em todo o País, está actualmente com 200 postos de trabalho.

De acordo com a agência Lusa, durante a assembleia ontem realizada, junto dos credores foi "polémica" a questão relacionada com as lojas, com a proposta de José Morgado Henriques a garantir a manutenção das 20 lojas e até a sua expansão, e o documento defendido por Rui Delgado a propor a redução de dois estabelecimentos e a abertura de duas lojas substitutas em Leiria e Évora.

"Há lojas que neste século não apresentaram resultado líquido positivo. O que queremos é reposicionar o número de lojas para lugares mais interessantes", justificou Rui Delgado à agência noticiosa. Este representante defendeu ainda a realização de uma auditoria às marcas do grupo, bem como a opção de compra da marca Papelaria Fernandes ao fim de 10 anos.

A Papelaria Fernandes, empresa dispersa na praça lisboeta, tem as acções suspensas de negociação desde 26 de Março deste ano, por imposição da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A última vez que negociaram foi a 28 de Janeiro, nos 2,66 euros.

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Previsões: Standard & Poor"s 500 pode subir 21% no próximo ano

As bolsas norte-americanas poderão subir mais em 2010 do que a média prevista pelos principais estrategas de Wall Street, à medida que o crescimento económico e os lucros das empresas se forem intensificando, salienta a Prudential International Investments Advisers.

John Praveen, principal estratega daquela gestora de activos, prevê que o Standard & Poor’s 500 possa disparar para os 1.350 pontos no próximo ano, o que corresponde a mais 21% do que o valor de fecho da sessão de ontem, refere a Bloomberg.

Mas não é tudo. De acordo com este responsável, em entrevista à Bloomberg TV, as bolsas dos mercados emergentes e da Europa poderão registar uma subida ainda mais significativa, escalando cerca de 25% em 2010.

Esta estimativa de Praveen é mais optimista do que as de Thomas Lee, estratega do JPMorgan Chase, e David Kostin, do Goldman Sachs Group, que foram os analistas com previsões mais acertadas este ano. Estes dois analistas estimam que as taxas de juro em torno de zero nos EUA e o crescimento dos lucros das empresas em mais de 26% impulsionarão o S&P500 para 1.300 e 1.250 pontos, respectivamente, no próximo ano. Uma subida de cerca de 11% face aos valores actuais.

Thomas Doerflinger, estratega do UBS, também coloca o índice nos 1.250 pontos em 2010, devido à combinação de um aumento dos lucros e das fusões e aquisições, segundo a Bloomberg.

A estimativa média de 10 corretoras analisadas pela Bloomberg aponta para que o S&P500 se estabeleça nos 1.223 pontos no próximo ano. Este ano, o Standard & Poor’s acumula um ganho de 23,2%.

Fonte: Jornal de Negócios

Google deve lançar aparelho celular próprio em 2010, diz jornal

O Google pretende lançar um telefone celular próprio em 2010 e que será vendido on-line para os consumidores, diz o "Wall Street Journal".

Segundo o jornal, o aparelho se chama Nexus One e vai usar o sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google e usado por várias fabricantes.

Neste sábado (12), em blog oficial, o Google disse que entregou para uma série de empregados em todo o mundo um aparelho "inovador" que usa o sistema Android.

"Isso significa que eles poderão testar a nova tecnologia e ajudar a melhorá-la", escreveu Mario Queiroz, vice-presidente da companhia.

Nos últimos anos, surgem especulações frequentes de que o Google vai entrar nesse mercado, repetindo a Apple.

Fonte: Folha Online

China fecha 530 sites de compartilhamento de arquivos

Nos últimos dias, as autoridades chinesas fecharam 530 sites de compartilhamento de arquivos que utilizavam o programa BitTorrent, entre estes o popular BTChina.net, informou nesta segunda-feira (14) o jornal oficial "China Daily".

Conforme a Administração Estatal de Rádio, Cinema e Televisão, os sites não tinham autorização para funcionar.

Segundo as fontes da administração, responsável pela censura chinesa, os sites ofereciam, sobretudo filmes, séries de televisão e outros programas, "alguns de conteúdo erótico".

A instituição estatal destacou que dará continuidade à campanha de investigação de páginas de compartilhamento de arquivos, P2P (peer to peer), e ressaltou que a regulação dos conteúdos audiovisuais na internet é "uma tarefa de longo prazo".

O jornal "China Daily" assinalou que a campanha contra os sites que utilizam o sistema BitTorrent gerou o aumento da venda de filmes e discos piratas na rua.

A China é um dos países que maior censura e controle exerce sobre os conteúdos na internet, embora seja a nação com maior número de internautas, mais de 300 milhões.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Abert adere a movimento para proteção de conteúdo na web

A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) informou hoje que aderiu à Declaração de Hamburgo, documento internacional que defende o respeito às leis de propriedade intelectual para conteúdo jornalístico reproduzido na internet. Segundo a entidade, a manifestação foi lançada em junho deste ano, após encontro do Conselho Europeu de Publishers e da associação Mundial de Jornais, e já conta com 221 signatários em todo o mundo entre empresas de comunicação e associações representativas de rádio e televisão, jornais e revistas.

Para o presidente da Abert, Daniel Slaviero, a liberdade que caracteriza a web não deve significar a ausência completa de normas e o desrespeito a leis já existentes para outros meios. Ele afirma que a proteção da propriedade intelectual na rede é essencial para garantir a qualidade do conteúdo oferecido à sociedade, principalmente, quando se trata de jornalismo.

A Declaração de Hamburgo afirma que o equilíbrio econômico-financeiro das empresas jornalísticas em todo o mundo está sendo prejudicado pela atuação de vários agregadores de conteúdo que utilizam a produção de jornalistas, editores e empresas de comunicação sem pagar por seu uso. O tema já foi discutido em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara e deve ser debatido novamente na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que acontece de hoje a quinta-feira, em Brasília.

Fonte: TeleSíntese

Cosan compra rede de postos da Petrosul em São Paulo

A Cosan, maior empresa do setor sucroalcooleiro do Brasil, comprou a rede de postos de combustíveis da Petrosul no Estado de São Paulo, informou a companhia nesta segunda-feira, conforme havia antecipado o colunista do iG Guilherme Barros. Segundo curto comunicado da Cosan distribuído à imprensa, o negócio inclui a compra de 83 postos de serviço da Petrosul no Estado, que terão a bandeira mudada para Esso.

A compra não inclui os negócios de distribuição e armazenamento de combustíveis da Petrosul. Não foram informados os valores envolvidos na operação.

"A decisão faz parte da estratégia da empresa de realizar investimentos nas marcas Esso e Mobil e seguir crescendo sua participação nos mercados de combustíveis e lubrificantes", informou a empresa.

A Cosan comprou a rede de postos da Esso no ano passado por aproximadamente US$ 1 bilhão, incluindo as dívidas da operação brasileira da gigante norte-americana ExxonMobil.

Desde então, ela tem sido ativa na promoção do etanol nos postos da Esso em São Paulo, maior mercado consumidor do produto no Brasil.

O etanol hidratado, utilizado nos veículos bicombustíveis, se tornou o principal combustível consumido no Estado de São Paulo, com vendas totais quase 30% superiores às da gasolina.


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Schumacher ganhará R$ 57 milhões por temporada na Mercedes, diz jornal

O diário inglês "Daily Mirror" repetiu os alemães da "Focus" e do "Bild" e garantiu que Michael Schumacher já aceitou a proposta da Mercedes para disputar a temporada 2010 da F1

A contratação de Michael Schumacher pela Mercedes foi cravada por outra publicação europeia. Depois da revista “Focus” e do jornal “Bild”, ambas alemãs, agora o diário inglês “Daily Mirror” garantiu que o heptacampeão mundial disse sim para a proposta do time chefiado por Ross Brawn para voltar à F1 em 2010 e ser companheiro de Nico Rosberg.

A maior diferença entre a notícia publicada pelo jornal inglês e pela imprensa alemã é sobre o salário que será pago a Schumacher. Segundo o “Daily Mirror”, o germânico vai receber £ 20 milhões (em torno de R$ 57 milhões) por apenas uma temporada – ao contrário do valor de € 3,5 milhões (aproximadamente R$ 9 milhões) veiculado pela “Focus” e de € 7 milhões (quase R$ 18 milhões) publicado pelo “Bild”.

Ainda assim, é menos do que Schumi ganhava na Ferrari, por volta de £ 30 milhões (em torno de R$ 85 milhões), e muito mais do que Jenson Button pediu para ficar na Mercedes (ex-Brawn): £ 8,5 milhões (aproximadamente R$ 24 milhões).

A volta de Schumacher vem sendo especulada desde o acidente de Felipe Massa no treino de classificação do GP da Hungria, em julho. Na época, o veterano concordou em substituir o brasileiro na Ferrari, mas desistiu da ideia por causa de uma lesão no pescoço decorrente de uma queda sofrida durante uma competição de moto no início do ano. Contudo, o empresário do germânico, Willi Weber, declarou que Michael já está curado da lesão no pescoço.

Uma fonte próxima ao ex-piloto garantiu ao “Bild” que "o alemão se sente em forma e saudável, os últimos testes foram positivos, e ele mal pode esperar para trabalhar com Ross Brawn novamente". Para isso, teve de rescindir o contrato de um ano que tinha para prestar consultoria para a Ferrari. Segundo o "Bild", o rompimento foi amigável, mas o "Daily Mirror" informou que os integrantes da equipe italiana ficaram surpresos com o fato.

Procurada pela agência de notícias alemã “DPA”, a porta-voz de Schumacher, Sabine Kehm, não quis falar sobre o assunto. A assessoria da Mercedes também não fez maiores comentários, mas não chegou a desmentir o acordo.

O possível retorno do heptacampeão já provocou repercussões de algumas personalidades da F1 na atualidade. Button afirmou que Schumi pode arriscar sua reputação adquirida durante sua carreira se resolver voltar. Já Adrian Sutil pensa que seu compatriota deveria se manter aposentado para dar chance à entrada de jovens pilotos na categoria.


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