A crise da dívida
europeia, os cortes de "rating" dos Estados Unidos e os receios de
incumprimento da maior economia do mundo marcaram o ano. O S&P500
não conseguiu escapar às perdas.
O
índice S&P500 ficou praticamente inalterado, mas desceu 0,003% para
1.257,55 pontos desde o início do ano. Uma queda que foi atingida no
último dia de negociação. O Nasdaq fechou em terreno negativo, ao perder 1,799% no ano enquanto o Dow Jones conseguiu subir 5,528% para 12.216,58 pontos.
No
índice S&P500, a cotada que mais ganhou foi a energética Cabot Oil
& Gas Corporation, com uma valorização de 100,74%, duplicando assim o
seu valor em bolsa. Já a que mais perdeu foi a First Solar, com uma
descida de 74,06%.
O Bank of America
foi a cotada do índice Dow Jones que mais recuou, com uma perda de
58,25% desde o início do ano. Do lado das que mais ganharam esteve a
McDonalds, com uma apreciação de 30,75% e resultado do agravar da crise
económica e financeira, o que levou as famílias a procurarem uma
alimentação com um custo mais reduzido.
No índice Nasdaq, foi a
farmacêutica Pharmasset que mais subiu, ao avançar 490,65% desde o
início do ano. A YRC Worldwide, empresa de transportes, foi a que mais
perdeu com uma queda desde 99,11% desde o início do ano.
A
penalizar as bolsas norte-americanas estiveram a crise da dívida
europeia, os dados económicos que foram sendo divulgados ao longo do
ano, os cortes de “rating” da dívida dos Estados Unidos, as negociações
do aumento do tecto da dívida norte-americana e os receios de
incumprimento da maior economia do mundo, entre outros factores.A
crise da dívida europeia esteve presente ao longo do ano a pressionar
os mercados dos Estados Unidos e da Europa. Os dados económicos
norte-americanos que foram divulgados ao longo do ano não indicaram
sinais de recuperação da economia dos Estados Unidos, o que penalizou
igualmente os mercados accionistas.O ano foi marcado pelo
impasse das negociações sobre os cortes orçamentais nos Estados Unidos,
que penalizou as bolsas no final de Novembro.
O corte de
“rating” da Standard & Poor’s do “rating” atribuído à dívida dos
Estados Unidos de “AAA” para “AA+” e a redução da Moody’s da notação da
dívida de longo prazo do Bank of America e do Wells Fargo, e da dívida
de curto prazo do Citigroup, determinaram também o desempenho dos índices bolsistas.
A votação da Câmara dos Representantes e do Senado,
no início de Agosto, do aumento do tecto de endividamento, condição
necessária para que os Estados Unidos conseguissem pagar as suas contas a
partir de 2 de Agosto, foi também um marco importante.
Também
foi notícia este ano o touro de Wall Street. O escultor que criou o
touro que representa o optimismo e a pujança da capital financeira
internacional começou a ser investigado por suspeitas de fraude fiscal.
(Se assim o desejar, visite aqui a fonte da informação)