Há mais de dois anos que os preços da matéria-prima não transaccionavam nestes níveis, em ambos os mercados de referência. A justificar este comportamento estão os receios de contágio dos conflitos na Líbia a outros países do Médio Oriente.
Em Nova Iorque, o contrato para Março do West Texas Intermediate (WTI), que expira hoje, transacciona nos 92,48 dólares, depois de já ter chegado a negociar nos 94,49 dólares por barril. O contrato para entrega em Abril aprecia para os 98,48 dólares por barril.
Em Londres, o Brent do Mar do Norte, ganha 1,47% para os 107,29 dólares por barril, tendo já ultrapassado a “barreira” dos 108 dólares. O crude de referência para a Europa negoceia nos valores mais elevados desde Setembro de 2008.
Os conflitos na Líbia têm vindo a agudizar-se nos últimos dias, numa altura em que alguns soldados começam a desertar e alguns diplomatas a abandonar o seu cargo, devido à violência que tem sido cometida contra os manifestantes.
“O petróleo está a ser comprado devido ao risco de que este contágio se venha a espalhar pelo Médio Oriente”, afirmou à agência Bloomberg Jonathan Barratt, director do Commodity Broking Services.
Os investidores temem que estes conflitos se traduzam numa interrupção na produção nesta região do Médio Oriente e Norte de África, que é chave para a produção de petróleo.
As estimativas publicadas pelo Goldman Sachs, e citadas pela agência Bloomberg, revelam que o Brent, crude de referência para a Europa, poderá negociar entre os 105 e os 110 dólares por barril nas próximas semanas, se a incerteza na Líbia se mantiver.
O responsável pela área de “research” de “commodities” do banco de investimento, Jeffrey Currie, sublinhou que os preços podem atingir um recorde se os conflitos se espalharem para os maiores produtores no Médio Oriente, como a Arábia Saudita. O mesmo especialista adiantou que a questão chave se prende com o risco de contágio, pelo que os “preços podem testar máximos históricos”.
A Líbia que detém as maiores reservas de crude no continente africano e produziu 1,6 milhões de barris de petróleo por dia, em Janeiro, o equivalente a cerca de 8% do consumo nos Estados Unidos, segundo a agência Bloomberg.
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Forte procura em leilão de dívida de curto prazo em Espanha
O Tesouro espanhol vendeu 2,87 mil milhões de euros em dívida a curto prazo esta terça-feira, com os analistas a salientarem os fortes níveis de procura, especialmente por parte de investidores estrangeiros.
Espanha colocou esta terça-feira no mercado 2,87 mil milhões de “letras” (dívida de curto prazo) a três e a seis meses. O valor ficou próximo do limite mínimo do montante indicativo, mas os analistas ressalvam a procura robusta.
Ambas as linhas registaram um rácio de procura “bastante robusto”, comentou a estratega Chiara Cremonesi, do Unicredit, em nota enviada ao Negócios. A procura superou a oferta em 3,35 vezes no prazo mais curto e em 5,51 vezes na maturidade mais longa.
“No geral, o resultado do leilão parece positivo e deve reconfortar os investidores um pouco, depois da procura abaixo do esperado no leilão de dívida de longo prazo da semana passada”, acrescenta a especialista.
Os juros da emissão registaram uma evolução divergente na comparação com os leilões comparáveis. Espanha pagou um juro médio de 1,101% pela dívida a três meses (contra os 0,980% anteriores), mas teve que pagar um juro menor (1,588%) do que os 1,801% pagos anteriormente.
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Espanha colocou esta terça-feira no mercado 2,87 mil milhões de “letras” (dívida de curto prazo) a três e a seis meses. O valor ficou próximo do limite mínimo do montante indicativo, mas os analistas ressalvam a procura robusta.
Ambas as linhas registaram um rácio de procura “bastante robusto”, comentou a estratega Chiara Cremonesi, do Unicredit, em nota enviada ao Negócios. A procura superou a oferta em 3,35 vezes no prazo mais curto e em 5,51 vezes na maturidade mais longa.
“No geral, o resultado do leilão parece positivo e deve reconfortar os investidores um pouco, depois da procura abaixo do esperado no leilão de dívida de longo prazo da semana passada”, acrescenta a especialista.
Os juros da emissão registaram uma evolução divergente na comparação com os leilões comparáveis. Espanha pagou um juro médio de 1,101% pela dívida a três meses (contra os 0,980% anteriores), mas teve que pagar um juro menor (1,588%) do que os 1,801% pagos anteriormente.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Massa triunfa em Barcelona
Felipe Massa conquistou a primeira posição na última ronda de testes em Barcelona, esta segunda-feira. O piloto brasileiro terminou a prova ao final de 1.22,625 minutos, imediatamente à frente do australiano Mark Webber, que ficou na segunda posição, e do suíço Sébastien Buemi, que registou a terceira posição.
Classificação:
1. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1:22.625
2. Mark Webber (AUS/Red Bull), 1:23.442
3. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1:23.550
4. Nick Heifeld (GER/Lotus Renault), 1:23.657
5. Lewis Hamilton (GBR/McLaren), 1:24.003
6. Pastor Maldonado (VEN/Williams), 1:24.057
7. Adrian Sutil (GER/Force India), 1:24.177
8. Sergio Perez (MEX/Sauber), 1:24.515
9. Jérôme d´Ambrosio (BEL/Virgin), 1:26.501
10. Michael Schumacher (GER/Mercedes), 1:27.079
11. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus), 1:29.992
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1. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1:22.625
2. Mark Webber (AUS/Red Bull), 1:23.442
3. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1:23.550
4. Nick Heifeld (GER/Lotus Renault), 1:23.657
5. Lewis Hamilton (GBR/McLaren), 1:24.003
6. Pastor Maldonado (VEN/Williams), 1:24.057
7. Adrian Sutil (GER/Force India), 1:24.177
8. Sergio Perez (MEX/Sauber), 1:24.515
9. Jérôme d´Ambrosio (BEL/Virgin), 1:26.501
10. Michael Schumacher (GER/Mercedes), 1:27.079
11. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus), 1:29.992
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Alpha Bank dispara mais de 18% após rejeitar oferta do National Bank of Greece
As acções dos dois bancos regressaram hoje à negociação com fortes valorizações. O presidente do National Bank já manifestou a sua surpresa com a resposta do Alpha Bank.
Após ter rejeitado a oferta de 2,8 mil milhões de euros do National Bank of Greece, o Alpha Bank regressou à negociação com uma valorização de 14,82%. O banco já disparou um máximo de 18,58% e segue agora a valorizar 15,03% para os 5,51 euros.
Já os títulos do National Bank of Greece abriram a sessão a ganhar 4,36%, e já valorizaram um máximo de 7%. Seguem agora a ganhar 5,68% para os 8 euros.
Na última sexta-feira, os títulos dos dois bancos estiveram suspensos na bolsa grega devido à oferta lançada pelo National Bank of Greece. No final do dia de sexta-feira, o Alpha Bank anunciou que rejeitava a oferta por a considerar "inadequada".
O National Bank of Greece ofereceu 2,8 mil milhões de euros pelo Alpha Bank.
A oferta do National Bank of Greece avaliava as acções do Alpha Bank a 5,50 euros cada, ou seja, 18,9% acima do preço médio dos títulos nos últimos 20 dias.
O National Bank of Greece oferecia oito novas acções por 11 títulos já existentes do Alpha, o que representa um rácio de troca de 0,727, refere a agência Bloomberg que cita um comunicado do banco.
O presidente do National Bank of Greece afirmou esta manhã em conferência de imprensa que está "surpreendido" com a reposta negativa do Alpha Bank.
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Após ter rejeitado a oferta de 2,8 mil milhões de euros do National Bank of Greece, o Alpha Bank regressou à negociação com uma valorização de 14,82%. O banco já disparou um máximo de 18,58% e segue agora a valorizar 15,03% para os 5,51 euros.
Já os títulos do National Bank of Greece abriram a sessão a ganhar 4,36%, e já valorizaram um máximo de 7%. Seguem agora a ganhar 5,68% para os 8 euros.
Na última sexta-feira, os títulos dos dois bancos estiveram suspensos na bolsa grega devido à oferta lançada pelo National Bank of Greece. No final do dia de sexta-feira, o Alpha Bank anunciou que rejeitava a oferta por a considerar "inadequada".
O National Bank of Greece ofereceu 2,8 mil milhões de euros pelo Alpha Bank.
A oferta do National Bank of Greece avaliava as acções do Alpha Bank a 5,50 euros cada, ou seja, 18,9% acima do preço médio dos títulos nos últimos 20 dias.
O National Bank of Greece oferecia oito novas acções por 11 títulos já existentes do Alpha, o que representa um rácio de troca de 0,727, refere a agência Bloomberg que cita um comunicado do banco.
O presidente do National Bank of Greece afirmou esta manhã em conferência de imprensa que está "surpreendido" com a reposta negativa do Alpha Bank.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Milos Teodosic eleito jogador europeu do ano
O basquetebolista sérvio, Milos Teodosic, foi eleito pela FIBA como jogador europeu do ano de 2010
Milos, joga actualmente no Olympiacos, venceu o espanhol Pau Gasol, bem como o alemão Dirk Nowitzki, que actuam na NBA.
Atlético de Madrid de olho em Jesus
O técnico do Benfica é um dos nomes referenciados para substituir Quique Flores no Real Madrid.
Segundo o jornal Record, o Atlético de Madrid vê em Jorge Jesus um dos treinadores que poderá substituir Quique Flores no final da temporada.
O técnico espanhol é cada vez mais contestado em Madrid e dificilmente renovará contrato para a próxima época, depois de já estar afastado da Liga Europa e Taça do Rei.
Assim, jornal desportivo adianta que Jorge Jesus é uma possibilidade equacionada por Enrique Cerezo, a par de Rafa Benítez e Gregorio Manzano.
O empresário do técnico português é Jorge Mendes, que mantém boas relações com os colchoneros, o que poderá ser uma boa base para o negócio. No entanto, convém relembrar que Jorge Jesus tem contrato com as águias até 2013 e uma cláusula de rescisão de 7 milhões de euros.
A par disso, a boa relação com Luís Filipe Vieira e os bons resultados pelos encarnados tornarão improvável que o Benfica queira deixar sair o seu treinador, que pode conseguir em Alvalade a décima vitória consecutiva na Liga, mais uma do que a melhor série da época passada.
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Segundo o jornal Record, o Atlético de Madrid vê em Jorge Jesus um dos treinadores que poderá substituir Quique Flores no final da temporada.
O técnico espanhol é cada vez mais contestado em Madrid e dificilmente renovará contrato para a próxima época, depois de já estar afastado da Liga Europa e Taça do Rei.
Assim, jornal desportivo adianta que Jorge Jesus é uma possibilidade equacionada por Enrique Cerezo, a par de Rafa Benítez e Gregorio Manzano.
O empresário do técnico português é Jorge Mendes, que mantém boas relações com os colchoneros, o que poderá ser uma boa base para o negócio. No entanto, convém relembrar que Jorge Jesus tem contrato com as águias até 2013 e uma cláusula de rescisão de 7 milhões de euros.
A par disso, a boa relação com Luís Filipe Vieira e os bons resultados pelos encarnados tornarão improvável que o Benfica queira deixar sair o seu treinador, que pode conseguir em Alvalade a décima vitória consecutiva na Liga, mais uma do que a melhor série da época passada.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Modelo de subscrição da Apple debaixo de fogo
O modelo de subscrição apresentado pela Apple para conteúdos na loja de aplicações está a ser bastante criticado e poderá vir a ser investigado na Europa e EUA
O novo modelo foi apresentado esta semana e permite aos produtores de conteúdos, sobretudo publicações digitais, venderem os conteúdos com uma subscrição para um determinado período de tempo, que pode ir de uma semana a um ano.
Uma das principais críticas reside no facto de 30 por cento do preço cobrado ficar nos cofres da Apple.
Para a empresa de Steve Jobs, este modelo é bom para os utilizadores e permite dar aos editores novas oportunidades de negócio.
Outra das alterações debaixo de fogo é que a partir de Julho passa a ser proibido incluir links para as aplicações para iPhone e iPad fora da App Store.
Quem já veio a público criticar esta proposta da Apple foi a International Newspaper Marketing Association, que em comunicado sublinha que «os editores simplesmente não podem aguentar um investimento em novas tecnologias, produtos e serviços quando as plataformas cobram 30 por cento dos lucros totais».
Entretanto o Wall Street Journal está a avançar que tanto a Federal Trade Commission, nos EUA, como a Comissão Europeia, na Europa, poderão vir a lançar em breve investigações sobre o novo modelo, que poderá ser considerado abuso de posição dominante.
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O novo modelo foi apresentado esta semana e permite aos produtores de conteúdos, sobretudo publicações digitais, venderem os conteúdos com uma subscrição para um determinado período de tempo, que pode ir de uma semana a um ano.
Uma das principais críticas reside no facto de 30 por cento do preço cobrado ficar nos cofres da Apple.
Para a empresa de Steve Jobs, este modelo é bom para os utilizadores e permite dar aos editores novas oportunidades de negócio.
Outra das alterações debaixo de fogo é que a partir de Julho passa a ser proibido incluir links para as aplicações para iPhone e iPad fora da App Store.
Quem já veio a público criticar esta proposta da Apple foi a International Newspaper Marketing Association, que em comunicado sublinha que «os editores simplesmente não podem aguentar um investimento em novas tecnologias, produtos e serviços quando as plataformas cobram 30 por cento dos lucros totais».
Entretanto o Wall Street Journal está a avançar que tanto a Federal Trade Commission, nos EUA, como a Comissão Europeia, na Europa, poderão vir a lançar em breve investigações sobre o novo modelo, que poderá ser considerado abuso de posição dominante.
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Sony prepara tablet compatível com conteúdos da PlayStation
A Sony poderá em breve deixar de ser uma das únicas grandes fabricantes sem um tablet no portefólio. A aposta: um tablet compatível com conteúdos da PlayStation
A notícia está a ser avançada pelo portal Engadget e surge na semana em que foi apresentado o primeiro smartphone com funcionalidades da PlayStation Portable, o Xperia Play da Sony Ericsson.
Segundo o site especializado, que cita «duas fontes independentes e de alta confiança», o tablet da Sony já está a ser desenvolvido pelos engenheiros da Sony e tem como nome de código S1.
O dispositivo em causa tem um ecrã de 9.4 polegadas e baseia-se no Android 3.0, a primeira versão do sistema operativo móvel da Google desenvolvida exclusivamente a pensar em tablets.
O Engadget adianta que o aparelho poderá vir a ser lançado na família Vaio, a mesma dos computadores portáteis da fabricante, e terá integração com outros equipamentos e serviços da Sony, incluindo a PlayStation.
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A notícia está a ser avançada pelo portal Engadget e surge na semana em que foi apresentado o primeiro smartphone com funcionalidades da PlayStation Portable, o Xperia Play da Sony Ericsson.
Segundo o site especializado, que cita «duas fontes independentes e de alta confiança», o tablet da Sony já está a ser desenvolvido pelos engenheiros da Sony e tem como nome de código S1.
O dispositivo em causa tem um ecrã de 9.4 polegadas e baseia-se no Android 3.0, a primeira versão do sistema operativo móvel da Google desenvolvida exclusivamente a pensar em tablets.
O Engadget adianta que o aparelho poderá vir a ser lançado na família Vaio, a mesma dos computadores portáteis da fabricante, e terá integração com outros equipamentos e serviços da Sony, incluindo a PlayStation.
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Combate ao aumento dos preços dos alimentos afasta países do G-20
G-20 reúnem-se em Paris mas força dos mercados emergentes não deverá deixar que sejam os países desenvolvidos a ditar as decisões.
O G-20 foi criado para estabilizar o mercado financeiro global mas a reunião que se inicia hoje parece não ir no sentido do cumprimento desse objectivo. O aumento dos preços das matérias-primas, que ameaça uma futura crise alimentar, é um dos temas que mais alarga o fosso de interesses entre as economias desenvolvidas e as emergentes.
O aumento dos preços das matérias-primas tem levantado preocupações e ainda no início do mês o índice de 55 produtos alimentares calculado pela FAO, das Nações Unidas, atingiu um novo máximo histórico em Janeiro, tendo aumentando pelo sétimo mês consecutivo. O Banco Mundial já disse que os preços estão em “níveis perigosos” e que já levaram mais 44 milhões de pessoas para a pobreza desde Junho.
Tem-se falado em controlo dos custos mas os produtores e exportadores de matérias-primas, como o Brasil e a China, não querem a fixação de um preço nos produtos, já que defendem que tal pode limitar os seus ganhos e o crescimento substancial que os países têm registado. Guido Mantega, ministro das finanças brasileiro, já veio dizer que “o Brasil é totalmente contra um mecanismo de controlo ou de regulação dos preços das ‘commodities’”, cita o “Le Fígaro.
Já a Alemanha e a França pretendem uma intervenção que reduza as desigualdades. “O objectivo é corrigir os desequilíbrios, não ditar uma política económica a este ou àquele país”, disse Christine Lagarde, ministra das finanças de França, o país anfitrião. “Não queremos dizer a este países que deixe de ser competitivo, que deixe de exportar ou que deixe de consumir. Isto é apenas um melhor equilíbrio que nos beneficie a todos”, referiu a ministra.
Não há portanto uma decisão que alinhe todos os intervenientes e, segundo a “BBC News”, Lagarde quer alcançar durante a reunião “a identificação da lista dos indicadores, de instrumentos de medição que irá permitir identificar os desequilíbrios, e, em consequência, as causas dos mesmos". Isto para que os G-20 possam "propor métodos para coordenar as políticas económicas”.
Em Paris, o G-20 vai encontrar-se mais numa base de desacordo do que de acordo, resume o espanhol “Expansión”. Esta reunião pode ser a prova de que efectivamente o poder já não está na mão dos países desenvolvidos, como já a ministra Lagarde tinha salientado: “No mundo, houve uma mudança significativa ao passar de um para vários centros de gravidade”.
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O G-20 foi criado para estabilizar o mercado financeiro global mas a reunião que se inicia hoje parece não ir no sentido do cumprimento desse objectivo. O aumento dos preços das matérias-primas, que ameaça uma futura crise alimentar, é um dos temas que mais alarga o fosso de interesses entre as economias desenvolvidas e as emergentes.
O aumento dos preços das matérias-primas tem levantado preocupações e ainda no início do mês o índice de 55 produtos alimentares calculado pela FAO, das Nações Unidas, atingiu um novo máximo histórico em Janeiro, tendo aumentando pelo sétimo mês consecutivo. O Banco Mundial já disse que os preços estão em “níveis perigosos” e que já levaram mais 44 milhões de pessoas para a pobreza desde Junho.
Tem-se falado em controlo dos custos mas os produtores e exportadores de matérias-primas, como o Brasil e a China, não querem a fixação de um preço nos produtos, já que defendem que tal pode limitar os seus ganhos e o crescimento substancial que os países têm registado. Guido Mantega, ministro das finanças brasileiro, já veio dizer que “o Brasil é totalmente contra um mecanismo de controlo ou de regulação dos preços das ‘commodities’”, cita o “Le Fígaro.
Já a Alemanha e a França pretendem uma intervenção que reduza as desigualdades. “O objectivo é corrigir os desequilíbrios, não ditar uma política económica a este ou àquele país”, disse Christine Lagarde, ministra das finanças de França, o país anfitrião. “Não queremos dizer a este países que deixe de ser competitivo, que deixe de exportar ou que deixe de consumir. Isto é apenas um melhor equilíbrio que nos beneficie a todos”, referiu a ministra.
Não há portanto uma decisão que alinhe todos os intervenientes e, segundo a “BBC News”, Lagarde quer alcançar durante a reunião “a identificação da lista dos indicadores, de instrumentos de medição que irá permitir identificar os desequilíbrios, e, em consequência, as causas dos mesmos". Isto para que os G-20 possam "propor métodos para coordenar as políticas económicas”.
Em Paris, o G-20 vai encontrar-se mais numa base de desacordo do que de acordo, resume o espanhol “Expansión”. Esta reunião pode ser a prova de que efectivamente o poder já não está na mão dos países desenvolvidos, como já a ministra Lagarde tinha salientado: “No mundo, houve uma mudança significativa ao passar de um para vários centros de gravidade”.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
China poderá comprar mais dívida de Portugal
A China poderá aumentar a sua carteira de títulos do Tesouro de Portugal e de outras nações europeias, admitiu hoje o jornal "China Daily" a propósito da redução do montante da divida norte-americana detido pelo país.
"A China prometeu comprar 6.000 milhões de euros de títulos do Tesouro espanhol e manifestou interesse em comprar dívida portuguesa e grega", escreve o jornal, sem precisar outros montantes.
Em Dezembro passado, pelo segundo mês consecutivo, a carteira chinesa de títulos do Tesouro norte-americano diminuiu 0,4 por cento, para 892.000 milhões de dólares, menos 3.600 milhões de dólares do que em novembro, anunciou hoje a imprensa oficial.
A redução confirma o interesse de Pequim em "diversificar" a aplicação das enormes reservas chinesas em divisas, mas a China continua a ser o maior detentor da dívida norte-americana, seguida do Japão.
Um vice-governador do Banco Central, Yi Gang, citado hoje pelo "China Daily" considerou que "a curto prazo, as outras opções de compra de dívidas (soberanas) não conseguem competir com a força e a segurança da dívida dos Estados Unidos".
As reservas da China, as maiores do mundo, aumentaram 18,7% em 2010, para 2,85 biliões de dólares (2,2 biliões de euros), anunciou o Banco Central chinês em Janeiro passado.
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"A China prometeu comprar 6.000 milhões de euros de títulos do Tesouro espanhol e manifestou interesse em comprar dívida portuguesa e grega", escreve o jornal, sem precisar outros montantes.
Em Dezembro passado, pelo segundo mês consecutivo, a carteira chinesa de títulos do Tesouro norte-americano diminuiu 0,4 por cento, para 892.000 milhões de dólares, menos 3.600 milhões de dólares do que em novembro, anunciou hoje a imprensa oficial.
A redução confirma o interesse de Pequim em "diversificar" a aplicação das enormes reservas chinesas em divisas, mas a China continua a ser o maior detentor da dívida norte-americana, seguida do Japão.
Um vice-governador do Banco Central, Yi Gang, citado hoje pelo "China Daily" considerou que "a curto prazo, as outras opções de compra de dívidas (soberanas) não conseguem competir com a força e a segurança da dívida dos Estados Unidos".
As reservas da China, as maiores do mundo, aumentaram 18,7% em 2010, para 2,85 biliões de dólares (2,2 biliões de euros), anunciou o Banco Central chinês em Janeiro passado.
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