Redução salarial é alternativa ao «layoff» previsto pela administração do jornal. 92% dos trabalhadores já aceitaram
A comissão de trabalhadores do jornal «Público» está «satisfeita» com os
92 por cento de trabalhadores que já acordaram
a redução dos próprios
salários, mas a administração continua a «pressionar» trabalhadores a
assinar, disse um elemento daquele
organismo.
O número de
pessoas que assinaram corresponde a 92 por cento do universo dos
trabalhadores do jornal.
«A comissão de trabalhadores
está satisfeita com o resultado do acordo, considera que os objectivos
já foram atingidos», disse
à Lusa Mariana Oliveira, um
dos quatro membros da comissão de trabalhadores (CT) do «Público».
Mariana
Oliveira revelou
ainda que o número de
assinaturas favoráveis à redução salarial «permite deduzir que a
administração já consegue ou está muito
perto de conseguir reduzir os
800 mil euros aos custos anuais com salários que foram acordados com a
CT».
«Por isso»,
acrescentou a mesma fonte, o
organismo representante dos trabalhadores «estranha que a administração
continue a pressionar
alguns trabalhadores a
assinar», e «sublinha, como sempre, que constitui um direito individual e
inalienável de cada trabalhador
assinar ou não assinar o
acordo de redução salarial e quem não assinar não pode ser alvo de
retaliações».
Entre os
casos de pessoas que não
assinaram, a comissão de trabalhadores disse que «há vários casos
dramáticos», mas também outros
de salários elevados.
A
administração do jornal continua a tentar elevar o número de
assinaturas e, de acordo com
uma fonte da comissão de
trabalhadores, em paralelo, alguns jornalistas do «Público» fizeram
circular um e-mail em que indicam
condicionar o respectivo
acordo à assinatura por cem por cento dos funcionários do jornal.
O
plano de reduções salariais
alargado a todos os
funcionários permitiu que fosse posto de parte um plano inicial que
previa a colocação de 21 trabalhadores
do Público em suspensão de
contrato («layoff») temporária.
O plano em discussão prevê,
segundo a CT, um quadro progressivo
de reduções salariais, que
começa nos 3 por cento para os trabalhadores que auferem salários brutos
acima dos mil euros e
evolui até 8 por cento para
salários até 1500 euros e daí até um teto de 21 por cento para salários
brutos acima dos 4 mil
euros.
O plano contempla ainda situações de fronteira para evitar que quem está na base inferior de um escalão tenha
reduções equivalentes à parte superior do mesmo escalão.
De
acordo com a fonte da CT do «Público», existe um total
de 37 funcionários no jornal
que auferem menos de 1.000 euros brutos mensais e há 136 funcionários
com salários acima dos
1.600 euros.
(Se assim o desejar, visite a fonte da informação clicando aqui)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Combustíveis: 1ª bomba low cost abre no centro de Lisboa
Empresa Rede Energia promete super descontos durante o dia e hiper descontos durante a noite
Abriu no centro de Lisboa a primeira gasolineira de baixo custo da capital. Este posto de abastecimento low cost, da empresa Rede Energia, promete ser «uma pedrada no charco», já que, até agora, nenhuma marca branca ou de baixo custo tinha conseguido entrar no melhor guardado reduto das grandes companhias.
«Até agora, a cidade de Lisboa era um centro de protecção para as grandes companhias de distribuição de combustíveis, pelo que os postos de abastecimento existentes estavam todos agregados aos nomes daquelas empresas. Mas a partir de hoje a cidade passa a poder utilizar o primeiro posto de abastecimento low cost», refere a Rede Energia, que pratica descontos de cerca de 10 cêntimos por litro face aos preços das gasolineiras de marca.
Situado quase ao fim do Campo Grande (no sentido de Segunda Circular, nº 330), esta unidade oferece aquilo que chama de «Super Descontos» durante o dia (entre as 07 e as 22 horas), com atendimento personalizado, e «Hiper Descontos» (ainda maiores) durante a noite (das 22 às 07 horas), com pagamentos apenas por multibanco.
«Esta é uma situação nova para os habitantes da cidade que tinham de se conformar com a harmonização dos preços das distribuidoras mais poderosas», sublinha.
Marca promete mais postos para 2012
A Rede Energia tinha já outro posto de abastecimento aberto, no Barreiro, e conta abrir «mais seis ou sete» durante o primeiro semestre de 2012, disse um dos gestores da empresa, Nuno Castela, à Agência Financeira. Todos na Grande Lisboa, antes de se pensar no resto do país.
O próximo, que «será inaugurado já em Janeiro, fica localizado na Parede, mesmo à beira da Marginal», e surge num espaço onde estava até há bem pouco tempo uma gasolineira da Galp. O Cartaxo é outra das localizações planeadas.
Qualidade? «Combustíveis são todos iguais»
Aos consumidores que desconfiam da qualidade dos combustíveis de baixo custo e sem uma marca conhecida associada, Nuno Castela responde: «Os combustíveis são todos iguais. Todos compramos os combustíveis nos centros logísticos da Petrogal, em Sines, Matosinhos e Aveiras. Mesmo as grandes petrolíferas, como a BP ou a Repsol, compram os combustíveis refinados pela Petrogal».
Então, como é que os combustíveis chegam ao consumidor mais baratos nos postos sem marca? É simples: «Nas bombas de marca, que são exploradas por um revendedor, depois de pagas as despesas, a petrolífera fica com a maior parte da margem e o revendedor apenas com uma margem que ronda os 2,5 cêntimos. Nós não pagamos a uma grande petrolífera, a margem fica toda para nós e para os nossos clientes. Conseguimos oferecer preços mais baixos aos consumidores e ainda ficamos com uma margem de revendedor maior do que a dos outros», explica Nuno Castela.
Então, porque é que não fazem todos o mesmo? Porque «as coisas são complicadas. Os postos existentes têm contratos exclusivos de abastecimento com as grandes marcas. Agora, como as suas margens estão a ser muito esmagadas e a maioria está a perder dinheiro, quando os contratos acabam, vão à procura de alternativas».
Fonte: AF
Abriu no centro de Lisboa a primeira gasolineira de baixo custo da capital. Este posto de abastecimento low cost, da empresa Rede Energia, promete ser «uma pedrada no charco», já que, até agora, nenhuma marca branca ou de baixo custo tinha conseguido entrar no melhor guardado reduto das grandes companhias.
«Até agora, a cidade de Lisboa era um centro de protecção para as grandes companhias de distribuição de combustíveis, pelo que os postos de abastecimento existentes estavam todos agregados aos nomes daquelas empresas. Mas a partir de hoje a cidade passa a poder utilizar o primeiro posto de abastecimento low cost», refere a Rede Energia, que pratica descontos de cerca de 10 cêntimos por litro face aos preços das gasolineiras de marca.
Situado quase ao fim do Campo Grande (no sentido de Segunda Circular, nº 330), esta unidade oferece aquilo que chama de «Super Descontos» durante o dia (entre as 07 e as 22 horas), com atendimento personalizado, e «Hiper Descontos» (ainda maiores) durante a noite (das 22 às 07 horas), com pagamentos apenas por multibanco.
«Esta é uma situação nova para os habitantes da cidade que tinham de se conformar com a harmonização dos preços das distribuidoras mais poderosas», sublinha.
Marca promete mais postos para 2012
A Rede Energia tinha já outro posto de abastecimento aberto, no Barreiro, e conta abrir «mais seis ou sete» durante o primeiro semestre de 2012, disse um dos gestores da empresa, Nuno Castela, à Agência Financeira. Todos na Grande Lisboa, antes de se pensar no resto do país.
O próximo, que «será inaugurado já em Janeiro, fica localizado na Parede, mesmo à beira da Marginal», e surge num espaço onde estava até há bem pouco tempo uma gasolineira da Galp. O Cartaxo é outra das localizações planeadas.
Qualidade? «Combustíveis são todos iguais»
Aos consumidores que desconfiam da qualidade dos combustíveis de baixo custo e sem uma marca conhecida associada, Nuno Castela responde: «Os combustíveis são todos iguais. Todos compramos os combustíveis nos centros logísticos da Petrogal, em Sines, Matosinhos e Aveiras. Mesmo as grandes petrolíferas, como a BP ou a Repsol, compram os combustíveis refinados pela Petrogal».
Então, como é que os combustíveis chegam ao consumidor mais baratos nos postos sem marca? É simples: «Nas bombas de marca, que são exploradas por um revendedor, depois de pagas as despesas, a petrolífera fica com a maior parte da margem e o revendedor apenas com uma margem que ronda os 2,5 cêntimos. Nós não pagamos a uma grande petrolífera, a margem fica toda para nós e para os nossos clientes. Conseguimos oferecer preços mais baixos aos consumidores e ainda ficamos com uma margem de revendedor maior do que a dos outros», explica Nuno Castela.
Então, porque é que não fazem todos o mesmo? Porque «as coisas são complicadas. Os postos existentes têm contratos exclusivos de abastecimento com as grandes marcas. Agora, como as suas margens estão a ser muito esmagadas e a maioria está a perder dinheiro, quando os contratos acabam, vão à procura de alternativas».
Fonte: AF
Espanha congela salários em 2012
Governo propôs hoje o
congelamento do salário mínimo, amanhã deve anunciar que o mesmo se
aplicará aos salários dos funcionários públicos, sinalizando que é essa a
orientação que deseja ver aplicada a toda economia em 2012.
Contrariando os sindicatos, o Executivo de Mariano Rajoy avançou hoje com a proposta de congelar o salário mínimo em 641,4 euros mensais, não obstante as pressões dos sindicatos que exigiam a reposição do poder de compra, mediante um aumento pelo menos igual ao da taxa de inflação.
Esta proposta, endereçada aos parceiros sociais, reforça a expectativa de que também os salários da função pública sejam congelados em 2012. Uma decisão nesse sentido deverá ser tomada em Conselho de Ministros, nesta sexta-feira.
Com estas duas orientações, o novo Governo espanhol estará a dar indicações muito claras de que deseja que todos os sectores da economia espanhola congelem salários num ano em que admite a probabilidade do regresso da recessão.
(Se assim o desejar, visite a fonte da informação clicando aqui)
EDP e JM valorizam mais de 1% e levam PSI-20 a contrariar Europa
O PSI-20 esteve a subir
em torno de 1% durante grande parte da sessão, mas o avanço atenuou-se,
depois de o BCE ter divulgado que os empréstimos à banca europeia da
semana passada levaram o seu balanço para um máximo histórico. Lisboa
conseguiu manter-se em alta, no meio de uma Europa vermelha. Índice
avança há quatro sessões.
A bolsa nacional conseguiu encerrar hoje em terreno positivo, impulsionada principalmente pela EDP e pela Jerónimo Martins. A queda superior a 2% da Galp Energia não foi suficiente para conduzir o índice de referência ao terreno negativo.
O PSI-20 avançou 0,39% para 5.482,86 pontos, naquela que é a quarta sessão consecutiva de ganhos. Onze das 20 cotadas fecharam em terreno positivo, conseguindo contrariar o sentimento negativo da Europa.
A bolsa nacional e a Europa até estiveram a negociar em forte alta durante a sessão, dinamizada pelo sucesso do leilão de curto prazo de Itália, com a queda para metade dos custos de financiamento para o Tesouro transalpino.
Contudo, pelas 14 horas, o BCE divulgou o seu balanço, com 2,73 biliões de euros, um montante nunca antes atingido. A justificar essa subida estiveram os empréstimos, que dispararam 32% em uma semana, naquela que foi uma medida da entidade para ceder liquidez à economia da Zona Euro.
Leia mais em Jornal de Negócios
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Dados económicos e sector financeiro confundem Wall Street
As praças bolsistas norte-americanas terminaram a sessão inalteradas, com dois dados económicos a equilibrarem optimistas e cépticos. Mas o Morgan Stanley abalou esse equilíbrio.
As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram mistas, numa sessão com bastantes notícias.
A abertura tinha sido em baixa, devido à descida dos preços das casas nos EUA, nos 12 meses terminados em Outubro, para meia hora depois inverter para terreno positivo à conta do anúncio de que a confiança dos consumidores aumentou em Dezembro para o nível mais alto de oito meses.
Este dado acabou por ofuscar a queda dos preços no imobiliário residencial e atenuou também os receios decorrentes da crise da dívida europeia num dia em que os juros das obrigações italianas atingiram o nível mais alto desde a entrada no Euro.
Wall Street manteve-se praticamente toda a sessão em alta, mas perto do final da sessão a fragilidade do sector financeiro começou a ter maior peso. Ao contrário da Europa, onde a banca registou um bom desempenho, os títulos deste sector nos EUA negociaram em grande medida no vermelho.
A notícia de que 580 dos 1.600 cortes de emprego anunciados pelo Morgan Stanley deverão ter lugar em Nova Iorque abalou a tendência positiva, com o Dow Jones a ceder ligeiramente e o Standard & Poor’s a fechar praticamente inalterado.
O índice industrial Dow Jones fechou assim a recuar 0,02%, fixando-se nos 12.291,73 pontos.
O S&P 500, por seu lado, subiu apenas 0,01% para se estabelecer nos 1.265,44 pontos, ao passo que o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,25% a negociar nos 2.625,20 pontos.
A Mead Johnson Nutrition disparou depois de anunciar, que após a realização de testes, não foi detectada qualquer bactéria num produto de banho usado num bebé que faleceu.
A MetLife esteve também entre os destaque pela positiva, animada pelo facto de o departamento de serviços financeiros da General Electric ir comprar o seu negócio de depósitos no retalho nos EUA.
Em contrapartida, do lado das perdas esteve a Sears Holdings, a afundar mais de 27% penalizada pelo anúncio de que vai encerrar 120 lojas Kmart e Sears.
No sector financeiro, o Bank of America, JPMorgan Chase e Morgan Stanley contam-se entre os que encerraram a ceder terreno.
(Se assim o desejar, visite a fonte da informação clicando aqui)
As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram mistas, numa sessão com bastantes notícias.
A abertura tinha sido em baixa, devido à descida dos preços das casas nos EUA, nos 12 meses terminados em Outubro, para meia hora depois inverter para terreno positivo à conta do anúncio de que a confiança dos consumidores aumentou em Dezembro para o nível mais alto de oito meses.
Este dado acabou por ofuscar a queda dos preços no imobiliário residencial e atenuou também os receios decorrentes da crise da dívida europeia num dia em que os juros das obrigações italianas atingiram o nível mais alto desde a entrada no Euro.
Wall Street manteve-se praticamente toda a sessão em alta, mas perto do final da sessão a fragilidade do sector financeiro começou a ter maior peso. Ao contrário da Europa, onde a banca registou um bom desempenho, os títulos deste sector nos EUA negociaram em grande medida no vermelho.
A notícia de que 580 dos 1.600 cortes de emprego anunciados pelo Morgan Stanley deverão ter lugar em Nova Iorque abalou a tendência positiva, com o Dow Jones a ceder ligeiramente e o Standard & Poor’s a fechar praticamente inalterado.
O índice industrial Dow Jones fechou assim a recuar 0,02%, fixando-se nos 12.291,73 pontos.
O S&P 500, por seu lado, subiu apenas 0,01% para se estabelecer nos 1.265,44 pontos, ao passo que o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,25% a negociar nos 2.625,20 pontos.
A Mead Johnson Nutrition disparou depois de anunciar, que após a realização de testes, não foi detectada qualquer bactéria num produto de banho usado num bebé que faleceu.
A MetLife esteve também entre os destaque pela positiva, animada pelo facto de o departamento de serviços financeiros da General Electric ir comprar o seu negócio de depósitos no retalho nos EUA.
Em contrapartida, do lado das perdas esteve a Sears Holdings, a afundar mais de 27% penalizada pelo anúncio de que vai encerrar 120 lojas Kmart e Sears.
No sector financeiro, o Bank of America, JPMorgan Chase e Morgan Stanley contam-se entre os que encerraram a ceder terreno.
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Transferência dos fundos de pensões da banca é um «golpe»
União de Reformados e Pensionistas da Banca duvida da garantia do Governo de pagar 14 pensões anuais aos pensionistas dos fundos de pensões transferidos para o Estado
A União de Reformados e Pensionistas da Banca duvida da garantia do Governo de pagar 14 pensões anuais aos pensionistas dos fundos de pensões transferidos para o Estado e considera esta operação um «golpe de seis mil milhões de euros».
«As garantias de pagamento integral das pensões valem aquilo em que cada um quiser acreditar, nesta conjuntura de sucessivos pacotes e orçamentos de austeridade», disse esta terça-feira em comunicado a União de Reformados e Pensionistas da Banca (UBR), que considera que a transferência dos fundos de pensões dos bancos privados para o regime geral da Segurança Social foi um «golpe» organizado pelo Governo e pelos bancos.
«Não se trata de uma transferência nem para a Segurança Social nem para lado nenhum. O Governo vai contabilizar o valor dos Fundos como receita para assim reduzir o défice de 2011 e devolver os seis mil milhões aos bancos em pagamento de dívidas. Ou seja, os fundos de pensões dos bancários reformados são apropriados pelo Governo e imediatamente gastos», considera a UBR.
Quanto à garantia do Governo de manutenção do pagamento de 14 meses anuais, ainda que o Orçamento do Estado para o próximo ano - ainda por promulgar pelo Presidente da República - suspenda o pagamento total ou parcial dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e aos pensionistas com vencimentos ou pensões acima de 600 euros, a UBR duvida que o Executivo cumpra a sua palavra.
A associação critica mesmo a posição dos Sindicatos dos Bancários do Sul e Ilhas, Centro e Norte (da UGT) por considerar que «deram a sua aprovação ao golpe» ao assinar o acordo tripartido com bancos e Governo, ao mesmo tempo que se «pronunciaram contra o decreto-lei» que estabelece as condições de transferência dos fundos de pensões.
Quanto aos bancos cujos fundos de pensões passam para o Estado, a União de Reformados e Pensionistas da Banca considera que este acordo só lhes traz vantagens, pois «ficam livres das suas responsabilidades para com os reformados» ao mesmo tempo que «cobram parte da dívida pública e ainda vão obter grandes vantagens fiscais».
A transferência dos fundos de pensões da banca, anunciada pelo Governo em Agosto e concluída este mês, permite ao Estado encaixar no imediato cerca de seis mil milhões de euros e assim cumprir a meta de défice orçamental de 5,9 por cento este ano.
O primeiro-ministro afirmou a 14 de Dezembro que o Governo espera que o défice de 2011 «não fique acima de 4,5 por cento», mas adiantou que sem as receitas extraordinárias dos fundos de pensões da banca ficaria perto de oito por cento.
(Se assim o desejar, visite a fonte da informação clicando aqui)
A União de Reformados e Pensionistas da Banca duvida da garantia do Governo de pagar 14 pensões anuais aos pensionistas dos fundos de pensões transferidos para o Estado e considera esta operação um «golpe de seis mil milhões de euros».
«As garantias de pagamento integral das pensões valem aquilo em que cada um quiser acreditar, nesta conjuntura de sucessivos pacotes e orçamentos de austeridade», disse esta terça-feira em comunicado a União de Reformados e Pensionistas da Banca (UBR), que considera que a transferência dos fundos de pensões dos bancos privados para o regime geral da Segurança Social foi um «golpe» organizado pelo Governo e pelos bancos.
«Não se trata de uma transferência nem para a Segurança Social nem para lado nenhum. O Governo vai contabilizar o valor dos Fundos como receita para assim reduzir o défice de 2011 e devolver os seis mil milhões aos bancos em pagamento de dívidas. Ou seja, os fundos de pensões dos bancários reformados são apropriados pelo Governo e imediatamente gastos», considera a UBR.
Quanto à garantia do Governo de manutenção do pagamento de 14 meses anuais, ainda que o Orçamento do Estado para o próximo ano - ainda por promulgar pelo Presidente da República - suspenda o pagamento total ou parcial dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e aos pensionistas com vencimentos ou pensões acima de 600 euros, a UBR duvida que o Executivo cumpra a sua palavra.
A associação critica mesmo a posição dos Sindicatos dos Bancários do Sul e Ilhas, Centro e Norte (da UGT) por considerar que «deram a sua aprovação ao golpe» ao assinar o acordo tripartido com bancos e Governo, ao mesmo tempo que se «pronunciaram contra o decreto-lei» que estabelece as condições de transferência dos fundos de pensões.
Quanto aos bancos cujos fundos de pensões passam para o Estado, a União de Reformados e Pensionistas da Banca considera que este acordo só lhes traz vantagens, pois «ficam livres das suas responsabilidades para com os reformados» ao mesmo tempo que «cobram parte da dívida pública e ainda vão obter grandes vantagens fiscais».
A transferência dos fundos de pensões da banca, anunciada pelo Governo em Agosto e concluída este mês, permite ao Estado encaixar no imediato cerca de seis mil milhões de euros e assim cumprir a meta de défice orçamental de 5,9 por cento este ano.
O primeiro-ministro afirmou a 14 de Dezembro que o Governo espera que o défice de 2011 «não fique acima de 4,5 por cento», mas adiantou que sem as receitas extraordinárias dos fundos de pensões da banca ficaria perto de oito por cento.
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Saldos de Inverno arrancam amanhã
Pois é, a economia está muito má, no entanto, quem tiver alguns euritos de lado para gastar naquilo que mais falta lhe faz, aproveite, porque a época de saldos de Inverno começa oficialmente amanhã, quarta-feira, dia 28 de Dezembro.
Por isso, faça as suas contas e tente aproveitar bem esta época, pois pelo menos o vestuário vai ter o seu preço bem reduzido!
Por isso, faça as suas contas e tente aproveitar bem esta época, pois pelo menos o vestuário vai ter o seu preço bem reduzido!
Presidente da Eletrobras prevê recorde de investimentos em 2012
José da Costa Carvalho Neto anunciou hoje que a empresa deverá investir 5,4 mil milhões de euros em 2012.
O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, anunciou hoje
que a empresa deverá investir 13,2 mil milhões de reais (5,4 mil milhões
de euros) em 2012, superando o recorde batido este ano.
Em comunicado, a empresa brasileira afirmou que a maior parte dos investimentos será em geração, área que receberá 6,8 mil milhões de reais (2,8 mil milhões de euros).
A transmissão terá um aporte de 3,8 mil milhões de reais (1,6 mil milhões de euros), enquanto o sector de distribuição levará 1,8 mil milhão de reais (740 milhões de euros) em investimentos.
As previsões foram feitas durante um encontro com jornalistas no Rio de Janeiro, no qual Carvalho Neto também apresentou um balanço dos investimentos recordes em 2011 - neste ano, foram investidos 9 mil milhões de reais (3,7 mil milhões de euros).
O presidente da holding brasileira também voltou a comentar a derrota da proposta da Eletrobras para a compra dos 21,35% da EDP detidos pelo governo português.
"Embora não tenhamos saído vencedores do processo de aquisição da EDP, adquirimos uma excelente experiência e acreditamos que é acertada a nossa estratégia de internacionalização", destacou o responsável.
A proposta vencedora no processo de privatização da EDP foi a chinesa Three Gorges Corporation. Também participaram na disputa a alemã E.ON e outra brasileira, a CEMIG.
Em comunicado, a empresa brasileira afirmou que a maior parte dos investimentos será em geração, área que receberá 6,8 mil milhões de reais (2,8 mil milhões de euros).
A transmissão terá um aporte de 3,8 mil milhões de reais (1,6 mil milhões de euros), enquanto o sector de distribuição levará 1,8 mil milhão de reais (740 milhões de euros) em investimentos.
As previsões foram feitas durante um encontro com jornalistas no Rio de Janeiro, no qual Carvalho Neto também apresentou um balanço dos investimentos recordes em 2011 - neste ano, foram investidos 9 mil milhões de reais (3,7 mil milhões de euros).
O presidente da holding brasileira também voltou a comentar a derrota da proposta da Eletrobras para a compra dos 21,35% da EDP detidos pelo governo português.
"Embora não tenhamos saído vencedores do processo de aquisição da EDP, adquirimos uma excelente experiência e acreditamos que é acertada a nossa estratégia de internacionalização", destacou o responsável.
A proposta vencedora no processo de privatização da EDP foi a chinesa Three Gorges Corporation. Também participaram na disputa a alemã E.ON e outra brasileira, a CEMIG.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
“A economia não está condenada à asfixia”
Em declarações ao ETV, o director da Faculdade de Economia da Universidade Nova olha de forma optimista para o memorando da 'troika'.
Em declarações ao ETV, o director da Faculdade de Economia da Universidade Nova considera que o memorando não impede o crescimento económico em Portugal.
"A economia não está condenada à asfixia. O memorando aponta pistas para um crescimento saudável da economia a médio e longo prazo", disse ao ETV, numa análise sobre os acontecimentos mais marcantes deste ano.
No entanto, o professor afirma que o abandono da redução da TSU foi "precipitado", mas acredita que o tema voltará a ser falado no próximo ano. "O FMI tem sido claro a esse respeito", acrescentou.
Sobre a privatização da EDP, Ferreira Machado concordou com a decisão do Governo em vender os 21,35% da eléctrica aos chineses da Three Gorges.
"Fiquei muito satisfeito com o processo de privatização da EDP. Portugal tem muito a ganhar na sua vertente mais atlântica e global."
Se assim o desejar, visite a fonte da informação clicando aqui
Em declarações ao ETV, o director da Faculdade de Economia da Universidade Nova considera que o memorando não impede o crescimento económico em Portugal.
"A economia não está condenada à asfixia. O memorando aponta pistas para um crescimento saudável da economia a médio e longo prazo", disse ao ETV, numa análise sobre os acontecimentos mais marcantes deste ano.
No entanto, o professor afirma que o abandono da redução da TSU foi "precipitado", mas acredita que o tema voltará a ser falado no próximo ano. "O FMI tem sido claro a esse respeito", acrescentou.
Sobre a privatização da EDP, Ferreira Machado concordou com a decisão do Governo em vender os 21,35% da eléctrica aos chineses da Three Gorges.
"Fiquei muito satisfeito com o processo de privatização da EDP. Portugal tem muito a ganhar na sua vertente mais atlântica e global."
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