A notícia do "Expresso" sobre a disponibilidade de reforço da Sonangol no BCP já não está a ter o mesmo efeito nos títulos do banco. As acções da instituição já estiveram a ganhar 37%, mas somam agora 15%. Ainda assim, continua em destaque em Lisboa e na Europa.
O BCP está a atenuar a forte subida da sessão de hoje. Ainda assim, o banco continua a ser o título que mais sobe no PSI-20 e no Stoxx Europe 600.
Depois de terem disparado perto de 37% para 0,168 euros, os títulos do
banco português seguem agora a somar 14,63% para negociar nos 0,141
euros. Na sexta-feira, as acções da instituição comandada por Carlos Santos Ferreira terminaram a valer 0,123 euros.
Em menos de três horas de negociações, já foram transaccionados 150
milhões de acções do BCP, o que é superior ao volume de cada uma das
sessões da semana passada. A média diária dos últimos seis meses é de 52
milhões de títulos negociados.
Ainda assim, mesmo com o
abrandamento dos ganhos, a capitalização bolsista do BCP continua ainda a
ser superior a mil milhões de euros, valor que o banco superou
novamente no dia de hoje.
No restante sector financeiro nacional, o BES ganha 2,68% para 1,263 euros, enquanto o BPI dispara 6,61% para 0,468 euros. O Banif segue nos 0,299 euros, somando 4,91%.
A já maior accionista – com 11,57% – do banco mostrou-se disposta a
reforçar a sua posição no BCP, segundo o "Expresso". A estrutura
accionista e a recapitalização do BCP foi um tema de discussão entre
Passos Coelho e José Eduardo dos Santos na visita do primeiro-ministro
português a Angola na semana passada, de acordo com a edição de sábado
do semanário.
Na publicação, é indicado que a Sonangol terá
disponibilidade para aumentar a sua posição no maior maior banco privado
do país por activos – o máximo é uma posição até 20% – “desde que esta
se realize num quadro de reestruturação dos accionistas de referência do
banco”. Neste momento, os maiores accionistas são a Ocidental Seguros, Teixeira Duarte e Joe Berardo.
Passos Coelho terá dado garantias a Eduardo dos Santos de que este negócio seria bem visto pelos portugueses, avança o jornal.
A
reestruturação accionista poderá passar, segundo o "Expresso" pela
entrada de um novo accionista de referência. Três bancos da China terão
estado a analisar o processo, aponta o semanário.
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