quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Euro próximo dos 1,40 dólares impulsiona petróleo para máximos de Maio


A queda da divida norte-americana para mínimos de Fevereiro está a aumentar a procura por matérias-primas cotadas em dólares. O petróleo já negoceia perto dos 86 dólares no mercado londrino. 

Esta é sétima sessão em nove que o euro está a ganhar terreno face à moeda norte-americana. A moeda da Zona Euro aproxima-se do 1,40 dólares e segue a negociar em máximos de Fevereiro deste ano, 1,3921 dólares.

Este desempenho é explicado pela queda da divisa norte-americana, numa altura em que o mercado antecipa novas medidas de estímulo económico por parte da Reserva Federal norte-americana.

A economia dos Estados Unidos abrandou no segundo trimestre do ano e as previsões dos economistas apontam para novos abrandamentos no terceiro e quarto trimestre do ano.

Com a queda da divisa norte-americana, aumenta a procura por matérias-primas cotadas em dólares, como é o caso do petróleo. A matéria-prima sobe mais de 1% tanto em Londres, como em Nova Iorque, apesar de se ter registado um aumento acima do esperado das reservas de crude.

O West Texas Intermediate (WTI) avança 1,09% para os 83,72 dólares e o barril de Brent ganha 1,01% para os 85,70 dólares. Tanto o WTI, como o Brent, negoceiam em máximos de Maio de 2010.

A matéria-prima não reagiu à subida superior ao esperado das reservas de crude no mercado norte-americano. Na semana passada, os "stocks" de crude subiram em 3,09 milhões de barris para um total de 360,9 milhões de barris, de acordo com os dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

As previsões dos analistas contactados pela Bloomberg apontavam para uma subida de apenas 413 mil barris.


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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Internet Explorer detém menos de 50% do mercado pela 1ª vez

A história da internet pode não ser mais a mesma após a divulgação de um relatório da empresa de estatísticas StatCounter nesta terça-feira (5). Em marco inédito, o Internet Explorer, navegador feito pela Microsoft, registrou menos de 50% de participação no mercado mundial.

Segundo as contagens do relatório, a participação do IE caiu para 49,87% em setembro. O browser é seguido pelo Firefox, com 31,5% de participação no mercado.

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Especialistas alertam sobre tratamento humanizado aos animais de estimação

Os cães estão mais humanos. Demasiadamente humanos. Com roupas e nomes de gente, vão à creche de perua escolar, passeiam no shopping, fazem sessões de spa. De melhores amigos foram promovidos a filhos.

"O cachorro é o centro de muitas famílias. É a nova televisão. É ele quem une as pessoas", diz a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de, entre outros livros, "De Perto Ninguém é Normal".

Na casa de Ully Caroline Sousa, 27, e Alessandro Alla, 29, ele médico radiologista e ela estudante de medicina, é assim: viagens e restaurantes, só quando a Diva pode.


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Japão e serviços levam Wall Street para máximos de Maio


Expectativa de mais medidas de apoio à economia por parte da Fed e expansão no sector dos serviços impulsionaram as bolsas-norte americanas, com os índices a subirem mais de 2%.
As bolsas norte-americanas fecharam em máximos de Maio deste ano, com os investidores a aguardarem que a Fed siga o Banco Central do Japão no anúncio de mais medidas de estímulo e agradados com o dado económico hoje revelado

O Dow Jones subiu 1,8% para 10.944,72 pontos e o Nasdaq avançou 2,36% para 2.399,83,68 pontos. Também a recuperar das perdas de ontem, o S&P 500 valorizou 2,08% para 1.160,72 pontos. Os índices registaram a maior subida desde 1 de Setembro e estão agora em máximos de Maio do ano passado

Os mercados accionistas mundiais foram hoje a ser impulsionados pelo anúncio surpresa do banco central do Japão, que apresentou mais medidas para estimular o crescimento da economia nipónica.

O Banco do Japão fixou hoje a taxa de juro para o país entre zero e 0,1%, o que corresponde ao nível mais baixo desde 2006 e anunciou ainda que vai disponibilizar cinco biliões de ienes (43,7 mil milhões de euros) para financiar a compra de obrigações governamentais, entre outros activos.

Os investidores aguardam que o movimento do Banco do Japão seja seguido por outras autoridades monetárias, entre elas a reserva Federal, o que animou a sessão de hoje.

“Esta medida aumenta a confiança que os bancos centrais vão agir para manter a recuperação da economia e eleva também a especulação de que a Reserva Federal e o Banco de Inglaterra vão anunciar no próximo mês uma segunda ronda de medidas de apoio à economia”, comentou um analista à Bloomberg.

O dado económico revelado logo após a abertura também impulsionou os índices, pois o índice do ISM para medir a evolução do sector dos serviços subiu em Setembro para 53,2 pontos, quando os economistas estimavam um aumento mais ténue para 52 pontos.

A Boeing, DuPont e a Caterpillar, empresas mais dependentes do ciclo económico, foram das que mais beneficiaram com este indicador, registando valorizações na ordem dos 3%.

No sector financeiro o dia foi também positivo, depois de o JPMorgan ter revelado que deverá apresentar lucros acima do esperado. O JPMorgan somou 1,82% e o Bank of América avançou 3,19% para 13,57 dólares.

A Apple lidera os ganhos entre as tecnológicas, depois de a Jefferies Group ter recomendado aos seus clientes a compra das acções. Os títulos da fabricante do iPad avançaram 3,7% para 288,94 dólares.

A petrolífera Chevron somou 2,57% para 83,40 dólares depois de ter anunciado que vai efectuar uma recompra de acções de 500 milhões de dólares.



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Hungria declara estado de emergência após derrame de areias tóxicas

As autoridades húngaras declararam o estado de emergência em três condados do país depois de um derrame de cerca de um milhão de metros cúbicos de areias tóxicas.

A Hungria declarou, esta terça-feira, o estado de emergência em três condados do país na sequência de uma inundação de areias vermelhas tóxicas vindas de uma fábrica de alumínio, que fez quatro mortos e 120 feridos.

Numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro húngaro, o ministro do Interior Sandor Pinter garantiu que esta inundação não afectou os lençóis freáticos da região, o que não impediu uma «catástrofe ecológica» que ameaça a fauna e a flora da área do Danúbio.

O chefe do governo húngaro disse, por seu turno, que acreditava que esta inundação poderá ter sido provocado por erro humano, dado que «não há sinais de que este desastre tenha tido causas naturais».

«Se o desastre não teve causas naturais, então tem de ser considerado um desastre provocado por pessoas. Suspeitamos que seja este o caso», acrescentou Viktor Orban, referente a este acidente que provocou o derrame de cerca de um milhão de metros cúbicos de areias tóxicas.

Este derrame, que aconteceu na segunda-feira, provocou entre cinco a dez milhões de euros de prejuízos e a retirada de cerca de 400 pessoas das áreas afectadas situadas em Kolontar e regiões vizinhas.


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Fusões e aquisições no Brasil disparam 81,9% no ano até setembro

A combinação de farto acesso a capital internacional por grandes empresas domésticas, crescente interesse de estrangeiros pelo Brasil e consolidação em vários setores da economia fez o mercado de fusões e aquisições no país apresentar forte crescimento no acumulado deste ano até setembro.

Segundo levantamento da Thomson Reuters, o giro financeiro de operações envolvendo companhias brasileiras anunciadas nos nove primeiros meses de 2010 totalizou US$ 88,8 bilhões, um salto de 81,9% em relação ao registrado em igual período de 2009.

Entre os mercados emergentes, o Brasil ficou em posição de destaque ao lado de China e México. As fusões e aquisições anunciadas em países em desenvolvimento totalizaram US$ 480,7 bilhões de janeiro a setembro, aumento de 63% contra um ano antes. A cifra representa mais de um quarto das operações globais do período.

Para especialistas, o movimento reflete um cenário positivo, incluindo a perspectiva de crescimento da economia brasileira acima da média internacional por vários anos e o movimento de consolidação em vários setores, como varejo, petróleo e gás e açúcar e álcool.

"Está todo mundo voltando os canhões para o Brasil", disse Marco Gonçalves, chefe da área de Mergers & Aquisitions do BTG Pactual, líder no ranking de instituições financeiras coordenadoras de fusões envolvendo empresas brasileiras no ano.

De um lado, o país é uma das poucas alternativas para grandes empresas globais para continuar expandindo suas atividades, já que a perspectiva para economias desenvolvidas é de baixo crescimento por um período prolongado.

É o que explicaria, por exemplo, a compra da fatia na operadora móvel Vivo que pertencia à Portugal Telecom pela espanhola Telefónica, a anunciada OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações preferenciais da empresa de TV por assinatura Net pela Embratel (do grupo mexicano América Móvil) ou ainda as seguidas compras feitas por fundos de private equity.

Na semana passada, o Blackstone, um dos maiores gestores de fundos de private equity do mundo, anunciou a compra de 40% da brasileira Pátria Investimentos.

"Todos querem ficar posicionados no Brasil", disse o vice-presidente e chefe da área de banco de investimentos do Itaú BBA, Jean-Marc Etlin.

Segundo os executivos, o interesse dos estrangeiros se mantém, mesmo com o real valorizado frente ao dólar, o que encarece os ativos brasileiros no exterior. "O que eles estão comprando é crescimento da economia", disse Gonçalves, do BTG Pactual.

Em todo o mundo, a atividade de fusões e aquisições totalizou US$ 1,75 trilhão nos nove meses iniciais de 2010, alta de 21% contra um ano antes. A quantidade de operações cresceu 3,8%, para 29 mil transações.

Considerando apenas o intervalo de julho a setembro, as fusões e aquisições no mundo avançaram 21% contra um ano antes, para US$ 676,9 bilhões, trimestre mais forte desde os mesmos três meses em 2008, quando a quebra do Lehman Brothers desencadeou uma crise global.


In' Folha.com

Ouro em recorde com queda da moeda dos EUA

 
Metal precioso fixou novo máximo histórico, acima dos 1.300 dólares. A prata está a ser negociada no valor mais elevado dos últimos 30 anos e o petróleo transacciona em máximos de oito semanas.

O ouro está novamente em recorde. Atingiu a fasquia dos 1.338,80 dólares a onça, em Nova Iorque, num movimento “patrocinado” pela queda da moeda norte-americana que veio tornar este metal precioso ainda mais apetecível.

A onça segue a cotar nos 1.330,7 dólares, acumulando já um ganho de 20% em 2010. Em Londres, no mercado “spot”, o ouro seguia a negociar nos 1334,18 dólares, subindo 21% desde o início do ano. Este é já o décimo ano consecutivo de subida.

A contribuir para a subida do ouro, e também para a forte valorização de outros metais, como a prata que está em máximos de 30 anos, está a queda da moeda dos EUA. O dólar está a perder valor. Contra o euro cai quase 1%.

O factor cambial torna ainda mais atractivo o investimento nestes metais preciosos, mas também noutras matérias-primas como é o caso do petróleo. O “ouro negro” está a ganhar quase 1% em Nova Iorque, para 82,23 dólares, fixando um máximo de oito semanas. Em Londres segue nos 83 dólares.


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Pensamentos

  As pessoas quietas e silenciosas são as que têm as mentes mais fortes e eloquentes”