As conversações sobre o montante e o "timing" das ajudas à Grécia estão a intensificar-se e têm sido diariamente acrescentadas ao debate novas propostas. Uma delas é que os credores de Atenas também assumam parte do resgate. A acontecer, serão os bancos franceses os mais penalizados.
Numa altura em que já se fala em valores como 120 mil milhões de euros de ajuda à Grécia para evitar que esta entre em incumprimento, Berlim veio propor uma nova condição para a atribuição das referidas ajudas: que os credores da Grécia assumam parte do custo da operação.
Um porta voz do partido de Merkel (CDU), em declarações recolhidas pela Reuters, solicitou que os bancos que beneficiaram da dívida grega aceitem agora um desconto no valor dos seus títulos de dívida, o que equivale a uma renegociação, avança o “Cinco Días”.
Os mais afectados por esta eventual redução de valor seriam os bancos franceses, que – segundo os dados do Banco de Pagamentos Internacionais – acumulavam em finais de 2009 o equivalente a 55.000 milhões de euros de dívida grega.
No entanto, esta exposição poderá ser maior, devido ao crédito concedido pelo Emporiki Bank of Greece, subsidiária do Crédit Agricole, referiu o Citigroup numa nota de análise citada pelo "The Wall Street Journal".
Em segundo lugar em matéria de exposição à dívida grega, figuram as entidades suíças, com 47.000 milhões de euros, seguindo-se os alemães com 31 mil milhões. A exposição do Reino Unido era de 11,3 mil milhões no final do ano passado.
Fonte: Jornal de Negócios
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
«Fifa World Cup 2010» poderá ser lançado hoje
Fifa World Cup 2010» tem lançamento previsto para esta terça-feira, incluindo uma série de novidades na jogabilidade e elementos cénicos que aludem ao nível do clima da África do Sul.
Neste quarto jogo oficial de uma Taça do Mundo, produção paralela ao «Fifa Soccer», a distribuidora Electronic Arts (EA) aproveita para testar eventuais alterações à jogabilidade de outras edições.
Nas novidades, destaca-se o efeito de altitude dos estádios, que influenciará a velocidade da bola e o cansaço dos jogadores; e os «novos» estádios, com torcidas adequadas às equipas em campo, incluindo as tradicionais vuvuzelas e a presença de público feminino.
Os treinadores têm agora um papel mais preponderante, sendo representados com as suas características próprias e manifestando contentamento ou desagrado conforme as jogadas. Pode-se, inclusivamente, jogar como treinador.
Os cenários, agora mais realistas, contarão com banco de suplentes, placas de patrocinadores, letreiros da Fifa, entre outros. Com 199 selecções à escolha, é ainda possível jogar no modo «Eliminatórias».
Visite a fonte da informação aqui
Neste quarto jogo oficial de uma Taça do Mundo, produção paralela ao «Fifa Soccer», a distribuidora Electronic Arts (EA) aproveita para testar eventuais alterações à jogabilidade de outras edições.
Nas novidades, destaca-se o efeito de altitude dos estádios, que influenciará a velocidade da bola e o cansaço dos jogadores; e os «novos» estádios, com torcidas adequadas às equipas em campo, incluindo as tradicionais vuvuzelas e a presença de público feminino.
Os treinadores têm agora um papel mais preponderante, sendo representados com as suas características próprias e manifestando contentamento ou desagrado conforme as jogadas. Pode-se, inclusivamente, jogar como treinador.
Os cenários, agora mais realistas, contarão com banco de suplentes, placas de patrocinadores, letreiros da Fifa, entre outros. Com 199 selecções à escolha, é ainda possível jogar no modo «Eliminatórias».
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Microsoft: 42% do software utilizado em Portugal é ilegal
Mais de 40% do software utilizado em Portugal é ilegal, perdendo-se cerca de um quarto do valor do setor das tecnologias de informação, revelou esta terça-feira o responsável de Propriedade Intelectual da Microsoft Portugal.
«A taxa de pirataria de software em Portugal é de 42%», disse Artur Amaral, à margem do III Fórum «Marcas e Patentes - Chave do Sucesso», em Lisboa, realçando que «é uma taxa superior à média europeia, que ronda os 35%».
Segundo o responsável da Microsoft, «os impactos da utilização ilegal de software totalizam cerca de um quarto de todo o setor de tecnologias de informação», apontando como consequência «o enfraquecimento das indústrias de software e de serviços adicionais».
Visite a fonte da informação aqui
«A taxa de pirataria de software em Portugal é de 42%», disse Artur Amaral, à margem do III Fórum «Marcas e Patentes - Chave do Sucesso», em Lisboa, realçando que «é uma taxa superior à média europeia, que ronda os 35%».
Segundo o responsável da Microsoft, «os impactos da utilização ilegal de software totalizam cerca de um quarto de todo o setor de tecnologias de informação», apontando como consequência «o enfraquecimento das indústrias de software e de serviços adicionais».
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Ahmadinejad: Irão e Brasil devem criar «nova ordem mundial»
O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, disse hoje, em Teerão, durante um encontro com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, que o seu país e o Brasil devem trabalhar em conjunto para criar uma "nova ordem mundial".
"Irão e Brasil devem desempenhar juntos um papel para a criação de uma nova ordem mundial justa", disse Ahmadinejad a Amorim, citado pela agência de notícias iraniana Irna.
Amorim encontra-se no Irão desde segunda feira para preparar a visita do presidente brasileiro, Lula da Silva, prevista para os dias 16 e 17 de maio.
Além de Ahmadinejad, o ministro brasileiro teve encontros com o seu homólogo iraniano, Manuchehr Mottaki, e com o presidente do parlamento iraniano, Ari Larijani.
Na segunda feira, Amorim reuniu-se com o secretário geral do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Said Jalili, o principal negociador iraniano para a questão nuclear.
Nesta visita a Teerão, Celso Amorim reforçou a posição brasileira de apoio ao programa nuclear iraniano para fins pacíficos, mas insistiu com as autoridades do país para que deem garantias de que não haverá desvio para finalidades militares e para que sejam flexíveis nas negociações com o Ocidente.
Uma forma de garantir que o Irão não tem intenção de desenvolver armas atómicas seria o enriquecimento de urânio noutros países, na avaliação de Amorim.
O chanceler pediu ao Irão e às potências ocidentais que finalizem, portanto, um acordo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que seja enviado combustível nuclear para o reator de pesquisas em Teerão.
"Esse acordo é importante e cria confiança entre o Irão e a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica), mas, como qualquer outra negociação, deve haver flexibilidade em todos os lados", assinalou o ministro brasileiro.
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"Irão e Brasil devem desempenhar juntos um papel para a criação de uma nova ordem mundial justa", disse Ahmadinejad a Amorim, citado pela agência de notícias iraniana Irna.
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Além de Ahmadinejad, o ministro brasileiro teve encontros com o seu homólogo iraniano, Manuchehr Mottaki, e com o presidente do parlamento iraniano, Ari Larijani.
Na segunda feira, Amorim reuniu-se com o secretário geral do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Said Jalili, o principal negociador iraniano para a questão nuclear.
Nesta visita a Teerão, Celso Amorim reforçou a posição brasileira de apoio ao programa nuclear iraniano para fins pacíficos, mas insistiu com as autoridades do país para que deem garantias de que não haverá desvio para finalidades militares e para que sejam flexíveis nas negociações com o Ocidente.
Uma forma de garantir que o Irão não tem intenção de desenvolver armas atómicas seria o enriquecimento de urânio noutros países, na avaliação de Amorim.
O chanceler pediu ao Irão e às potências ocidentais que finalizem, portanto, um acordo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que seja enviado combustível nuclear para o reator de pesquisas em Teerão.
"Esse acordo é importante e cria confiança entre o Irão e a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica), mas, como qualquer outra negociação, deve haver flexibilidade em todos os lados", assinalou o ministro brasileiro.
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Lucros da Portucel crescem 15,6% e superam previsões
A Portucel registou um resultado líquido de 32,2 milhões de euros no primeiro trimestre de 2010, um aumento de 15,6% face aos 27,9 milhões de euros do mesmo período do ano passado.
Analistas consultados pela Reuters aguardavam lucros de 28 milhões de euros, em minha com o obtido no mesmo período do ano passado.
O volume de negócios da papeleira atingiu os 294,3 milhões de euros até Março, subindo 11,6% face ao primeiro trimestre de 2009.
Um aumento que, refere a empresa em comunicado, “resulta essencialmente de um maior volume de papel vendido, sustentado pela produção da nova fábrica de papel, e do aumento de produção e venda de energia”. A Portucel destaca que no negócio do papel, “o forte aumento registado nas quantidades colocadas no mercado, proporcionado pelo arranque da nova fábrica, mais do que compensou a redução de cerca de 6% do preço médio de venda”.
A actividade de energia do grupo, por seu lado, aumento no primeiro trimestre cerca de 79,4% face ao período homólogo, “um aumento explicado pela entrada em funcionamento da nova central de cogeração a gás natural em Setúbal, em Agosto de 2009, e pelas novas centrais termoeléctricas a biomassa de Cacia e Setúbal, que entraram em funcionamento no final de 2009”, refere a Portucel.
O EBITDA da papeleira subiu, nos primeiros três meses de 2010, 25,9% para os 72,4 milhões de euros.
Já os resultados operacionais cresceram 4,4% para 41,2 milhões de euros.
Até Março passado o grupo investiu 24,4 milhões de euros, menos 86,5 milhões do que os 110,9 milhões que tinha investido nos primeiros três meses de 2009.
A dívida líquida remunerada do grupo aumentou para os 661,1 milhões de euros.
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Analistas consultados pela Reuters aguardavam lucros de 28 milhões de euros, em minha com o obtido no mesmo período do ano passado.
O volume de negócios da papeleira atingiu os 294,3 milhões de euros até Março, subindo 11,6% face ao primeiro trimestre de 2009.
Um aumento que, refere a empresa em comunicado, “resulta essencialmente de um maior volume de papel vendido, sustentado pela produção da nova fábrica de papel, e do aumento de produção e venda de energia”. A Portucel destaca que no negócio do papel, “o forte aumento registado nas quantidades colocadas no mercado, proporcionado pelo arranque da nova fábrica, mais do que compensou a redução de cerca de 6% do preço médio de venda”.
A actividade de energia do grupo, por seu lado, aumento no primeiro trimestre cerca de 79,4% face ao período homólogo, “um aumento explicado pela entrada em funcionamento da nova central de cogeração a gás natural em Setúbal, em Agosto de 2009, e pelas novas centrais termoeléctricas a biomassa de Cacia e Setúbal, que entraram em funcionamento no final de 2009”, refere a Portucel.
O EBITDA da papeleira subiu, nos primeiros três meses de 2010, 25,9% para os 72,4 milhões de euros.
Já os resultados operacionais cresceram 4,4% para 41,2 milhões de euros.
Até Março passado o grupo investiu 24,4 milhões de euros, menos 86,5 milhões do que os 110,9 milhões que tinha investido nos primeiros três meses de 2009.
A dívida líquida remunerada do grupo aumentou para os 661,1 milhões de euros.
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Strauss-Kahn diz que Grécia corre o risco de entrar numa situação "insustentável"
A Grécia corre o risco de entrar numa situação "insustentável" se não receber ajuda financeira, afirmou hoje o director geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn.
"Se não forem ajudados, vão ficar numa situação insustentável. Não digo que a ajuda será fácil. Será difícil", afirmou o responsável do FMI, citado pelo jornal francês 'La Tribune'.
"É preciso que os gregos tenham presente que o saneamento das contas públicas, depois de vários anos de desvios imprudentes, vai ser penoso e difícil", afirmou Strauss-Kahn.
"No entanto, não há outra solução para sair desta situação. Pensar que basta desvalorizar o médico quando este prescreve remédios desagradáveis para já não estar doente seria uma completa ilusão", acrescenta.
O director geral do FMI acrescentou ainda que "se emprestarmos [dinheiro] à Grécia, haverá uma contribuição de outros países, incluindo países muito mais pobres".
Fonte: Jornal de Negócios
"Se não forem ajudados, vão ficar numa situação insustentável. Não digo que a ajuda será fácil. Será difícil", afirmou o responsável do FMI, citado pelo jornal francês 'La Tribune'.
"É preciso que os gregos tenham presente que o saneamento das contas públicas, depois de vários anos de desvios imprudentes, vai ser penoso e difícil", afirmou Strauss-Kahn.
"No entanto, não há outra solução para sair desta situação. Pensar que basta desvalorizar o médico quando este prescreve remédios desagradáveis para já não estar doente seria uma completa ilusão", acrescenta.
O director geral do FMI acrescentou ainda que "se emprestarmos [dinheiro] à Grécia, haverá uma contribuição de outros países, incluindo países muito mais pobres".
Fonte: Jornal de Negócios
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Brasil paga dez vezes mais por banda larga do que países desenvolvidos
O Brasil paga dez vezes mais por acesso à conexão banda larga do que países desenvolvidos, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em Brasília.
Enquanto na renda mensal dos brasileiros o gasto médio com banda larga no Brasil custava, proporcionalmente, 4,58% da renda mensal per capita de 2009, nos países desenvolvidos a mesma relação gravitava em torno de 0,5% --quase dez vezes menor, segundo os dados apresentados. Na Rússia, o índice caía para menos da metade no período, ou 1,68%.
Segundo o Ipea, são três os fatores que contribuem para o alto preço do serviço: baixo nível de competição, elevada carga tributária e baixa renda da população.
Dentre os pontos apresentados para melhoria do acesso à banda larga no Brasil, o Ipea defende a mudança da Lei Geral de Telecomunicações (1997), que posiciona a internet como um serviço agregado à telefonia; redução das desigualdades regionais (veja abaixo); redução de lacunas no mercado e no acesso; redução da carga tributária; e enfocar, além da infraestrutura, na qualidade da conexão.
O estudo vem em meio às intensas discussões sobre a adoção do Plano Nacional de Banda Larga, cujo objetivo é massificar o acesso à internet no país a preços menores que os praticados atualmente pelo mercado. A proposta do governo é oferecer a banda larga a preço em torno de R$ 30.
A projeção do Ipea indica ainda que redução de alíquota do imposto da banda larga para operadoras não vai resolver os problemas de preço e de abrangência a rincões brasileiros nos quais a conexão banda larga não chega.
O instituto evitou, contudo, defender diretamente a adoção de um mecanismo estatal para ampliação do acesso --embora o estudo aponte que haverá investimento do Estado em países desenvolvidos para ampliação do acesso residencial.
"A diferença do Brasil entre outros países está aumentando", disse o técnico João Maria de Oliveira, coautor do trabalho. "Independentemente do mecanismo [estatal ou não], o que deve acontecer é a livre participação. Em países como Austrália e Alemanha, existe a intervenção estatal para ampliação." Nesse âmbito, o estudo também cita países como Estados Unidos e França.
Falha na cobertura
Ao final de 2008, dos 58 milhões de domicílios brasileiros, 79% (46 milhões) não tinham acesso à internet, enquanto apenas 21% (12 milhões) desfrutavam desse serviço.
Segundo os dados projetados pelo instituto, a conexão banda larga chega a apenas 3,1% dos domicílios rurais brasileiros, percentual que totaliza 266 mil residências de um total de 8,6 milhões.
Estados isolados como Roraima e Amapá têm acessos residenciais praticamente inexistentes. No Nordeste, a banda larga chega a menos de 15% dos domicílios.
A disparidade entre o porcentual de acessos de banda larga em domicílios nas regiões rurais e urbanas é grande. No Centro-Oeste, regiões urbana e rural detém, respectivamente, 28,1% e 5,2%. Já no Nordeste a região urbana tem 14,3%, enquanto a região rural tem 1,1%. A região Norte tem 10,9% dos acessos na região urbana, e a região rural possui 1,9%.
No Sudeste, a região urbana tem 27,8% de domicílios com acesso à banda larga, enquanto o meio rural detém 5,5%.
O Sul vem com 29,6% dos acessos em áreas urbanas --na região rural, o número cai para 5,2%.
"A penetração no Brasil é bastante crítica", disse Luis Kubota, um dos técnicos responsáveis pelo estudo. Ele afirma ainda que, embora o preço tenha caído, a densidade de acesso ainda está abaixo dos padrões internacionais --mesmo em relação a países com nível de desenvolvimento econômico semelhante, como México e Turquia.
Segundo os técnicos do Ipea, o Brasil tem uma média de conexão de 1 Mbps (megabit por segundo), enquanto países como Japão e Coreia têm conexões de 100 Mbps. "Isso acontece por causa do uso de fibra óptica, que propicia velocidades mais altas", afirmou Kubota.
Na divisão por velocidade de conexão, 34% das residências têm até 256 Kbps, enquanto 20% apresentam conexão entre 256 Kbps e 1 Mbps. Outros 15% possuem conexões entre 1 e 2 Mbps. Conexões entre 4 e 8 Mbps ou acima disso correspondem a apenas 2% da população. Outros 23% não souberam responder as velocidades.
O Ipea defendeu abertamente o investimento de acesso mais veloz a longo prazo --a maioria dos países está pensando na 2ª geração de banda larga, enquanto o Brasil "nem resolveu a primeira", nas palavras do técnico Rodrigo Abdalla.
"O investimento na infraestrutura de banda larga não é um fim em si mesmo. Ele traz desenvolvimento em educação, transporte, saúde e energia elétrica", declarou Kubota, apontando que o aumento de 1% da conexão é diretamente proporcional ao aumento de 1,2% do PIB.
Com detalhes da abrangência nacional e internacional, o estudo é um dos maiores já feitos no país e compila dados do ICT Development Index e de instituições como a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), além da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), extraídos entre os anos 2008 e 2009.
Visite a fonte da informação aqui
Enquanto na renda mensal dos brasileiros o gasto médio com banda larga no Brasil custava, proporcionalmente, 4,58% da renda mensal per capita de 2009, nos países desenvolvidos a mesma relação gravitava em torno de 0,5% --quase dez vezes menor, segundo os dados apresentados. Na Rússia, o índice caía para menos da metade no período, ou 1,68%.
Segundo o Ipea, são três os fatores que contribuem para o alto preço do serviço: baixo nível de competição, elevada carga tributária e baixa renda da população.
Dentre os pontos apresentados para melhoria do acesso à banda larga no Brasil, o Ipea defende a mudança da Lei Geral de Telecomunicações (1997), que posiciona a internet como um serviço agregado à telefonia; redução das desigualdades regionais (veja abaixo); redução de lacunas no mercado e no acesso; redução da carga tributária; e enfocar, além da infraestrutura, na qualidade da conexão.
O estudo vem em meio às intensas discussões sobre a adoção do Plano Nacional de Banda Larga, cujo objetivo é massificar o acesso à internet no país a preços menores que os praticados atualmente pelo mercado. A proposta do governo é oferecer a banda larga a preço em torno de R$ 30.
A projeção do Ipea indica ainda que redução de alíquota do imposto da banda larga para operadoras não vai resolver os problemas de preço e de abrangência a rincões brasileiros nos quais a conexão banda larga não chega.
O instituto evitou, contudo, defender diretamente a adoção de um mecanismo estatal para ampliação do acesso --embora o estudo aponte que haverá investimento do Estado em países desenvolvidos para ampliação do acesso residencial.
"A diferença do Brasil entre outros países está aumentando", disse o técnico João Maria de Oliveira, coautor do trabalho. "Independentemente do mecanismo [estatal ou não], o que deve acontecer é a livre participação. Em países como Austrália e Alemanha, existe a intervenção estatal para ampliação." Nesse âmbito, o estudo também cita países como Estados Unidos e França.
Falha na cobertura
Ao final de 2008, dos 58 milhões de domicílios brasileiros, 79% (46 milhões) não tinham acesso à internet, enquanto apenas 21% (12 milhões) desfrutavam desse serviço.
Segundo os dados projetados pelo instituto, a conexão banda larga chega a apenas 3,1% dos domicílios rurais brasileiros, percentual que totaliza 266 mil residências de um total de 8,6 milhões.
Estados isolados como Roraima e Amapá têm acessos residenciais praticamente inexistentes. No Nordeste, a banda larga chega a menos de 15% dos domicílios.
A disparidade entre o porcentual de acessos de banda larga em domicílios nas regiões rurais e urbanas é grande. No Centro-Oeste, regiões urbana e rural detém, respectivamente, 28,1% e 5,2%. Já no Nordeste a região urbana tem 14,3%, enquanto a região rural tem 1,1%. A região Norte tem 10,9% dos acessos na região urbana, e a região rural possui 1,9%.
No Sudeste, a região urbana tem 27,8% de domicílios com acesso à banda larga, enquanto o meio rural detém 5,5%.
O Sul vem com 29,6% dos acessos em áreas urbanas --na região rural, o número cai para 5,2%.
"A penetração no Brasil é bastante crítica", disse Luis Kubota, um dos técnicos responsáveis pelo estudo. Ele afirma ainda que, embora o preço tenha caído, a densidade de acesso ainda está abaixo dos padrões internacionais --mesmo em relação a países com nível de desenvolvimento econômico semelhante, como México e Turquia.
Segundo os técnicos do Ipea, o Brasil tem uma média de conexão de 1 Mbps (megabit por segundo), enquanto países como Japão e Coreia têm conexões de 100 Mbps. "Isso acontece por causa do uso de fibra óptica, que propicia velocidades mais altas", afirmou Kubota.
Na divisão por velocidade de conexão, 34% das residências têm até 256 Kbps, enquanto 20% apresentam conexão entre 256 Kbps e 1 Mbps. Outros 15% possuem conexões entre 1 e 2 Mbps. Conexões entre 4 e 8 Mbps ou acima disso correspondem a apenas 2% da população. Outros 23% não souberam responder as velocidades.
O Ipea defendeu abertamente o investimento de acesso mais veloz a longo prazo --a maioria dos países está pensando na 2ª geração de banda larga, enquanto o Brasil "nem resolveu a primeira", nas palavras do técnico Rodrigo Abdalla.
"O investimento na infraestrutura de banda larga não é um fim em si mesmo. Ele traz desenvolvimento em educação, transporte, saúde e energia elétrica", declarou Kubota, apontando que o aumento de 1% da conexão é diretamente proporcional ao aumento de 1,2% do PIB.
Com detalhes da abrangência nacional e internacional, o estudo é um dos maiores já feitos no país e compila dados do ICT Development Index e de instituições como a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística), além da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), extraídos entre os anos 2008 e 2009.
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Piratas chineses clonam iPad e "lançam" tablet por US$ 410
Pouco mais de três semanas depois do lançamento mundial, versões piratas do tablet iPad, da Apple, começaram a surgir em lojas on-line e físicas na China.
A Apple recentemente adiou o lançamento internacional do iPad, afirmando que a imensa demanda nos Estados Unidos apanhou de surpresa a companhia. Mas os consumidores chineses que estão em busca de versões do mais recente produto da empresa não precisam ir mais longe que um movimentado centro de eletrônicos em Shenzhen, próspera cidade do sul da China, próxima da fronteira com Hong Kong.
Lá, pequenas lojas estão repletas de versões piratas de toda espécie de produtos, do Windows 7 a US$ 2 a uma ampla gama de produtos da Apple, como iPhones, MacBooks e MacBook Air.
Depois de extensas consultas a diversos comerciantes, um deles, cujo sobrenome é Lin, ofereceu o item procurado, em uma sala escura do quinto andar do mercado, longe do movimento.
Pesado e espesso, com três portas USB e forma mais retangular que a do original, esse derivado com aspirações a iPad, acionado por um sistema operacional Windows, parece mais com um iPhone gigante. O preço é de 2,8 mil yuans (US$ 410), o que o deixa um pouco mais barato que o iPad, vendido por entre US$ 499 e US$ 699.
"Essa é apenas a primeira versão", diz Lin, um agente de vendas com cabelos cortados à escovinha que fala rapidamente em cantonês, o idioma local.
"Embora a forma não seja exatamente a mesma, a aparência externa é bastante semelhante à do iPad, de modo que não acreditamos que isso afete demais as nossas vendas", explicou ele, acrescentando que a diferença se deve à dificuldade de encomendar componentes semelhantes, devido ao curto prazo de dois meses para o desenvolvimento da primeira versão do aparelho.
Os ocupados piratas chineses estão correndo para preencher um vazio que não perdurará, criado pela demanda inesperadamente forte que o iPad encontrou nas primeiras semanas do aparelho no mercado.
"A China é basicamente um mercado que tem a capacidade de clonar tudo, então isso não chega a surpreender", afirmou Edward Yu, presidente-executivo da empresa de pesquisa Analysys International. "Eu não creio que a pirataria seja uma coisa ruim para o iPad dado que a China tem uma enorme população. Pode ser que os iPads clonados deem aos potenciais usuários um gostinho do que se trata o aparelho."
De volta a Shenzhen, Lin afirmou que fábricas na região do delta do rio Pérola, maior centro de exportação de manufaturas da China, estão trabalhando duro em uma versão atualizada dos iPads pirateados para satisfazerem a demanda.
"Essa é a apenas a primeira versão, sem ajustes", disse Lin. "As fábricas poderão produzir uma cópia muito melhor mais para frente."
Visite a fonte da informação
Fonte: Folha Online
A Apple recentemente adiou o lançamento internacional do iPad, afirmando que a imensa demanda nos Estados Unidos apanhou de surpresa a companhia. Mas os consumidores chineses que estão em busca de versões do mais recente produto da empresa não precisam ir mais longe que um movimentado centro de eletrônicos em Shenzhen, próspera cidade do sul da China, próxima da fronteira com Hong Kong.
Lá, pequenas lojas estão repletas de versões piratas de toda espécie de produtos, do Windows 7 a US$ 2 a uma ampla gama de produtos da Apple, como iPhones, MacBooks e MacBook Air.
Depois de extensas consultas a diversos comerciantes, um deles, cujo sobrenome é Lin, ofereceu o item procurado, em uma sala escura do quinto andar do mercado, longe do movimento.
Pesado e espesso, com três portas USB e forma mais retangular que a do original, esse derivado com aspirações a iPad, acionado por um sistema operacional Windows, parece mais com um iPhone gigante. O preço é de 2,8 mil yuans (US$ 410), o que o deixa um pouco mais barato que o iPad, vendido por entre US$ 499 e US$ 699.
"Essa é apenas a primeira versão", diz Lin, um agente de vendas com cabelos cortados à escovinha que fala rapidamente em cantonês, o idioma local.
"Embora a forma não seja exatamente a mesma, a aparência externa é bastante semelhante à do iPad, de modo que não acreditamos que isso afete demais as nossas vendas", explicou ele, acrescentando que a diferença se deve à dificuldade de encomendar componentes semelhantes, devido ao curto prazo de dois meses para o desenvolvimento da primeira versão do aparelho.
Os ocupados piratas chineses estão correndo para preencher um vazio que não perdurará, criado pela demanda inesperadamente forte que o iPad encontrou nas primeiras semanas do aparelho no mercado.
"A China é basicamente um mercado que tem a capacidade de clonar tudo, então isso não chega a surpreender", afirmou Edward Yu, presidente-executivo da empresa de pesquisa Analysys International. "Eu não creio que a pirataria seja uma coisa ruim para o iPad dado que a China tem uma enorme população. Pode ser que os iPads clonados deem aos potenciais usuários um gostinho do que se trata o aparelho."
De volta a Shenzhen, Lin afirmou que fábricas na região do delta do rio Pérola, maior centro de exportação de manufaturas da China, estão trabalhando duro em uma versão atualizada dos iPads pirateados para satisfazerem a demanda.
"Essa é a apenas a primeira versão, sem ajustes", disse Lin. "As fábricas poderão produzir uma cópia muito melhor mais para frente."
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Fonte: Folha Online
Chávez anuncia aumento de 40% para militares
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou no domingo um aumento salarial de 40% para os integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).
Segundo Chávez, a medida vai incluir todos as patentes e será retroativa a 1º de abril.
Leia mais na BBC Brasil
Segundo Chávez, a medida vai incluir todos as patentes e será retroativa a 1º de abril.
Leia mais na BBC Brasil
Taxa de vacinação em Portugal superior a 95%
A taxa de cobertura de vacinação em Portugal é superior a 95 por cento, o que contribuiu para a “quase” erradicação de doenças como o sarampo e a rubéola. A Direcção-Geral da Saúde apela à necessidade de manter estes valores.
Para reforçar junto da população e dos profissionais a importância da adesão ao Programa Nacional de Vacinação (PNV), Portugal aderiu pela primeira vez à Semana Europeia da Vacinação.
A subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas, disse à Lusa que esta iniciativa da Organização Mundial da Saúde existe há cinco anos e visa “promover e recordar às pessoas como é importante a vacinação”.
“Em Portugal, temos tido taxas muito boas de adesão à vacinação. Os profissionais e famílias são muito colaborantes e, portanto, não vimos, até agora, necessidade prioritária de aderir a esta iniciativa”, adiantou.
No entanto, lembrou, “os programas de vacinação, quando correm muito bem, acabam por ser vítimas do seu próprio sucesso. As pessoas deixam de ver as doenças e tendem a esquecer-se da vacinação, o que não é o caso de Portugal”.
Segundo a DGS, desde o início do PNV, há 45 anos, “já foram vacinadas cerca de 10 milhões de crianças, bem como vários milhões de adultos”, o que resultou em “elevadas coberturas vacinais” que foram mantidas ao longo dos anos.
A taxa de cobertura vacinal tem rondado, nos últimos anos, os 96/97 por cento para as vacinas administradas no primeiro ano de vida, 94/95 por cento para as aplicadas durante o segundo ano de vida e aos 5/6 anos.
“Portugal tem excelentes taxas de cobertura e não vamos fazer nenhuma campanha para vacinar mais pessoas. Limitamo-nos a aderir [à iniciativa] no sentido de recordar a todos que o que conquistámos até agora foi muito importante e devemos continuar assim”, sublinhou Graça Freitas.
O enfoque especial da Semana Europeia de Vacinação, que decorre entre 24 de abril e 01 de maio, será a vacinação contra o sarampo, considerando os surtos que se têm verificado em vários países europeus como resultado de coberturas vacinais insuficientes.
Em Portugal, são ainda declarados esporadicamente casos de sarampo, importados de outros países, e de rubéola. “Temos de continuar a vacinar porque as doenças não desapareceram do planeta e se o deixarmos de fazer podemos voltar a ter casos, surtos e epidemias” destas doenças, justificou a responsável.
Graça Freitas adiantou que não têm sido registados casos de sarampo e, para evitar o seu aparecimento, as autoridades de saúde têm feito, regularmente, “campanhas de repescagem para pessoas que estão atrasadas na vacinação”.
“Se abrandarmos a vacinação podemos vir a ter surtos” de sarampo, como está a acontecer em Inglaterra e já aconteceu na Alemanha e na Áustria, alertou.
O último estudo sobre a imunidade relativa da população portuguesa às doenças prevenidas pela vacinação no âmbito do PNV (2º Inquérito Serológico Nacional que decorreu em 2001-2002) demonstrou que a maioria da população portuguesa está imunizada para várias doenças abrangidas pelo PNV, nomeadamente o tétano, poliomielite, sarampo e rubéola.
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Para reforçar junto da população e dos profissionais a importância da adesão ao Programa Nacional de Vacinação (PNV), Portugal aderiu pela primeira vez à Semana Europeia da Vacinação.
A subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas, disse à Lusa que esta iniciativa da Organização Mundial da Saúde existe há cinco anos e visa “promover e recordar às pessoas como é importante a vacinação”.
“Em Portugal, temos tido taxas muito boas de adesão à vacinação. Os profissionais e famílias são muito colaborantes e, portanto, não vimos, até agora, necessidade prioritária de aderir a esta iniciativa”, adiantou.
No entanto, lembrou, “os programas de vacinação, quando correm muito bem, acabam por ser vítimas do seu próprio sucesso. As pessoas deixam de ver as doenças e tendem a esquecer-se da vacinação, o que não é o caso de Portugal”.
Segundo a DGS, desde o início do PNV, há 45 anos, “já foram vacinadas cerca de 10 milhões de crianças, bem como vários milhões de adultos”, o que resultou em “elevadas coberturas vacinais” que foram mantidas ao longo dos anos.
A taxa de cobertura vacinal tem rondado, nos últimos anos, os 96/97 por cento para as vacinas administradas no primeiro ano de vida, 94/95 por cento para as aplicadas durante o segundo ano de vida e aos 5/6 anos.
“Portugal tem excelentes taxas de cobertura e não vamos fazer nenhuma campanha para vacinar mais pessoas. Limitamo-nos a aderir [à iniciativa] no sentido de recordar a todos que o que conquistámos até agora foi muito importante e devemos continuar assim”, sublinhou Graça Freitas.
O enfoque especial da Semana Europeia de Vacinação, que decorre entre 24 de abril e 01 de maio, será a vacinação contra o sarampo, considerando os surtos que se têm verificado em vários países europeus como resultado de coberturas vacinais insuficientes.
Em Portugal, são ainda declarados esporadicamente casos de sarampo, importados de outros países, e de rubéola. “Temos de continuar a vacinar porque as doenças não desapareceram do planeta e se o deixarmos de fazer podemos voltar a ter casos, surtos e epidemias” destas doenças, justificou a responsável.
Graça Freitas adiantou que não têm sido registados casos de sarampo e, para evitar o seu aparecimento, as autoridades de saúde têm feito, regularmente, “campanhas de repescagem para pessoas que estão atrasadas na vacinação”.
“Se abrandarmos a vacinação podemos vir a ter surtos” de sarampo, como está a acontecer em Inglaterra e já aconteceu na Alemanha e na Áustria, alertou.
O último estudo sobre a imunidade relativa da população portuguesa às doenças prevenidas pela vacinação no âmbito do PNV (2º Inquérito Serológico Nacional que decorreu em 2001-2002) demonstrou que a maioria da população portuguesa está imunizada para várias doenças abrangidas pelo PNV, nomeadamente o tétano, poliomielite, sarampo e rubéola.
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