quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Champalimaud lança marca OZ Energia para atacar mercado da Galp


O mercado nacional de gás engarrafado já conta com um novo "player". A Gestmin, de Manuel Champalimaud, criou a OZ Energia.


A empresa será formalmente apresentada na próxima semana, para concorrer num mercado liderado pela Galp e onde actuam também as multinacionais BP e Repsol.

Os detalhes e objectivos da OZ Energia serão revelados por Manuel Champalimaud no próximo dia 14, quando a Gestmin fará o lançamento da OZ Energia, em Lisboa. A nova empresa foi criada a partir dos activos que a Gestmin comprou à Galp e que faziam parte da antiga Esso Portuguesa.


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Galp e Jerónimo Martins levam bolsa a subir mais de 1%


A Bolsa de Lisboa fechou a sessão a valorizar mais de 1%, animada sobretudo pela Galp Energia e pela Jerónimo Martins.


O principal índice nacional (PSI-20) encerrou em alta, com uma valorização de 1,01%, para os 7.438,71 pontos, com 18 títulos a negociar em alta e dois a depreciar. Depois de ultrapassada a volatilidade que marcou o início da sessão, a Bolsa de Lisboa fecha com sinal positivo, em linha com as principais praças europeias, que registam ganhos em torno de 1%.

A justificar o bom desempenho dos mercados accionistas, deste e do outro lado do Atlântico, está o anúncio de que os pedidos de desemprego nos EUA caíram na semana passada mais do que o esperado.

Em Lisboa, foram os títulos da Galp Energia e da Jerónimo Martins que mais impulsionaram o índice nacional. A retalhista apreciou 1,83%, para os 8,939 euros enquanto que a petrolífera avançou 2,24%, com cada acção a valer agora 12,545 euros, numa sessão em que o petróleo atingiu máximos de três semanas.

A contribuir para os ganhos esteve também o sector da banca, que terminou a negociação com nota positiva. O BES subiu 1,16% para valer 3,49 euros enquanto o BCP avançou 0,32%, com cada acção a ser transaccionada por 0,627 euros. Destaque para o BPI, que somou 1,93% para os 1,636 euros.

No sector das eléctricas, a EDP valorizou 0,61% para os 2,481 euros, e a EDP Renováveis 0,89% para os 4,316 euros. O UBS elevou o preço-alvo da EDP de 3,50 euros para 3,55 euros e reiterou a recomendação de comprar as acções da eléctrica, considerando que a queda recente dos títulos foi “excessiva”.

Brisa, PT e Cimpor também fecharam em terreno positivo. A concessionária com um ganho de 1,68% para valer 4,962 euros, a operadora nacional a subir 0,53% para os 9,309 euros e a cimenteira a apreciar 0,97%, com cada acção a ser negociada nos 4,77 euros.

A impedir maiores subidas do PSI-20 estiveram a Zon e a Sonae, com perdas de 0,36% e 0,35%, respectivamente.


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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MP denuncia acusados de abater helicóptero da PM

O Ministério Público do Rio (MPRJ) ofereceu denúncia, nesta quarta-feira, contra quatro traficantes envolvidos na tentativa de invasão do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte, que resultou na derrubada de um helicóptero, com a morte de três policiais, em outubro de 2009. Foi pedida a prisão preventiva dos quatro acusados.

O MPRJ requereu, ainda, a continuidade das investigações da 25ª DP (Engenho Novo) sobre a participação de outros 22 suspeitos no episódio ocorrido em outubro de 2009.

Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Helicóptero da PM explodiu após pouso forçado no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Fabiano Atanásio da Silva, vulgo FB, Leandro Domingos Berçot, o Lacoste, Luiz Carlos Santino da Rocha, o Playboy, e Magno Fernando Soeiro Tatagiba de Souza, o Magno da Mangueira, foram denunciados por triplo homicídio qualificado, seis tentativas de homicídio qualificado e associação armada para o tráfico de drogas. De acordo com o MP, caso a denúncia seja recebida, eles irão responder à ação penal pública no 3º Tribunal do Júri da Comarca da Capital. Um quinto suspeito, Michel Carmo de Carvalho, morreu antes do fim das investigações.

Entenda o caso


Liderados por FB, o grupo de traficantes invadiu, na madrugada do dia 17 de outubro de 2009, a comunidade do Morro dos Macacos através de acessos existentes no Complexo do Morro do São João. O objetivo era tomar os pontos de venda de drogas dominados por uma facção criminosa rival. Houve troca de tiros, e a Polícia Militar interveio para acabar com o confronto.

Entre 9h e 9h30, os criminosos reagiram à operação policial, ferindo dois policiais. Por volta de 10h, na comunidade do Morro do São João, próximo ao Morro da Matriz, outras pessoas não identificadas dispararam contra a tripulação do Helicóptero da Polícia Militar. A queda da aeronave provocou a morte dos PMs Marcos Stadler Macedo, Edney Canazaro de Oliveira e Izo Gomes Patrício e outros três feridos.


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Povo judeu «muito mais difamado que os muçulmanos» - Fidel

Fidel Castro defendeu o povo judeu, historicamente «muito mais difamado que os muçulmanos», numa entrevista a um jornalista norte-americano a quem o dirigente cubano pediu para transmitir a mensagem ao Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad.

«Penso que ninguém foi tão difamado como os judeus. Muito mais que os muçulmanos», disse Fidel Castro durante uma entrevista, realizada em três dias, com o jornalista Jeffrey Goldberg, do mensário The Atlantic.

Os judeus «foram difamados muito mais que os muçulmanos porque são caluniados e responsabilizados por tudo. Ninguém acusa os muçulmanos», adiantou o antigo Presidente cubano, de 84 anos, num primeiro encontro de cinco horas de que dá conta Jeffrey Goldberg num artigo divulgado no site da revista.


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Parlamento europeu chumba acordo anti-pirataria

Concluído o prazo estipulado para recolha de assinaturas, o Parlamento Europeu aprovou a declaração 12/2010, que versa "sobre a ausência de um processo transparente e o conteúdo potencialmente censurável" do Acordo Comercial de Combate à Contrafacção, também conhecido como ACTA. A decisão, que ainda não encontra acolhimento no site oficial, é avançada pelo El Mundo.

Em causa está a criação de uma espécie de "tratado internacional" destinado a combater a pirataria à escala mundial, que estaria a ser preparado por vários países, contando com o empenho da Comissão Europeia.

O Parlamento já tinha manifestado, em Março, a sua renitência nesta matéria, ameaçando recorrer ao Tribunal Europeu de Justiça se a decisão da U E de aderir ao acordo se concretizasse.

A sua posição materializou-se também sob a forma da declaração escrita agora aprovada, em que o órgão colegial europeu defende que o ACTA não deveria "impor limitações aos processos judiciais, nem enfraquecer direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e direito à privacidade".

Os autores alertam ainda para problemas legais decorrentes da adesão a um instrumento jurídico deste género, afirmando que o acordo não deve "impor indirectamente a harmonização da legislação da UE em matéria de direitos de autor, de patentes e de marcas e que o princípio da subsidiariedade deve ser respeitado".

Outro dos problemas colocados prende-se com a atribuição aos prestadores de serviços de Internet de responsabilidades pelos dados transmitidos através dos seus serviços, num grau que implicaria uma fiscalização prévia ou filtragem desses dados.

Com esta decisão, o órgão assume que não dará parecer favorável ao acordo, a menos que sejam respeitadas as "exigências" feitas na declaração, aprovada hoje, depois de uma prorrogação do prazo, cujo fim estava inicialmente marcado para 8 de Julho.


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Google lança nova forma de pesquisa instantânea


A Google lançou, hoje em São Francisco, o Google Instant que permitirá fazer uma pesquisa instantânea, sem carregar no botão "search".


A Google lançou, hoje em São Francisco, o Google Instant que permitirá fazer uma pesquisa instantânea, sem carregar no botão “search”, ou seja, basta colocar as primeiras letras da sua pesquisa e o Google prevê a avança com os resultados antes da pesquisa estar concluída.

“Isto significa uma pesquisa mais rápida, simples e apresenta resultados em tempo real e estamos muito satisfeitos com isso”, avançou o Google, a partir do seu evento que está a ocorrer em São Francisco, nos EUA.

Dentro de uma semana, o Google Instant será lançado nos EUA, Espanha, Reino Unido e na Alemanha.


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Bolsas europeias atingem máximo de quatro meses



As principais praças europeias fecharam, na sua maioria, em terreno positivo, atingindo mesmo um máximo de quatro meses, motivado pelo amenizar dos receios de agravamento da crise de dívida pública e pelo bom desempenho da BP.


Depois de ontem as principais bolsas europeias terem fechado no vermelho, hoje, mais do que compensaram o desempenho de ontem, com o índice de referência a atingir um máximo de quatro meses.

O Stoxx 600 fechou a sessão a subir 0,99%, para os 262,33 pontos, naquele que é o valor mais alto desde 26 de Abril. A contribuir para o desempenho de hoje das praças europeias esteve a venda de obrigações por parte de Portugal e Polónia, cuja procura excedeu a oferta, o que fez com que os receios de agravamento da crise de dívida pública tenham sido amenizados.

No caso português a procura superou a oferta em 2,6 vezes, comparado com um rácio de 1,6 observado na venda que ocorreu em Março. Recorde-se que ontem o índice de referência para o espaço europeu tinha deslizado 0,5%, motivado, em parte, por uma notícia do “Wall Street Journal” que apontava para o facto de os testes de stress realizados há cerca de um mês e meio não terem revelado algumas exposições dos bancos europeus à dívida soberana.

Já esta tarde, o Comité Europeu de Supervisão Bancária veio a terreiro garantir que os testes de stress a que foram submetidos os maiores bancos europeus foram realizados com transparência e rigor.

A assumir destaque esteve a petrolífera BP que, na sequência da subida do seu rating de “BBB” para “A”, por parte da Fitch Ratings. A petrolífera subiu 1,3%, para os 412,15 pence (4,96 euros).

A protagonizarem bons desempenhos nas bolsas europeias no dia de hoje estiveram igualmente a sueca Ericsson e a BWIN. A empresa sueca subiu 4,6%, para as 78 coroas suecas (8,37 euros) ao passo que a cotação da empresa de apostas online cresceu 6,4%, para os 41,17 euros, depois de o Tribunal de Justiça Europeu ter considerado a decisão dos tribunais alemães de limitar a empresas estatais a oferta de apostas desportivas e lotarias como ilegais.

Nas principais praças europeias, destaque para a espanhola e para a holandesa, ambas com ganhos acima de 1%. O IBEX subiu 1,02%, para os 10.586,20 pontos, enquanto o AEX avançou 1,12%, para os 331,43 pontos.

Quanto aos restantes, o inglês FTSE valorizou 0,41%, para os 5.429,74 pontos, o alemão DAX subiu 0,76%, para os 6.164,44 pontos e o francês CAC, subiu 0,92%, fixando-se nos 3.677,21 pontos.

Além de Portugal, também a Grécia fechou a sessão em terreno negativo, com um deslize de 2,50%, para 772,32 pontos, com o National Bank of Greece a protagonizar a maior descida do Stoxx 600, com um deslize de 6,4%, para os 9,73 euros.


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Galp e PT levam bolsa a fechar no vermelho


Bolsa nacional fecha a cair depois de ter estado a perder mais de 1% durante o dia, contrariando a tendência do resto da Europa, onde as principais praças fecharam a valorizar.



O PSI-20 fechou a sessão a descer, num desfecho que contrasta com o que se observou no resto da Europa, onde só a praça grega fechou a cair. De entre os que mais contribuíram para o desempenho bolsista contam-se a Galp Energia e a Portugal Telecom, assim como os bancos, BCP e BES.

O índice de referência nacional fechou a cair 0,76%, para os 7.364,32 pontos, com apenas três cotadas a encerrar a sessão a subir. A bolsa portuguesa comportou-se assim de forma contrária ao resto da Europa, onde se observou uma reacção ao dia de perdas de ontem. Apenas a Grécia acompanhou Portugal nas perdas. As cotadas que conduziram de forma mais significativa o índice para terreno negativo foram a PT e a Galp. A PT fechou a sessão a cair 1,28%, para os 9,26 euros, ao passo que a Galp encerrou com um deslize de 1,41%, fixando o valor das suas acções nos 12,27 euros. Entre os que mais perderam está igualmente a Brisa que caiu 2,20%, para os 4,88 euros. À semelhança do dia de ontem, também hoje o sector da banca acumulou perdas, com o BCP e o BES a estarem entre os que mais perderam do PSI-20. O BCP deslizou 1,26%, para os 0,625 euros, enquanto o BES caiu 0,55%, fixando-se nos 3,45 euros. O BPI, por seu turno encerrou o dia com a maior desvalorização do sector, com uma descida de 1,71%, para os 1,605 euros. Quanto às cotadas com desempenho positivo hoje, destaque para a EDP que recuperou das perdas de ontem. A empresa de António Mexia encerrou a sessão a subir 1,23%, para os 2,466 euros, naquele que foi o melhor desempenho do dia. Apenas mais duas empresas fecharam a sessão a negociar em terreno positivo: *Sonae* e Semapa. A empresa liderada por Paulo de Azevedo subiu 0,70%, para os 0,864 euros, ao passo que a Semapa encerrou a valorizar 1,01%, fixando-se nos 7,97 euros.


In' Jornal de Negócios

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ouro atinge recorde de fecho nos 1.259 dólares

As cotações do ouro atingiram um máximo histórico de ouro, numa sessão em que o metal precioso reforça o seu estatuto de valor-refúgio.

A queda dos mercados bolsistas e a desvalorização da moeda norte-americana face ao euro – o que torna mais atractivas para investimento as matérias-primas denominadas em dólares - deram, uma vez mais, o mote. Os nervosos investidores preferem virar-se para o metal amarelo em tempos de incerteza e isso levou o ouro a atingir um recorde de fecho na sessão de hoje.

O metal precioso para entrega em Dezembro encerrou nos 1.259,30 dólares por onça no mercado nova-iorquino, naquele que foi o seu recorde de fecho. O máximo histórico intradiário está nos 1.265,30 dólares e foi atingido a 21 de Junho.

O anterior máximo de fecho tinha sido marcado a 18 de Junho, nos 1.258,30 dólares.

Desde o início do ano, o ouro acumula um ganho de 15% e este é o 10º ano consecutivo de valorização do metal precioso.

O movimento de queda das bolsas asiáticas, americanas e europeias, que estão a ser penalizadas pelo intensificar de receios em torno do crescimento da economia global, acabou por ser benéfico para o metal amarelo, bem como a depreciação da nota verde face à moeda única da Zona Euro.

A banca esteve hoje sob grande pressão, com os investidores a recearem que a crise da dívida soberana ainda esteja longe do fim.

Além disso, o dólar caiu 1,4% face ao euro depois de um grupo industrial ter dito que os 10 maiores bancos alemães poderão precisar de capital adicional para cumprirem as novas regulações.

Esta situação de instabilidade costuma direccionar os investidores para activos como as matérias-primas, sendo o ouro um dos típicos valores-refúgio. A manter-se esta volatilidade nos mercados, será de esperar que o metal amarelo continue a ganhar terreno.

"O ouro voltou a estar em voga com a fraqueza das bolsas", comentou à Bloomberg um estratega da Lind-Waldok, Adam Klopfenstein. "As pessoas querem proteger-se de uma queda nos mercados accionistas e estamos a observar muito interesse no ouro", acrescentou.


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Stiglitz diz que Europa se excedeu nos planos de austeridade

Prémio Nobel da Economia junta-se a Krugman nas suas críticas à austeridade dos governos europeus.


Outra voz contrária à austeridade dos governos europeus. O prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz (na foto), numa conferência em Budapeste, junta-se a Paul Krugman na crítica aos planos de austeridade que estão a ser levados a cabo nos Estados europeus.

Segundo a Bloomberg, citando declarações de Stiglitz numa conferência em Budapeste, se a França, o Reino Unido e a Alemanha prosseguirem com a contenção da dívida pública, “haverá consequências sistémicas por toda a Europa”. Isto é, poderá resvalar para uma “nova recessão”.

Os países europeus têm vindo a implantar planos de austeridade nas contas públicas, de forma a conterem os défices estatais, depois da deterioração da confiança na moeda única decorrente dos apuros na Grécia.

A meta é manter os défices abaixo dos 3% do PIB, de acordo com o pacto de Estabilidade e Crescimento, mas discutem-se inclusivamente medidas punitivas para os países que não cumpram estes objectivos.

O também professor de Economia na Universidade de Columbia em Nova Iorque foi claro nas suas declarações: “As provas são concludentes: o crescimento nos Estados Unidos e na Europa estará significativamente abaixo do seu potencial, muito abaixo dos níveis necessários para fazer descer o desemprego”.

Stiglitz junta-se assim a Paul Krugman, também ele laureado com um Prémio Nobel da Economia, que ainda ontem na sua crónica no “The New York Times” criticou veementemente as políticas de austeridade e de contenção de custos como forma de combater a crise.


In' Jornal de Negócios