quarta-feira, 16 de junho de 2010
Portugal agenda novo leilão de dívida no valor de 800 milhões de euros
Esta nova emissão é anunciada depois de Portugal ter efectuado uma emissão de bilhetes do Tesouro. Neste leilão, a procura superou em mais de duas vezes a oferta, o que ditou um financiamento maior do que o previsto. A taxa de juro mais do que duplicou para 2,689%.
A operação realizou-se num dia de enorme pressão sobre os juros da dívida de Portugal, em resultado da possibilidade da vizinha Espanha vir a recorrer à ajuda da União Europeia e do FMI.
Hoje, as obrigações do Tesouro a 10 anos estão em queda acentuada, atirando a “yield” para 5,575%, mais 16 pontos base do que na véspera. Na maturidade a cinco anos, a taxa fixou-se nos 4,354%, subindo mais de 20 pontos face à última sessão.
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Foguete "Satanás" leva satélite de monitoramento do Sol
Um foguete intercontinental SS-18, da ex-União Soviética, decolou hoje levando ao espaço três satélites europeus, incluindo um satélite para monitorar o impacto do Sol nas mudanças climáticas, informou o Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES, em sua sigla em francês), da França.
Mais de 80% das mudanças climáticas na Terra são atribuídas a gases-estufa, que seguram o calor do Sol na atmosfera terrestre. Os outros 20% são atribuídos em grande parte a variações nas emissões de radiação do Sol.
O satélite Picard, batizado em homenagem a um astrônomo francês do século 17 que estudou a atividade solar, irá orbitar a Terra a uma altitude de 725 quilômetros.
O satélite leva um telescópio que irá capturar imagens do Sol em cinco comprimentos de onda, e dois outros instrumentos para medir a energia emitida pelo astro.
O SS-18 foi apelidado de "Satanás" pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) durante o período da Guerra Fria. Nos anos 90, uma grande quantidade de mísseis foram convertidos para uso civil, permitindo o lançamento de cargas, como satélites, em órbitas baixas ao redor da Terra.
Lua pode abrigar mais água do que se imaginava, diz estudo
A Lua pode ter mais água do que se imaginava, segundo um estudo publicado na revista "PNAS".
Uma equipe de cientistas analisou o mineral apatita contido em rochas lunares colhidas durantes as missões Apollo e de um meteorito lunar encontrado no norte da África.
Os cientistas descobriram que havia pelo menos 100 vezes mais água nos minerais lunares do que se pensava.
Este grupo é um dos muitos que busca provas de existência de água na Lua e de como a água chegou à Terra.
O líder da equipe, Francis McCubbin, da Instituição Carnegie para Ciência, em Washington, disse à "BBC News" que o conteúdo de água na Lua varia de 64 partes por bilhão a 5 partes por milhão. "Algo como 2,5 vezes o volume dos Grandes Lagos", disse.
Acredita-se que a Lua tenha se formado após a colisão de um astro do tamanho de marte com uma Terra jovem, há 4,5 bilhões de anos. O impacto de alta energia produziu entulho derretido, que esfriou e formou a Lua.
Nesse perído, havia uma oceano de magma na Lua. Esse magma continha água, que entrava em erupção na superfície do satélite. A maioria dessa água evaporou, mas parte dela permaneceu nas rochas.
CRONOLOGIA
As missões espaciais Apollo nos anos 60 e 70 resultaram no acúmulo de vasto acervo de rochas lunares, que foram estudadas por cientístas durante vários anos.
A Lua foi declarada seca, mas essa teoria foi questionada em 2008 quando uma equipe dos EUA descobriu evidência de água em rochas vulcânicas usando um método de espectroscopia de massa de íons secundários.
Foi um avanço, apesar de as quantidade de água observada ser diminuta --da ordem de 46 partes por milhão.
No começo de 2010, observações a partir da nave indiana Chandrayaan-1 revelaram depósitos grossos de água congelada próximo ao polo norte lunar.
No novo estudo, McCubbin e colegas também usaram espectroscopia de massa para investigar as rochas da Apollo, mas dessa vez eles analisaram o único mineral que contém água nas rochas, apatita. O mineral é um importante componente de ossos e do enamel dos dentes e tem uma boa maior chances de reter água que rochas vulcânicas.
Wall Street sobe mais de 2% e fecha no máximo do mêsAs principais praças norte-americanas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo anúncio de que a
O índice industrial Dow Jones terminou a ganhar 2,10%, fixando-se nos 10.404,77 pontos. No acumulado do ano, já só perde 0,5%.
O S&P 500 avançou 2,35% para se estabelecer nos 1.115,23 pontos, o nível mais alto de fecho desde 18 de Maio.
Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 2,76% para 2.305,88 pontos.
Os títulos petrolíferos registaram um forte desempenho, num dia em que os preços do crude valorizaram mais de 2,6% em Nova Iorque, para mais de 77 dólares por barril, e 1,33% em Londres para 76,20 dólares.
Os bons dados relativos ao índice da actividade industrial da região de Nova Iorque renovaram a expectativa de que o crescimento económico global está a levar a melhor sobre a crise da dívida na Zona Euro.
A Microsoft sustentou a subida das tecnológicas, depois de a International Data Corp. ter reafirmado a sua previsão para as vendas globais de PC em 2010.
A Boeing ganhou perto de 4%, impulsionada pelo anúncio de que pretende aumentar a produção dos seus aviões 737, que são os mais vendidos.
A Caterpillar também encerrou no verde, com um acréscimo de cerca de 4%, depois de reiterar as suas metas de lucros para este ano.
A CBOE Holdings, a última grande bolsa a ser detida pelos seus membros, disparou 14% no dia em que começou a negociar como empresa pública.
As bolsas do outro lado do Atlântico, que ontem encerraram no vermelho a reagir ao corte do “rating” da Grécia por parte da Moody’s, foram hoje também contagiadas pelo bom desempenho na Europa, onde a oferta de compra da News Corp sobre a British Sky Broadcasting animou a negociação.
Fonte: Jornal de Negócios
Brasil terá maior crescimento agrícola do mundo até 2019
“É no Brasil que a alta da produção agrícola será, de longe, a mais rápida”, afirma o documento Perspectivas Agrícolas 2010-2019, divulgado pelas duas organizações.
De acordo com o relatório, a agricultura russa deve crescer 26% até 2019. Os setores agrícolas da China e da Índia também devem registrar um aumento significativo nesse período, de 26% e 21%, respectivamente.
Já a produção agrícola da União Europeia deve registrar uma expansão de menos de 4% até 2019, segundo o relatório, que classifica o desempenho como “estagnado”.
“O aumento da produção agrícola mundial deverá ser menos rápido durante a próxima década do que nos últimos dez anos, mas ela deverá, no entanto, permitir o crescimento de 70% da produção mundial de alimentos até 2050, como exige o crescimento demográfico previsto”, afirma o relatório.
Etanol
O documento demonstra que o Brasil deve ampliar ainda mais suas atividades em setores agrícolas onde já atua com destaque. Um deles é o da produção de etanol, que deve crescer 7,5% por ano no Brasil no período entre 2010 e 2019.
“O Brasil, com sua indústria baseada na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, deverá ser o principal exportador mundial. Uma parte dessas exportações deve transitar pelos países do Caribe com destino aos Estados Unidos para se beneficiar de condições preferenciais de importação”, diz o relatório.
Segundo a FAO e a OCDE, “o aumento do comércio internacional de etanol vai resultar quase totalmente do crescimento das exportações brasileiras”.
O documento afirma ainda que “40% do aumento da produção mundial de etanol deve ser realizado graças ao aumento da produção baseada na cana-de-açúcar, principalmente do Brasil, para atender a demanda doméstica brasileira e americana”.
Oleaginosas
Outro setor agrícola em que o Brasil deverá ter maior destaque é o dos oleaginosos (soja, milho, óleos vegetais). Durante a próxima década, 70% do aumento das exportações mundiais de grãos oleaginosos devem vir do Brasil.
As exportações brasileiras do produto devem passar de 26% do total mundial em 2010 a 35% em 2019, diz o relatório.
“O Brasil deverá se tornar o primeiro exportador mundial de grãos oleaginosos, ultrapassando os Estados Unidos em 2018.”
O país também deverá ampliar sua posição, já forte, no mercado mundial de açúcar, representando 50% do comércio internacional na próxima década.
O Brasil terá ainda um papel significativo no aumento do comércio mundial de carnes, contribuindo “sozinho com 63% das exportações de países que não integram a OCDE e com um terço das exportações mundiais”, diz o relatório.
O documento afirma também que os preços dos produtos agrícolas voltaram a cair, após os níveis recordes atingidos há dois anos, durante a crise alimentar, mas ressalta que “é pouco provável” que eles voltem aos níveis médios da década passada.
Os preços médios devem permanecer mais elevados e as preocupações em relação à segurança alimentar persistem, afirmam as duas organizações.
Elas preveem que as cotações médias do trigo e dos cereais serão, nos próximos dez anos, entre 15% e 40% superiores às do período entre 1997 e 2006.
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Brasil vs Coreia do Norte - Online
Transmissão agendada para as 19:30
Link: Brasil vs Coreia do Norte
Europa em alta pela quinta sessão já acumula ganhos em 2010
A contribuir para animar a negociação esteve a oferta de compra da News Corp lançada sobre a British Sky Broadcasting, o que ofuscou a queda da confiança dos investidores alemães e o corte do “rating” da Grécia anunciado ontem pela Moody’s já depois do fecho das praças do Velho Continente.
A praça de Atenas foi a única que encerrou em baixa, penalizada pelo “downgrade” da dívida pública do país. No entanto, as restantes bolsas europeias não se deixaram contagiar pelo mau desempenho da Grécia e assumiram uma direcção altista.
Stoxx 600 já sobe no acumulado de 2010
O Stoxx Europe 600 já anulou as perdas do ano e entrou mesmo em terreno positivo, com um ganho acumulado de 0,15%. Este barómetro já subiu 9,6% desde os mínimos do ano atingidos a 25 de Maio, quando os receios em torno da crise da dívida da Zona Euro se intensificaram. Na sessão de hoje, valorizou 0,7% para 254,28 pontos.
A britânica BSKyB liderou a escalada dos títulos de media, fechando a disparar 17%, depois de a News Corp, liderada por Rupert Murdoch, ter lançado uma oferta de compra do resto da empresa por 7,8 mil milhões de libras. A empresa chegou a estar a ganhar 18%.
A Société Générale, por seu lado, subiu 3,9% depois de deve anunciado uma meta de seis mil milhões de euros de lucros em 2012.
Outra entidade em destaque foi o banco UBS, que valorizou 2%, para 15,52 francos, depois de os legisladores suíços terem apoiado um tratato do governo com os Estados Unidos relativo à evasão fiscal e terem apelado à possibilidade de referendar a proposta a nível nacional.
A BP, por seu turno, sobressaiu pela negativa. No dia em que o seu “rating” foi reduzido pela Fitch para apenas dois níveis acima de “lixo”, devido ao potencial custo da limpeza da maré negra no Golfo do México, a petrolífera caiu 3% para 344,85 pence, o mais baixo nível desde Outubro de 2008.
Das principais praças europeias, a que mais subiu foi a madrilena, com o Ibex a pular 1,65%. O alemão Dax e o francês CAC-40 ganharam 0,82% e 0,98%, respectivamente.
Em Amesterdão, a apreciação foi de 0,72%, ao passo que em Londres o índice FTSE-100 registou um acréscimo de 0,30%.
A praça de Atenas, em contrapartida, fechou a ceder 1,05% para 733,16 pontos.
Os sectores que mais se destacaram pela positiva hoje na Europa foram os de media (+2,6%), da banca (+1,6%), dos seguros (+1,09%) e tecnologias (+1,09%). Com um ganho sectorial superior a 1% estiveram ainda as “utilities”, ao avançarem 1,07%.
Os únicos domínios em baixa foram os do petróleo (-0,25%), futebol (-0,18%), bebidas e alimentação (-0,16%) e automóvel (-0,02%).
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Pais descobrem que filha morreu após receber pulmão de fumante na Grã-Bretanha
Lynsey, que nasceu com fibrose cística (uma doença hereditária que causa deficiências progressivas em todo o organismo e muitas vezes leva à morte prematura), foi operada em fevereiro de 2009, após sua condição ter se deteriorado.
Ela acabou morrendo em julho do ano passado, e a principal causa da morte foi identificada como sendo pneumonia.
O caso levou a pedidos no país para que haja uma transparência maior dos hospitais sobre a origem de órgãos a serem transplantados.
O pai Lynsey, Allan Scott, disse que sua filha ficaria "horrorizada" se descobrisse que o pulmão era de um homem que fumou por 30 anos.
"Eu posso dizer com toda sinceridade que ela ficaria horrorizada ao saber que aqueles pulmões eram de um fumante e com certeza teria se recusado a seguir em frente com a operação", disse o pai de Lynsey, Allan.
"Eu entendo que em órgãos humanos não existe nada parecido com um órgão perfeito. Não é como quando existe algo de errado com seu carro e seu carro quebra - em que você recebe uma peça nova para aquele carro. Não existem peças novas para órgãos, eu entendo."
Na época, o pulmão transplantado tinha recebido a qualificação de "marginal" - ou seja, de órgão que oferece um certo risco ao receptor mas que ainda é considerado seguro.
Os pais de Lynsey defendem que os pacientes sejam avisados sobre as condições do órgão que receberão.
"Eles deveriam estar cientes no início da fase de avaliação para o transplante, deveria estar nos livretos de informação e deveria ser explicado para eles naquele momento."
O University Hospital of South Manchester (UHSM), que administra o hospital em que Lynsey foi operada, disse que seguiu as diretrizes estipuladas pela entidade que supervisiona operações e transplantes no país, o National Blood and Transplant Service.
"Existe um padrão de critérios para aceitar um órgão de um doador, baseados em indícios clínicos, que formam parte da discussão com os pacientes durante sua avaliação", afirmou um porta-voz do hospital.
"Pelo fato de o número de doadores de pulmão ser extremamente baixo e de 30% dos receptores morrerem antes de receber um transplante, o UHSM e outros centros de transplante ampliaram seus critérios."
Isto causou um aumento no número de pulmões disponíveis para doação considerados "seguros", segundo o porta-voz.
"Caso existam fatores ou questões envolvendo o doador que transformem a doação em um procedimento de mais alto risco nós vamos discutir estas preocupações diretamente com o receptor, por exemplo abuso de drogas ou um episódio particular na vida do doador."
De acordo com os números mais recentes obtidos pela BBC, a proporção de órgãos doados "marginais" era de 13% em 1998. Dez anos depois esse porcentual dobrou.
Um porta-voz do Departamento de Saúde britânico diz que "existem diretrizes que determinam os riscos e os benefícios de quando um órgão deve ser usado."
"No fim das contas esta é uma decisão do médico, do paciente e de sua família. Qualquer decisão sempre deve ser feita após uma discussão completa com a família para que eles entendam todos os aspectos do tratamento que está sendo preparado."
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PT garante que já se pronunciou sobre oferta da Telefónica
Questionada sobre se o conselho de administração tencionava pronunciar-se, ainda, sobre a actual oferta da Telefónica para comprar a posição da operadora na Vivo, fonte oficial afirmou ao Negócios que "o conselho de administração já se pronunciou sobre a actual oferta e já emitiu um comunicado na devida altura. Posteriormente, e no seguimento da reunião do passado dia 9 de Junho, o conselho aprovou e divulgou um 'information statement' sobre esta matéria, que também é do domínio público".
Por outro lado, a PT afirma que as matérias sobre a oferta são da responsabilidade do conselho de administração.
Hoje, em declarações à Bloomberg, Nuno Vasconcelos, presidente da Ongoing, incitou a gestão da PT a pronunciar-se sobre a oferta.
Na declaração aprovada a 9 e publicada a 10 de Junho, a administração da PT lembrou a posição assumida quando recebeu a proposta revista da Telefónica de que "entendeu que a Oferta não reflecte o valor estratégico deste activo para a Telefónica e deliberou solicitar desde já a convocação de uma Assembleia Geral para que os accionistas da Portugal Telecom se possam pronunciar sobre a Oferta”.
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Moody"s corta "rating" da Grécia para "lixo"
A Moody's reduziu a classificação da dívida grega de 'A3' para 'Ba1'. O “outlook” mantém-se estável.
Segundo a Reuters, a Moody’s justificou esta decisão com os riscos de execução do programa de resgate criado pela Zona Euro e pelo FMI.
O pacote de resgate “elimina, de facto, qualquer risco de curto prazo de um incumprimento motivado pela falta de liquidez, e incentiva a implementação de um conjunto de reformas estruturais credíveis e viáveis, que têm um grande potencial de estabilizar as exigências do serviço da dívida para níveis possíveis de serem geridos”, salienta a Moody’s, citada pela Reuters.
“No entanto, os riscos macroeconómicos e de implementação associados a este programa são substanciais e mais consistentes com um ‘rating’ Ba1”, acrescentou a agência de notação financeira.
A S&P tinha já cortado o "rating" da Grécia para "junk", ou lixo, um nível de classificação de risco elevado que traduz uma probabilidade grande de entrada em incumprimento.
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