sábado, 15 de maio de 2010
Estudo mostra por que doente não busca médico
O trabalho não separou a população por sexos nesse quesito, mas estima-se que os homens contribuam mais do que as mulheres para esses índices. Trabalhos anteriores já mostraram que eles demoram mais para procurar ajuda médica do que as mulheres.
O motivo de metade dos que têm nível superior é a incompatibilidade de horário. À medida que o grau de instrução cai, a falta de dinheiro e o difícil acesso ao serviço se tornam razões mais decisivas para a ausência nos consultórios.
A falta de uma relação médico-paciente sólida faz com que o paciente não ache essencial o atendimento e acabe postergando a consulta. Assim, busca outras fontes de informação para seu problema.
"A falta de preocupação com a saúde é cultural. Mas o médico também não dá as explicações sobre a doença, sobre a importância de fazer acompanhamento, de prevenir complicações", diz Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Segundo o médico, muita gente tenta diagnosticar a própria doença. "O paciente acaba recorrendo ao "dr. Google" para entender o que tem." As classes sociais mais baixas esbarram ainda na falta de estrutura do sistema público.
"A automedicação é intensa no país, mas será que alguém quer mesmo se automedicar? Não, mas, pelo SUS, é quase impossível ir ao médico, é um sistema falido sem a menor condição de dar a mínima assistência aos pacientes", diz Lopes.
Ele diz ainda que os convênios pagam pouco aos médicos por consulta, o que piora a qualidade do atendimento.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Nunca pensei que seria assaltada em delegacia, diz mulher que teve mais de R$ 13 mil roubados
O crime aconteceu por volta das 15h, quando ela estava na delegacia para registrar um boletim de ocorrência por clonagem de celular. No entanto, ela foi surpreendida por dois homens que anunciaram o assalto.
Para a comerciante, os criminosos não sabiam que no prédio funciona uma delegacia. A identificação é feita apenas por uma placa, na lateral do prédio, e, na ocasião, não havia carros da polícia no estacionamento.
Abordada, a mulher reagiu. "Joguei a bolsa em cima do balcão, e o ladrão pulou e foi buscar. Ninguém fez nada", afirmou. A comerciante disse que ainda tentou sair agarrada ao criminoso, mas largou quando ele disse ao outro assaltante para que atirasse. Os policiais que presenciaram a ação disseram que pensaram se tratar de briga de marido e mulher.
Pouco antes do assalto, a comerciante havia sacado R$ 15 mil em um banco e pagou R$ 2.000 de uma penhora. Depois, aproveitou que o filho, de 23 anos, foi a um posto de saúde vizinho à delegacia para registrar boletim de ocorrência por clonagem de celular. Além dos R$ 13 mil que havia restado do saque, havia mais R$ 500 na carteira da vítima.
A polícia suspeita que a comerciante tenha sido seguida desde que fez o saque no banco. O dinheiro seria usado para pagar dívidas e comprar equipamentos para o comércio da vítima, uma sorveteria.
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Operação para deter vazamento no golfo do México custa US$ 33 milhões por dia
Os custos, de acordo com a empresa - responsável pela plataforma que explodiu no local no final do mês passado-, são cinco vezes maiores que os estimados originalmente para conter o desastre.
Até o momento, a companhia informou já ter gasto US$ 440 milhões e os custos das operações podem chegar a US$ 20 bilhões, segundo algumas estimativas.
Os gastos totais do desastre, no entanto, podem ser ainda maiores, já que os cálculos não incluem despesas com indenizações ou multas.
"Apesar de os gastos serem grandes, a BP pode arcar com eles", diz o analista de economia da BBC Robert Peston.
Peston afirma que os US$ 33 milhões gastos diariamente pela empresa britânica com as operações no golfo do México "representam 13% dos lucros diários da BP no ano passado".
Operação
Parte do alto custo da operação é explicada por sua escala. Mais de 13 mil pessoas estão envolvidas, além de 530 embarcações. Foram realizados mais de 120 voos para o lançamento de dispersantes.
A petroleira britânica esperava depositar nesta quinta-feira uma peça parecida com um funil de 92 toneladas por cima do vazamento para contê-lo, mas a operação foi adiada por mais alguns dias por dificuldades técnicas.
A primeira tentativa de depositar a peça, no domingo, falhou porque se formaram cristais parecidos com gelo em seu interior.
O funil encontra-se no fundo do mar, ao lado do poço danificado, a cerca de 1,5 quilômetro de profundidade. O poço continua lançando 5 mil barris de petróleo por dia no mar.
Correspondentes dizem que não há garantias de que o funil conseguirá conter o vazamento.
A outra alternativa cogitada, a perfuração de um outro poço paralelo para conter o escoamento de petróleo, não ficaria pronta em menos de três meses.
Ambientalistas dizem temer que ocorra na região um desastre ambiental sem precedentes.
Onze funcionários da BP morreram quando uma plataforma de perfuração explodiu e afundou no golfo do México no dia 20 de abril.
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Facebook reúne para debater privacidade do site
A reunião interna vai reunir os executivos e os funcionários da empresa para falarem sobre a privacidade na rede social.
Assim que o encontro foi conhecido, vários blogues começaram a defender que se tratava de uma reunião de emergência, para tentar lidar com as inúmeras críticas que têm sido feitas ao Facebook, sobretudo relacionadas com a privacidade dos utilizadores.
A mais recente foi apresentada por um conjunto de responsáveis de organismos europeus de defesa de privacidade, que consideraram que as mais recentes alterações ao sistema de privacidade do site eram «inaceitáveis», avança a BBC.
Já antes diversos grupos nos EUA tinham apresentado as mesmas queixas, sobretudo uma nova regra de utilização, que permite ao site partilhar com terceiros informação dos seus membros, sem autorização.
Este aspecto levou mesmo alguns utilizadores bastante activos, sobretudo especialistas em tecnologias, a abandonar o site como forma de protesto.
Mesmo apesar das críticas, a empresa define o encontro de hoje como um exemplo da sua «cultura aberta», que possibilita aos seus funcionários participar «num fórum para colocarem perguntas sobre um tópico que tem suscitado um grande interesse no exterior».
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Foi identificado grupo responsável por 66% dos casos de phishing
A revelação é feita num relatório publicado pela organização Anti-Phishing Working Group (APWG) que analisa o fenómeno do phishing, um tipo de crime informático baseado na criação de páginas falsas de instituições legítimas para roubar os dados pessoais dos cibernautas ou propagar vírus informáticos.
Assim, de acordo com a organização o gangue Avalanche foi identificado como responsável por cerca de dois terços do total dos casos de phishing identificados no final do ano passado.
O APWG acredita que os membros deste grupo de criminosos saíram de uma outra quadrilha desmantelada em 2008, tendo a mesma sido uma das mais activas do mundo até ao seu fim.
O sucesso destes criminosos estava assente na utilização de tecnologias de topo para criar sites falsos e distribuir programas de roubo de identidade.
No relatório o APWG è revelado ainda que, durante o segundo semestre do ano de 2009 foram identificados um total de 126.697 ataques de phishing, o que representa o dobro face ao semestre anterior.
A organização adianta que apesar de ter conseguido desactivar a infra-estrutura do grupo, este continua activo.
Consulte o relatório neste link
HP anuncia o seu primeiro mini computador táctil
Com apenas 1,2 kg, o Mini 5120 é o primeiro computador com ecrã táctil a ser lançado por esta marca.
Com esta opção de ecrã táctil aos utilizadores vão poder navegar por aplicações, menus e sites mediante um simples toque do dedo. Depois de aplicar esta característica nos seus computadores de secretária, é agora a vez da HP alargar esta opção aos modelos da série mini, um sucesso de vendas desta marca. A HP teve um volume de vendas de 371 milhões de euros em 2008, sendo a sua quota de mercado de de 39,7% no que toca a computadores de secretária e 20,4% no que toca aos portáteis.
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Aumento do IVA é a medida adicional que terá mais peso na redução do défice até 2011
As novas metas para o défice público passam a ser de 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) já este ano, em vez dos anteriores 8,3% e de 4,6% em 2011, em vez da anterior previsão de 6,6%.
Do lado do aumento da receita, no PEC, o Governo propôs-se a aumentar o IRS aos "ricos", portajar SCUTS e tributar mais-valias. Ontem, as medidas endureceram: o IRC e o IVA sobem, tal como o IRS, tanto para trabalhadores, como reformados. São mais 1.050 milhões.
O IVA aumenta para 21%, voltando ao nível que tinha sido atingido antes de o Governo o baixar, no ano passado. Esta medida contribuirá com 0,3 pontos percentuais no PIB já este ano e 0,7 pontos percentuais em 2011, o que perfaz um total de um p.p, sendo, por isso, a medida imposta com maior impacto para atingir as novas metas.
No IRS foi estabelecida uma tributação adicional sobre o rendimento das pessoas singulares de um aumento de um ponto percentual nas taxas aplicáveis até ao 3º escalão de rendimentos e uma subida de 1,5 pontos percentuais a partir do 4º escalão e ainda um aumento de 1,5 p.p das taxas liberatórias. O impacto desta medida é de 0,6 pontos percentuais até 2011.
No IRC, com as novas medidas terão um impacto de 0,3 p.p.
O contributo total das novas medidas do lado da receita é de 2 pontos percentuais. Do lado da despesa, que terá um impacto de 1,4 pontos percentuais na redução do PIB. Ou seja, no total, as medidas adicionais terão um contributo de 3,4 pontos percentuais.
O comunicado do Ministério das Finanças salienta que “a adopção destas medidas e o consequente reforço da consolidação orçamental e do controlo do crescimento da dívida pública, têm o apoio político do principal partido da oposição, o PSD, que assim contribuirá decisivamente para uma rápida e efectiva implementação e para potenciar os efeitos positivos sobre as condições de financiamento da economia portuguesa”.
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Bolsa espanhola afunda mais de 6% e regista maior queda desde Outubro de 2008
“Estou muito preocupado acerca da crise dos défices”, afirmou o responsável pelo departamento de investimentos, Dariusz Kowalczyk, em Hong-Kong, em entrevista à Bloomberg.
“Têm de promover uma consolidação orçamental ainda mais profunda nos países do euro, porque a região tende a entrar novamente na recessão”, acrescentou.
Também o CEO do Deutsche Bank, Josef Ackermann, disse que a Grécia poderá não ser capaz de pagar a dívida na totalidade, argumentando que vai precisar fazer “esforços incríveis”.
As restantes bolsas europeias encerraram a cair mais 3%, com Portugal e Grécia a atingirem as maiores perdas a seguir à Espanha.
O Europe Stoxx 600 caiu 3% para 249,58 pontos. O espanhol IBEX, registou a maior queda desde Outubro de 2008, a afundar 6,64% para 9314,70 pontos. A banca madrilena foi a principal responsável, com o banco Santander a desvalorizar 8,98% para 8,32 euros, a Telefónica a recuar 5,53% para 14,87 euros e o banco BBVA a cair 7,58% para 8,78 euros.
O índice grego afundou 4,10% para 805,15 pontos enquanto que o português PSI-20 4,27% para 7011,62 pontos com as energias e banca a pressionarem.
O inglês FTSE desvalorizou 3,14% para 5262,85 pontos. O francês CAC perdeu 4,59% para 3560,36 pontos. O AEX caiu 3,13% para 327,24 pontos.
O alemão DAX depreciou 3,12% para 6056,71 pontos.
As principais praças norte-americanas também foram afectadas pelos receios da dívida excessiva da Zona Euro.
O índice industrial Dow Jones cai 1,85% para 10582,98 pontos. O índice tecnológico Nasdaq está a desvalorizar 2,65% para 2330,99 pontos, com a Apple e a Intel a pressionarem.
Fonte
F. C. Porto impedido pela Câmara de saudar Bento XVI
No comunicado, os dragões afirmam que, hoje à tarde, fiscais da autarquia portuense compareceram na antiga sede do clube e ordenaram a remoção da mensagem, ameaçando até com a chamada do corpo de bombeiros, caso a ordem não fosse cumprida de imediato.
"O F. C. Porto saúda o Papa Bento XVI", era o pendão que o clube das Antas tencionava exibir na sede.
Fonte: Jornal de Notícias
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Bento XVI lamenta existência de «crentes envergonhados»
“Os tempos que vivemos exigem um novo vigor missionário dos cristãos chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja, solidário com a complexa transformação do mundo. Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: politicos, intelectuais, profissionais da comunicação que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimensão religiosa e contemplativa da vida. (…) Não faltam crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã”.
Perante os Bispos de Portugal, o Papa Bento XVI apelou ao seu papel de “primeiros evangelizadores” num momento em que “a fé católica deixa de ser património comum da sociedade (…) ofuscada por “divindades” e senhores deste mundo”.
Na linha de intervenções anteriores o Papa voltou a reforçar a necessidade de uma nova “acção” da Igreja e dos católicos porque “a mera enunciação da mensagem não chega ao mais fundo do coração da pessoa”.
Citando João Paulo II, sobre a necessidade de “grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade entre os fiéis”, Bento XVI falou do momento de “fadiga da Igreja” e da “agradável surpresa” que teve por contactar com novos movimentos e comunidades eclesiais.
Incentivando os bispos a assumirem a “responsabilidade da autoridade”, que, considerou, “durante demasiado tempo se relegou para segundo plano”, o Papa deixou uma mensagem concreta de alerta da Igreja e para as “graves carênciais sociais”, mencionando as dioceses mais necessitadas e os países lusófonos.
Visite a fonte da informação No encontro com os Bispos de Portugal, o Papa retomou o tema da necessidade de uma nova evangelização. Lamentou a existência de “crentes envergonhados” na Igreja Católica, dirigindo-se em concreto a grupos sociais, como politicos, intelectuais e jornalistas, “onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo”.
“Os tempos que vivemos exigem um novo vigor missionário dos cristãos chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja, solidário com a complexa transformação do mundo. Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: politicos, intelectuais, profissionais da comunicação que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimensão religiosa e contemplativa da vida. (…) Não faltam crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã”.
Perante os Bispos de Portugal, o Papa Bento XVI apelou ao seu papel de “primeiros evangelizadores” num momento em que “a fé católica deixa de ser património comum da sociedade (…) ofuscada por “divindades” e senhores deste mundo”.
Na linha de intervenções anteriores o Papa voltou a reforçar a necessidade de uma nova “acção” da Igreja e dos católicos porque “a mera enunciação da mensagem não chega ao mais fundo do coração da pessoa”.
Citando João Paulo II, sobre a necessidade de “grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade entre os fiéis”, Bento XVI falou do momento de “fadiga da Igreja” e da “agradável surpresa” que teve por contactar com novos movimentos e comunidades eclesiais.
Incentivando os bispos a assumirem a “responsabilidade da autoridade”, que, considerou, “durante demasiado tempo se relegou para segundo plano”, o Papa deixou uma mensagem concreta de alerta da Igreja e para as “graves carênciais sociais”, mencionando as dioceses mais necessitadas e os países lusófonos.
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