quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ex-corretor da Merrill Lynch confessa ter roubado 780 mil dólares para comprar Ferrari

O ex-corretor da Merrill Lynch, Steve Mandala, declarou-se hoje culpado da acusação de roubo no valor de 780 mil dólares à gestora. O dinheiro terá sido desviado para, entre outras coisas, comprar um Ferrari.

De acordo com a Bloomberg, o Ferrari, que o corretor comprou por 245 mil dólares, foi vendido para ajudar a restituir o dinheiro que Mandala roubou da firma.

O dinheiro que falta para completar a quantia roubada, 378 mil dólares, vai ser pago em prestações mensais após ter cumprido a pena de prisão que lhe vai ser aplicada.

Quando Mandala foi trabalhar para a Merril Lynch, disse falsamente à firma, que quando trabalhava no Maxim Group geria acções no valor de 300 milhões de dólares e recebia por ano 765 mil dólares, quando efectivamente só recebia 100 mil dólares.

Após retirar o dinheiro da Merril Lynch, Steve Mandala depositou o cheque na conta dos pais e comprou o Ferrari no nome do pai, segundo o promotor público.

O corretor, Steven Mandala, foi hoje julgado no Supremo Tribunal de Manhattan e enfrenta uma sentença de dois a seis anos de prisão, por lavagem de dinheiro, roubo, falsificação de documentos financeiros e falsa identidade.


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terça-feira, 18 de maio de 2010

Investigadores descobrem porque explodem as baterias

Portáteis e telemóveis

Um grupo de investigadores da Universidade de Cambridge afirma ter descoberto a causa por detrás do problema que causa o sobreaquecimento das baterias de lítio dos portáteis e telemóveis, que tem resultado em incêndios nos dispositivos.

De acordo com a investigação apresentada pelos cientistas, o problema está no crescimento de fibras metálicas, denominadas dendrites, que podem provocar curto-circuitos nas baterias de lítio.

A descoberta foi feita com recurso a um espectroscópio de ressonância magnética nuclear adaptado, de forma a conseguir analisar o desenvolvimento das dendrites, avança a BBC.

Segundo Clare Grey, uma das investigadoras citadas pela estação britânica, sempre que as baterias de lítio, utilizadas nos portáteis e telemóveis, são carregadas em pouco tempo, as dendrites deste material tendem a formar ânodos de carbono que entram em curto-circuito e acabam por provocar o sobreaquecimento das baterias e consequente explosão.

Os investigadores acreditam que esta descoberta é muito importante pois as baterias de lítio deverão ser um dos principais componentes da próxima geração das baterias de carros eléctricos.


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Kindle chega aos smartphones Android no verão

A Amazon confirmou que no próximo verão fica disponível no Android Market uma aplicação gratuita, que permitirá ler (e comprar directamente no smartphone) livros electrónicos formatos para "alimentar" o leitor Kindle.

A aplicação que a Amazon pretende disponibilizar para equipamentos com o sistema operativo móvel desenvolvido pela Google é semelhante às que já disponibilizou para outras plataformas.

Inclui a tecnologia Whispersync, para guardar e sincronizar os dados do cliente na aplicação em vários dispositivos permitindo, por exemplo, que as marcas feitas num livro lido no smartphone fiquem também gravadas na cópia do leitor digital dedicado. Permite também o ajuste do tamanho de letra a cinco níveis diferentes e a visualização de conteúdos na horizontal ou vertical.

A loja criada pela Amazon para alimentar o seu leitor de livros electrónicos, agora também disponível para outras plataformas, tem à disposição mais de 540 mil obras, de acordo com dados fornecidos pela empresa.

Estão também disponíveis aplicações do Kindle para iPhone, iPod Touch, iPad e BlackBerry, bem como para Mac e PC.


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Galp e Petrobras querem clarificação do Governo sobre biocombustíveis

A Galp e a Petrobras querem investir 357 milhões de euros nos biocombustíveis de segunda geração, mas a fábrica que está projectada para Sines só avançará depois de o Governo português clarificar sobre qual o regime fiscal deste produto.

O presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, lembrou que o Governo tem o compromisso de transcrever para a ordem jurídica nacional a directiva comunitária da incorporação de biocombustíveis, através de nova legislação. "Essa legislação vai determinar o cronograma dos investimentos que vamos fazer", disse Manuel Ferreira de Oliveira em conferência de imprensa.

"Enquanto a legislação não estiver ultimada os agentes económicos não podem tomar as suas decisões", assinalou o presidente executivo da Galp, pedindo que "seja clarificada a carga fiscal a aplicar a este tipo de biocombustíveis [de segunda geração]".

Ferreira de Oliveira revelou que a Galp e a Petrobras estão a trabalhar com a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal para tentar obter o estatuto de PIN (projecto de potencial interesse nacional) para a unidade que pretendem construir em Sines, que processará anualmente 240 mil toneladas de óleo vegetal proveniente do Brasil.

Esta unidade, que terá cerca de 40 trabalhadores quando estiver em operação, só deverá estar pronta em 2015. Um prazo que permite à Galp e à Petrobras respeitar o tempo de cultivo no Estado do Pará (no Norte do Brasil) e também esperar pela definição legislativa sobre os biocombustíveis.

Actualmente é obrigatória a incorporação de 7% de "biodiesel" nos combustíveis rodoviários em Portugal, sendo que a meta comunitária aponta para os 12% em 2020.

O cumprimento da meta dos 12% de biocombustíveis no volume de gasóleo comercializado em Portugal implicará, segundo o presidente da Galp, um custo acrescido de cerca de 3 cêntimos de euro por litro, permitindo, em contrapartida, uma redução das emissões de dióxido de carbono.

Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, afirmou na mesma conferência de imprensa que a relação com a Galp é "muito produtiva" e que a parceria para os biocombustíveis (plantação no Brasil e produção em Portugal) "é um projecto importante e estratégico para a Petrobras Biocombustível".


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Alemanha proíbe "naked short selling" a partir da meia-noite

Especulação nos mercados

A autoridade reguladora alemã dos serviços financeiros, a BaFin, vai proibir a prática de "naked short selling" a partir da meia-noite, avança a Deutsche Press-Agentur.

A agência noticiosa cita declarações do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, que esteve reunido com legisladores hoje em Berlim.

A BaFin vai banir o “naked short selling” (venda de acções sem ser preciso tê-las em carteira) sobre acções e Obrigações do Tesouro da Zona Euro, segundo a mesma fonte.

A Reuters, por seu turno, citando fontes que não quiseram ser identificadas, informa que esta proibição incidirá sobre apenas sobre algumas acções e OT da Zona Euro.

"A proibição do 'naked short selling' será efectiva a partir da meia-noite", disse ao "The Wall Street Journal" Norbert Barthle, porta-voz do departamento do orçamento do CDU, o partido no poder. O mesmo responsável adiantou que a chanceler alemã, Angela Merkel, vai comunicar amanhã de manhã esta decisão à câmara baixa do Parlamento.

Recorde-se que o Conselho de Estabilidade Financeira, grupo constituído pelo G-20 para monitorizar as tendências financeiras globais, tem estado a analisar aprofundadamente o papel dos “naked sovereign CSD” (ou seja, a compra de um seguro para garantir uma dívida soberana que não se possui; compra de CDS sem ter o colateral) na liquidez do mercado e nos “spreads” das Obrigações do Tesouro.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, têm vindo a defender a diminuição da especulação com os CDS soberanos, que muitos dizem ter exacerbado a crise orçamental da Grécia.

Em meados de 2008, a entidade reguladora do mercado de capitais dos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC), decidiu limitar a capacidade dos operadores de apostarem na queda das acções de algumas das maiores entidades financeiras do país, como a Fannie Mae e a Freddie Mac.

Nessa altura, a SEC emitiu uma ordem impondo uma “exigência” sobre as vendas curtas em companhias de financiamento hipotecário e empresas de Wall Street. Essa exigência proibia a prática conhecida como “naked short selling”, através da qual os operadores evitam o encargo financeiro de comprarem títulos quando apostam que eles vão cair.


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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Portal The Pirate Bay bloqueado

O acesso ao The Pirate Bay, portal de intercâmbio de arquivos peer-to-peer, está bloqueado, avança o blogue TorrentFreak, referindo que um tribunal de Hamburgo ordenou ao provedor de acesso CB3ROB o corte do serviço.

Segundo o blogue, citado pelo site do diário espanhol El País, tudo indica que o pedido para desligar o serviço tenha procedido da indústria cinematográfica, que está há vários anos a tentar encerrar o portal, mas sem sucesso até ao momento.

Há cerca de um ano, os quatro fundadores do The Pirate Bay foram declarados culpados, na Suécia, por facilitarem o acesso a arquivos protegidos, tendo sido condenados ao pagamento de multas e a alguns anos de prisão.

O caso está pendente por ter sido interposto um recurso e, desde então, o The Pirate Bay tem mudado os seus servidores, havendo também rumores sobre a sua alegada compra por terceiros.

Um juiz sueco impôs ao provedor de acesso do portal de troca de ficheiros que desligasse o serviço para evitar o pagamento de uma multa de mais de 70 mil dólares (mais de 56 mil euros).

O The Pirate Bay perdeu o serviço do provedor, em processos judiciais, e comprometeu-se a encontrar outro, coisa que provavelmente deverá acontecer agora.

O portal já alterou a sua tecnologia, desconhecendo-se atualmente qual o servidor onde está alojado.


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DGS activa plano de contingência por causa do calor

O Plano de Contingência para Ondas de Calor 2010, baseado num sistema de previsão, alerta e reposta em caso de temperaturas muito altas foi ativado no sábado e manter-se-á até 30 de setembro, anunciou a Direção Geral de Saúde (DGS).

A DGS informa no seu site oficial que o plano visa «informar a população sobre o que fazer para prevenir os efeitos do calor na saúde humana, bem como providenciar os meios necessários em períodos de calor intenso».

Coordenado pela Direcção Geral da Saúde, o plano conta com a colaboração de diversas entidades do sector e, também, da proteção civil e da segurança social.

Há uma onda de calor quando durante, pelo menos, seis dias consecutivos a temperatura máxima do ar é superior em cinco graus centígrados ao valor médio diário no período de referência (1961-1990).

As consequências para a saúde podem ser golpes de calor - quando o organismo não consegue controlar a sua própria temperatura, o que pode provocar deficiência crónica e a morte -, esgotamentos e cãibras.

Em caso de onda de calor, a DGS aconselha a ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem açúcar mesmo sem sede, moderação do consumo de bebidas alcoólicas, refeições leves e mais frequentes e permanência duas a três horas diárias num ambiente fresco.

Evitar a exposição direta ao sol, em especial entre as 11:00 e as 16:00, e usar protetor solar com um índice superior a 30, chapéu e óculos escuros são outras das recomendações da DGS.

As roupas devem ser soltas e, de preferência, de algodão, e devem evitar-se actividades que exijam esforço físico.

Ainda segundo a DGS, a onda de calor de 2003 ficou associada a um excesso de mortalidade de mais 1953 óbitos, 89 por cento dos quais de pessoas com 75 ou mais anos de idade.

A DGS implementa desde 2004 um Plano de Contingência para as Ondas de Calor durante os meses mais quentes do ano que «obriga à mobilização» não só das estruturas de saúde, mas também de diversas outras entidades, como o Instituto da Segurança Social, a Autoridade Nacional de Proteção Civil ou a Administração Local.


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Cavaco vai fazer declaração ao país sobre casamento homossexual

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, vai fazer, esta noite às 20.15 horas, uma declaração ao país sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, anuncia um comunicado no site da Presidência.

O Tribunal Constitucional deu no início de Abril "luz verde" ao diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando que as normas enviadas por Belém para fiscalização preventiva são constitucionais.

O Chefe de Estado tinha requerido em Março ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva das normas de quatro artigos do diploma que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

A proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovada pelo Parlamento em votação final global a 11 de Fevereiro, com votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes.

Seis deputados do PSD abstiveram-se. O CDS-PP e a maioria da bancada social democrata votaram contra o diploma, bem como as duas deputadas independentes eleitas pelo PS.

O diploma retira do Código Civil a expressão "de sexo diferente" na definição de casamento.

"Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida", é a redacção aprovada.

No entanto, o diploma impede a possibilidade de adopção por pessoas casadas do mesmo sexo.

"As alterações introduzidas pela presente lei não implicam a admissibilidade legal da adopção, em qualquer das suas modalidades, por pessoas casadas do mesmo sexo", prevê o artigo da proposta do Governo.


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Microsoft compara Internet Explorer 6 com leite fora do prazo

A Microsoft lançou uma campanha dirigida aos cibernautas que utilizam o Internet Explorer 6, a pedir a sua actualização por motivos de segurança.

A campanha foi lançada sobretudo para o mercado australiano e tem como imagem de marca um site criado pela empresa onde lança a questão: «se não bebe leite com nove anos, porque é que utiliza um browser com nove anos?»

O objectivo da iniciativa é explicar aos cibernautas que ainda utilizam a versão 6 do Internet Explorer, browser que actualmente já vai na versão 8, os perigos de segurança do navegador, que ainda é utilizado por cerca de 15 por cento dos cibernautas em todo o mundo.

Na mesma página a multinacional apresenta um estudo onde compara o número de ameaças bloqueadas pelo IE 8 com outros browsers rivais, como o Firefox, o Safari ou Chrome.


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Brisa confirma conversações para entrada de operadores no capital da Via Verde

A Via Verde, participada da Brisa a 75%, intensificou recentemente as conversações com alguns operadores de concessões de auto-estradas e pontes com portagem para a entrada no capital da empresa, mas não houve ainda uma conclusão deste processo, anunciou a Brisa em comunicado à CMVM.

A concessionária de auto-estradas reage assim à notícia hoje publicada no Negócios, que dá conta de que a Ascendi, concessionária da Mota-Engil e do BES, e a Euroscut Norte, da espanhola Cintra, se preparam para entrar no capital da Via Verde já em Junho.

“O Negócios sabe que as concessionárias das três SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) que vão passar a ter portagens a 1 de Julho estão em contactos avançados com a empresa detida em 75% pela Brisa e em 25% pela SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) para entrarem no seu capital”, refere a edição de hoje.

De acordo com a mesma notícia, o montante da participação será definido de acordo com o número de transacções realizado por cada concessionária.

Segundo os analistas do BPI, a eventual entrada da Mota-Engil e da Cintra no capital da Via Verde deverá contribuir para acelerar a introdução de portagens nas SCUT.

Agora, a Brisa vem prestar esclarecimentos adicionais, informando que a possibilidade de entrada no capital da Via Verde foi avançada há quatro anos, mas que as conversações nesse sentido se intensificaram recentemente.

“A Brisa, detentora de 75% da Via Verde Portugal, informa que, na sequência de notícias hoje publicadas na comunicação social, a mesma participada anunciou publicamente, em Maio de 2006, a intenção de proceder à abertura do respectivo capital social à generalidade dos operadores de concessões de auto-estradas e pontes com portagem”, refere, a este propósito, o comunicado da concessionária de auto-estradas.

“Mais informa que, recentemente, se intensificaram as conversações com alguns destes operadores, não havendo, no entanto, uma conclusão deste processo”, conclui o documento divulgado pela CMVM.

A Brisa, que entrou este mês para a lista das 20 empresas europeias de pequena e média dimensão preferidas do UBS, fechou hoje a ganhar 0,08% na bolsa lisboeta, a negociar nos 4,924 euros.

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