sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Instituto Meteorologia prevê fim-de-semana com muito frio

O Instituto de Meteorologia (IM) prevê que os próximos dias se caracterizem pela diminuição acentuada das temperaturas, especialmente nas regiões do Norte, Centro e Interior do país.

De acordo com o IM, o fim-de-semana ficará marcado pelas baixas temperaturas em todo o país. Para sábado, as previsões são de descida das temperaturas mínimas, podendo chegar a valores negativos no Interior.

Em Lisboa, a temperatura mínima poderá chegar aos 0 graus e, no Porto, aos -3. A Guarda será a cidade mais fria, não devendo ultrapassar o 1 grau de máxima. Bragança vem logo a seguir, com a mínima a poder atingir os -6.

A partir do final da tarde, prevê-se um aumento da nebulosidade. Durante a madrugada o IM prevê queda de precipitação a começar nas regiões do Sul.

No domingo, o dia será especialmente frio, com a descida das temperaturas máximas, «com queda de neve a quotas muito baixas», nomeadamente no Interior, Norte e Centro.

Bragança e Guarda invertem os lugares, mas continuam a ser as mais frias. Em Lisboa, a máxima não deverá ultrapassar os 8 graus, e no Porto os termómetros podem descer até aos -2.

«A acentuada descida das temperaturas poderá, eventualmente, provocar queda de neve nas regiões do Litoral», adianta o IM.


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Braço armado das FLEC reivindica ataque à selecção do Togo

As Forças de Libertação do Estado de Cabinda/Posição Militar (FLEC/PM) reivindicaram hoje um ataque à escolta militar da comitiva da selecção de futebol do Togo esta tarde na região de Massabi, naquela província angolana disputada pelo movimento separatista.

"Às 15:00 de quinta-feira, a resistência das FLEC/PM realizou um ataque no sector de Massabi contra as Forças Armadas Angolanas, que escoltavam a selecção nacional do Togo", diz um comunicado enviado para a agência Lusa, assinado por Rodrigues Mingas, secretário-geral da organização, "em representação do Estado maior operacional das FLEC/PM".

Do ataque, resultou "um morto e três feridos graves nas fileiras inimigas" e nenhuma baixa do lado da resistência, indica o mesmo comunicado, que não refere nenhuma vítima entre a comitiva togolesa.

"Esta operação comando não é mais do que o começo de uma série de acções dirigidas que vão continuar em todo o território de Cabinda", conclui o texto.

O braço político das FLEC no exterior ainda não se pronunciou.

O autocarro que transportava a selecção do Togo foi hoje metralhado ao atravessar a fronteira entre o Congo e o enclave Angola, onde se vai realizar a Taça das Nações Africanas (CAN2010) em futebol, tendo sido feridos dois jogadores.

A revelação foi feita por um dos internacionais togoleses, Thomas Dossevi, ao telefone com a cadeia de televisão francesa Infosport.

O Togo devia estrear-se segunda-feira na CAN2010 frente à selecção do Gana, em Cabinda.

O gabinete do ministro sem pasta e presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo, Bento Bembe, não quis ainda confirmar nenhuma informação oficial à Lusa.

Fonte: Diário Digital

Parlamento aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

A proposta do Governo que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado no Parlamento. É um "momento histórico", segundo o primeiro-ministro José Sócrates.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado no Parlamento, ao início da tarde de hoje, sexta-feira, com os votos favoráveis do PS, BE, PCP, e PEV.

O PSD e o CDS-PP votaram contra. Também as deputadas do Movimento Humanismo e Democracia (independentes mas eleitas nas listas do PS), Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda, votaram contra a proposta do Governo.

Sete deputados do PSD abstiveram-se, tendo o partido dado liberdade de voto aos membros da sua bancada.

O diploma do Governo permite o casamento homossexual mas exclui a possibilidade de adopção por casais homossexuais, tendo esta questão estado no centro do debate parlamentar. O BE acusou mesmo o Executivo de criar um "imbróglio jurídico" ao violar o artigo 13.º da Constituição, que "garante o princípio da igualdade e, em consequência, que ninguém pode ser descriminado por razão da sua orientação sexual".

Na votação estavam presentes 224 dos 230 deputados: 94 do PS, 78 do PSD, 21 do CDS-PP, 16 do BE, 13 do PCP e 2 do PEV.

"Um momento histórico"

O primeiro-ministro, José Sócrates, que participou no debate no Parlamento mas não esteve presente na votação, afirmou que é “um momento histórico” para a Assembleia da República no combate à "discriminação e injustiça".

"Damos um passo da maior importância no sentido de combater a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa", disse, afirmando a sua satisfação por liderar o PS "no sentido de fazer aquilo que um humanista deve fazer", ou seja, "combater as injustiças dos outros como se fossem injustiças contra nós, combater as normas legais que impedem a igualdade como se nos atingisse a nós próprios".

"É um momento histórico para a Assembleia da República e estou muito satisfeito por ter participado", destacou o primeiro-ministro.

Festejos nas galerias e exterior do Parlamento

As muitas pessoas que encheram as galerias do Parlamento para assistir à discussão das propostas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo suspiraram de alívio e algumas abraçaram-se após a aprovação do projecto do Governo.

Dado que estas manifestações são proibidas dentro das instalações da Assembleia, os defensores do acesso ao casamento por casais homossexuais manifestaram-se com palmas, enquanto desciam a escadaria do Parlamento.

Algumas dezenas de pessoas reuniram-se depois na rua para celebrarem com um brinde o alargamento do casamento a pares homossexuais.

Diplomas BE, PEV e PSD chumbados

O Parlamento chumbou os diplomas do BE e do PEV que legalizavam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e incluíam a adopção e o projecto do PSD para a criação da união civil registada.

Os diplomas do BE e do PEV tiveram os votos contra do CDS-PP, do PSD e da maioria dos deputados do PS, a quem tinha sido imposta disciplina de voto.

A bancada do PCP absteve-se, assim como o deputado social-democrata Pedro Duarte.

Oito deputados socialistas votaram a favor, tal como o deputado do PSD José Eduardo Martins.

Os deputados socialistas que foram autorizados pela direcção parlamentar a quebrar a disciplina de voto foram os deputados independentes Miguel Vale de Almeida, João Galamba e Inês de Medeiros, o líder da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, e os deputados Sérgio Sousa Pinto, Jamila Madeira e João Soares.

O diploma do PSD para a instituição da união civil registada foi igualmente 'chumbada' com os votos contra do PS, BE, PCP, PEV, alguns deputados do CDS-PP e do social-democrata José Pacheco Pereira.

Abstiveram-se oito deputados do CDS-PP e três do PSD.

Votaram favoravelmente a união civil registada o PSD, o CDS-PP e as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia.

Dezenas de deputados de todas as bancadas do PS, PSD e CDS-PP anunciaram no final das votações que irão entregar declarações de voto.

Esquerda chumba proposta de referendo

A proposta de referendo sobre o casamento homossexual, contida numa petição subscrita por mais de 90 mil cidadãos, foi chumbada pelas bancadas de esquerda - PS, PCP, BE e PEV.

PSD, CDS-PP e as duas deputadas do Movimento Humanismo e Democracia (Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda) votaram a favor.

Abstiveram-se três deputados do PSD.


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Ataque à selecção do Togo durou 20 minutos: Um morto e 5 feridos

O autocarro que transportava a selecção do Togo foi metralhado ao atravessar a fronteira entre o Congo e Angola, onde se vai realizar a Taça das Nações Africanas. O ataque na região de Massabi, Cabinda, causou um morto e cinco feridos.

Segundo o porta-voz do ministro do Desporto do Togo, o motorista do autocarro morreu no ataque. Mais cinco pessoas ficaram feridas, duas das quais jogadores da selecção.

Os jogadores feridos no tiroteio são o guarda-redes Kodjovi Obilale e o defesa Serge Akakpo. Os outros feridos são, segundo um futebolista, um elemento da equipa técnica, um médico e um jornalista.

Algumas testemunhas dizem que o ataque foi brutal e que o autocarro foi baleado durante 20 minutos. Os mesmo testemunhos relatam que a grande figura da selecção, o jogador do Manchester City, Emmanuel Adebayor, desatou a chorar.

O Togo devia estrear-se segunda-feira na CAN2010 frente à selecção do Gana, em Cabinda.

Angola é país organizador do Campeonato Africano das Nações que arranca este domingo.


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Menino morre após apanhar do pai por urinar nas calças no Chile

Um menino de 2 anos morreu nesta quinta-feira no Hospital de Iquique, no Chile, por causa de uma surra dada seu pai por ter urinado nas calças. O garoto chegou ao hospital em coma.

Segundo o promotor Víctor Ávila, responsável pela investigação do caso, o pai da criança, um boliviano sem residência legal no Chile, "sacudiu o menino repetidamente, bateu nele com um tubo de PVC e depois o jogou no chão". O crime ocorreu na cidade de Apamilca, na municipalidade de Pozo Almonte, no norte do Chile.

O menino ficou inconsciente, teve fraturas múltiplas e lesões internas, acrescentou Ávila.

De acordo com o promotor, no momento da detenção, o pai disse que "estava educando" seu filho. A agressão foi denunciada por vizinhos. O menino recebeu um primeiro atendimento no consultório médico de Apamilca, mas, devido à gravidade, foi levado ao hospital de Iquique. Ávila disse que a companheira do pai do menino, que não é sua mãe, também foi detida porque pode ter tido participação no crime.

O pai contou à polícia que o menino era fruto de uma relação anterior que teve em Oruro, na Bolívia, e que tem uma filha de 1 ano e quatro meses com a atual companheira.

Este é o segundo caso do gênero no Chile nas últimas semanas. Em 21 de dezembro passado, um menino de dois anos morreu depois de uma surra de seu padrasto. Segundo o último estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) sobre maus-tratos no Chile, três em cada quatro crianças do país são vítimas de agressões físicas ou psicológicas em casa e uma em cada quatro é vítima de violência grave.

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Atirador se suicida após matar três em fábrica, diz polícia

Um trabalhador descontente envolvido em uma disputa sobre aposentadoria com a sua empresa foi responsabilizado pela morte a tiros de três pessoas em uma fábrica de Saint-Louis nesta quinta-feira. Cinco pessoas ficaram feridas e o atirador aparentemente se matou, disseram autoridades locais.

Bombeiros identificaram o atirador como Timothy Hendron, 51. A polícia não divulgou o nome dele, mas disse que um homem suspeito de ser o atirador foi encontrado morto no interior da fábrica com uma marca de tiro aparentemente autoinfligido.

A motivação para o ataque não foi imediatamente identificada. Mas em 2006, Hendron e outros trabalhadores da ABB processou a empresa por perdas de aposentadoria. O processo federal acusa a empresa e seu comitê de revisão de pensões de incluir em suas contas de aposentadoria opções de investimento com taxas "injustificadas e excessivas".

A audiência da causa contra a empresa tinha começado na última terça na cidade do Kansas, no estado do Missouri.

Os tiros começaram por volta das 6h30 (13h30 em Brasília), durante uma mudança de turno, e 40 a 50 pessoas provavelmente estavam na fábrica no momento, disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros Bob Keuss.

"Muitos deles [funcionários] procuraram segurança no telhado, nas caldeiras e armários de vassoura", disse Dotson.

Os nomes das vítimas não foram imediatamente divulgados. A polícia disse que três dos feridos estavam em estado grave e dois estavam em condições estáveis.

O site do "The St. Louis Post-Dispatch" diz que alguns dos funcionários correram para o telhado para escapar dos tiros, enquanto outros permaneceram escondidos nas salas do escritório.

O Grupo ABB fabrica transmissores de energia e equipamentos de automação industrial. A unidade de Saint-Louis emprega cerca de 270 pessoas. A empresa tem operações em aproximadamente cem países, empregando cerca de 120 mil pessoas. Em outubro passado, a ABB informou de mais de US$ 1 bilhão no terceiro trimestre.

Thomas Schmidt, porta-voz da ABB em Zurique, na Suíça, disse que a empresa recebeu relatos dos tiros. "O bem estar dos nossos funcionários é a coisa mais importante para nós", disse Schmidt, sem dar mais detalhes.


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Ilha australiana é invadida por migração de milhões de caranguejos

A migração anual de mais de 100 milhões de caranguejos fechou estradas e transformou as ruas da Ilha Christmas, na Austrália, em enormes tapetes vermelhos.

Os cerca de 120 milhões de caranguejos, segundo o Parque Nacional da Ilha Christmas, no sudoeste da Austrália, migram todos os anos das florestas para o mar, para a reprodução e desova.

O movimento rumo ao oceano começa entre os meses de novembro e janeiro, dependendo das chuvas. Os caranguejos apenas prosseguem a migração com chuva. Esse ano, devido ao fato de a estação úmida ter vindo mais tarde, houve apenas uma desova, iniciada no meio de dezembro.

A migração é tão intensa que ruas e estradas são fechadas na ilha, para impedir que os crustáceos sejam esmagados. Guardas-florestais também constroem pontes plásticas sobre as estradas para que os caranguejos atravessem sem perigo.

Tricia Ho, guarda-florestal na ilha, disse à BBC Brasil que os filhotes de caranguejos já estão emergindo aos poucos e logo deverão começar o caminho para as florestas.

A movimentação da natureza, no entanto, não impede que os 1,2 mil moradores locais prossigam com suas atividades diárias. "Não é difícil ver caranguejos dentro das casas", disse Linda Cash, moradora local, à BBC Brasil.

'Galápagos do Índico'

O pequeno pedaço de terra no Oceano Índico foi descoberto e nomeado Ilha Christmas por um capitão britânico, que passava pela região no dia de Natal em 1643.

O local é conhecido como a "Galápagos do Oceano Índico", devido à sua grande biodiversidade, comparável à do arquipélago que fica no Oceano Pacífico.

A Ilha Christmas é um paraíso para pássaros e 14 espécies de caranguejos, incluindo o maior invertebrado no mundo, o caranguejo coco.

Dois terços da ilha formam um parque nacional, atraindo 1.500 visitantes por ano, principalmente mergulhadores e observadores de pássaros e caranguejos.

Apesar de fazer parte do território australiano, a ilha está a apenas 370 quilômetros da costa sul da Indonésia e a maioria de sua população pertence às etnias chinesa e malaia.


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Lésbica «invade» apresentação de livro contra casamento gay

Helena Martins deu um ramo de flores aos autores do livro e confrontou os presentes: «Olhem para mim. Sou um ser humano»

Helena Martins tinha prometido uma manifestação pacífica à porta da editora que apresentou, esta quarta-feira, o livro «Porque não, casamento entre pessoas do mesmo sexo». No entanto, «a montanha pariu um rato», como disse a própria, e apenas Helena apareceu.

Depois das palavras dos autores, assumidamente contra o casamento homossexual, a lésbica interveio: «Vim aqui dar-vos um ramo de flores, o ramo da noiva, ironicamente.

Não podia deixar de vir aqui dialogar convosco e dar-vos o meu próprio livro: Porque sim.»

À plateia, Helena deixou um desafio: «Olhem para mim. Vejam pessoas concretas. Eu sou um ser humano.»

Criada no seio de uma família católica, a homossexual admitiu que os seus familiares «foram os primeiros a dizer que queriam era que eu fosse feliz». «Mas como é que posso ser feliz sem poder dizer: a minha mulher...», comentou.

Ao tvi24.pt, Helena Martins revelou que não vai poder ir à Assembleia da República na próxima sexta-feira, quando se adivinha a aprovação do casamento gay pela esquerda parlamentar. «No entanto, a minha companheira vai lá estar e temos planos de casar depois», disse.

«Mas mesmo que eu não quisesse casar, o importante é ter essa liberdade de escolha. Eu, aos 18 anos, achava que era heterossexual, tinha o sonho de casar. Por que é que esse direito me foi negado a partir do momento em que me assumi como gay?», questionou.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Google et "carte musique", Sarkozy valide l'essentiel des propositions de la mission Zelnik

L'autorité de la concurrence sera saisie sur un éventuel abus de position dominante de Google dans le secteur de la publicité en ligne, et une expertise sera lancée pour tenter de mieux "appréhender fiscalement" les revenus publicitaires des moteurs de recherche et des portails Web. Nicolas Sarkozy a validé, jeudi, l'une des principales propositions de la mission Zelnik, chargée de réfléchir au moyen de développer l'offre culturelle sur Internet, lors de ses vœux au monde de la culture.

La mission présidée par le PDG du label Naïve, Patrick Zelnik, éditeur notamment de Mirwais ou de Carla Bruni, avait rendu mercredi ses conclusions, contenant des propositions dans les domaines du livre numérique et de la vidéo ou de la musique en ligne. Parmi ces ajustements fiscaux ou législatifs, qui pourraient donner lieu à une proposition de loi visant à compléter le volet répressif de la loi Hadopi, la mission recommandait notamment la création d'une "taxe Google", sur les revenus publicitaires réalisés pas les portails et moteurs de recherche (Yahoo!, Facebook...), de l'ordre de 1 % à 2 %. Estimant que "ces entreprises sont taxées dans le pays siège, alors qu'elles ponctionnent une part importante de notre marché publicitaire", le chef de l'Etat a souhaité qu'une taxation plus précise soit mise en place, sans préciser s'il s'agirait d'une nouvelle taxe.

UNE CARTE DE TÉLÉCHARGEMENT POUR LES JEUNES

Le président de la République a également validé une autre des propositions clef de la mission Zelnik : une "carte musique jeune", financée en partie par l'Etat, pour inciter les jeunes à utiliser les services de téléchargement légaux, devrait voir le jour d'ici à l'été 2010. Concrètement, cette carte, d'une valeur de 50 euros, permettrait de télécharger de la musique sur tous les sites qui s'associeront à l'opération. Ces partenaires contribueraient au financement de la carte, à hauteur de 5 à 10 euros, tandis que l'Etat prendrait 20 euros à sa charge. L'internaute ne paierait ainsi que la moitié du prix.

La mission, présidée par Patrick Zelnik et codirigée par l'ancien ministre Jacques Toubon et le PDG de Sotheby's France Cerrutti, estime que cette mesure créera un effet vertueux en encourageant les internautes les plus jeunes à passer par les sites de vente de musique plutôt que par le téléchargement illégal. S'appuyant sur un sondage mené auprès d'un millier de personne, la mission Zelnik constate que le prix de la musique en ligne est l'obstacle le plus souvent cité à l'achat de musique sur les sites de vente. Le coût de la mesure est estimé à 20 millions d'euros par an.


(Le Monde)

Butantan cria nova vacina contra gripe suína

O Instituto Butantan começa a realizar nos próximos dias ensaios clínicos para testar a eficiência de uma substância que pode dobrar o poder da vacina contra a influenza A H1N1 – gripe suína.


Isso faria com que o custo das doses caísse pela metade. Desenvolvida e patenteada pelo instituto, a substância adjuvante já foi testada em outras vacinas e mostrou eficiência.

“Com esse produto, a vacina fica com o poder imunogênico duplicado, ou seja, com metade da dose, imuniza-se uma pessoa”, explicou ontem o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata.


Para o início dos testes, é necessária ainda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Barata espera uma aprovação rápida da agência e o início da produção com a substância em março. “Se o teste der certo – já sabemos que vai dar certo, porque fizemos testes para outras vacinas – vamos pôr o adjuvante e, com isso, conseguiremos multiplicar o número de doses da vacina”, disse. Segundo ele, é possível que a campanha nacional de vacinação, que deverá ter início em março ou abril, já conte com doses da vacina produzida com a substância.


O Butantan ainda não tem capacidade de produzir totalmente a vacina contra a gripe A a partir de uma cepa do vírus. A substância desenvolvida no instituto faz com que, partindo de doses produzidas por outros países - como os Estados Unidos e a França -, a vacina possa ser replicada. Apenas em 2011, o instituto prevê a conclusão de sua fábrica própria da vacina contra a gripe suína, que terá tecnologia transferida da França. Neste ano o instituto deverá estar pronto para produzir, também com tecnologia transferida da França, a vacina contra a gripe comum.


O Ministério da Saúde informou ontem que já adquiriu 83 milhões de doses de vacina contra a gripe suína. Em novembro do ano passado, o ministério havia comprado 40 milhões de doses do Glaxo Smith Kline (GSK). Além disso, comprou 33 milhões de doses, importadas pelo Instituto Butantan, que serão entregues até o mês de março. Na última semana, firmou contrato para a obtenção de 10 milhões de doses do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).


Oito milhões de doses foram adquiridas pelo Butantan no contrato de transferência de tecnologia do laboratório francês Sanofi-Pasteur para produção de vacinas no instituto.


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